Arquivos do Autor:Victor Hugo
Malwares para Android cresceram 270% em 2012
O número de ameaças cibernéticas voltadas para dispositivos móveis continua crescendo em proporções gigantescas, é o que revela um estudo elaborado pela F-Secure que mapeou as principais ameaças cibernéticas voltadas para o ambiente móvel no primeiro trimestre de 2012.
Ao todo, foram contabilizadas 37 novas famílias e variações de aplicativos maliciosos para a plataforma Android, contra apenas 10 registradas no mesmo período de 2011. Já o número de ameaças presentes em pacotes de aplicativos do tipo APK (Android Application Package Files) saltou de 139 para 3.069 nos últimos 12 meses, ou seja, um incrível crescimento de 2.100%.
O estudo da F-Secure aponta ainda que os vírus do tipo “Trojan” (cavalo de Tróia), uma espécie de programa intruso que se instala silenciosamente no dispositivo se passando por um software autêntico, foram responsáveis por 84% das ameaças disseminadas no período.
Outra constatação é que quase 70% das amostras coletadas de novos tipos de malwares para plataformas móveis foram criadas com o intuito de extrair dados de usuários que possam ter algum valor comercial, tais como senhas bancárias, números de cartões de crédito, informações cadastrais etc.
“Um dos pontos que mais chama atenção nesse levantamento é o nível de sofisticação alcançado pelos autores desses vírus. Muitos desses malwares realmente entregam o que prometem. Por exemplo, no caso de um game, será realmente instalada uma cópia do jogo no dispositivo. Isso dificulta a percepção do usuário de que na verdade ele está sendo vítima de um crime cibernético”, explica Ascold Szymanskyj, Vice-presidente de vendas e operações da F-Secure para a América Latina.
“Por isso é fundamental que os usuários se conscientizem da importância de ter no smartphone e no tablet o mesmo nível de proteção que existe no PC. O risco de contaminação é exatamente o mesmo e as organizações criminosas estão trabalhando nisso, justamente devido ao maior grau de vulnerabilidade desses dispositivos e pela despreocupação e desconhecimento dos usuários em relação a estes riscos”, completa.
Agradeço ao Davi, amigo e colaborador do Seu micro seguro, pela referência a esta notícia.
Fonte: Baboo
Novo Malware bancário espiona o usuário
Variante do SpyEye secretamente filma e grava o que as vítimas dizem ou fazem no momento em que ocorre a fraude
De acordo com um pesquisador em segurança da Kaspersky Lab, uma nova variante do malware SpyEye permite que cibercriminosos se apossem de câmeras e microfones dos computadores pessoais de vítimas em potencial, para cometer fraudes bancárias. O SpyEye é um Cavalo de Tróia que atinge, especificamente, usuários de internet banking. Assim como seu primo mais velho, Zeus, o SpyEye não é mais desenvolvido por seu criador original, mas ainda é amplamente utilizado por cibercriminosos em operações.
A estrutura-base do SpyEye permite que uma parte do malware seja modificado e utilizado pelos invasores nos ataques. Implementado por um plug-in chamado “flashcontrol.dll”, as câmeras e microfones passam a atuar como “espiões”. Como sugere o nome (SpyEye significa Olho Espião), o malware acessa câmera e microfone por meio do Flash Player, o qual possui controles de funcionalidade desses dois periféricos.
Em circunstâncias normais, o plug-in do Flash Player solicita permissão ao usuário para acessar a câmera e o microfone – e a permissão é dada manualmente. Já com o SpyEye, o plug-in modifica silenciosamente os arquivos de configuração do Flash e cria uma lista de permissão para os bancos online.
A princípio, pesquisadores da Kaspersky pensaram que o malware fosse parte de um esquema para acessar sistemas com reconhecimento facial, utilizado em alguns bancos para autenticação segura. Depois descobriu-se – analisando um componente do SpyEye – que o malware “sequestra” a câmera e o microfone a fim de roubar informações importantes do cliente.
Alguns bancos solicitam que as transações sejam autenticadas digitando um código secreto enviado para o celular do cliente ou por token. Os cibercriminosos necessitam desses códigos para roubar o dinheiro das vítimas, então eles utilizam truques para expô-los. Em outros casos, o banco irá ligar para os usuários, a fim de autorizar a transação. Durante essas conversas, os clientes podem divulgar informações pessoais sobre as contas, com a finalidade de autenticar sua identidade. Estas informações podem incluir o nome de solteira da mãe, a data de nascimento, o número do cartão de crédito e da Segurança Social, número de identificação pessoal por telefone – que é utilizado para autenticar operações bancárias pelo telefone.
Reação ao golpe
“Usando um microfone, o cibercriminoso pode ouvir a conversa com o atendente e, mais tarde, ligar para o banco, se passando pelo cliente e dando o código”, disse o especialista em malware Dmitry Tarakanov, da Kaspersky Lab. “Com esse código, torna-se possível atualizar os dados de telefone e login, assumindo o controle total da conta da vítima.”
Além disso, os cibercriminos utilizam-se de uma técnica para manipular páginas e podem enviar mensagens às vítimas informando sobre a fraude, com o intuito de que elas liguem para o banco por si mesmas e passem as informações sigilosas. Segundo Tarakanov, as câmeras também são utilizadas pelos cibercriminosos para monitoramento das vítimas nesses casos. Visualizando o modo como elas reagem ao “truque”, os invasores descobrem se suas táticas são efetivas, ou para entenderem o que fizeram de errado e aperfeiçoarem o golpe.
Para se proteger contra ataques, os usuários podem optar por cobrir as câmeras de vídeo enquanto estão fora de uso. Mas nada pode se fazer quanto ao microfone. Outra alternativa é desativar esses periféricos a partir do Sistema Operacional, manualmente ou com a ajuda de um software especializado. Mas se eles são frequentemente utilizados, não é conveniente fazê-lo.
A melhor forma de prevenção ainda é – em primeiro lugar – seguir práticas de segurança básica, como manter todos os programas atualizados, executar updates do antivírus, analisar links antes de clicá-los e evitar a instalação de programas a partir de fontes suspeitas.
Agradeço ao Davi, amigo e colaborador do Seu micro seguro, pela referência a esta notícia.
Fonte: IDG Now!
Malvertising: cuidado com o novo perigo online
A publicidade online tornou-se numa ferramenta fundamental para que as empresas promovam os seus produtos e os usuários conheçam os descontos ou as oportunidades de compra que oferecem. A Internet ganha cada vez mais espaço no mercado publicitário, revolucionando o modo como as pessoas se relacionam e comunicam com as marcas e cada dia mais vem ameaçando superar os investimentos publicitários nos chamados meios tradicionais como jornais, revistas e a própria TV.
E, como não podia deixar de ser, os cibercriminosos estão também atentos a este fenômeno, aproveitando os anúncios online como veículo de difusão de vírus e spyware. Quando isto acontece, e os anúncios se tornam maliciosos, passando a receber a denominação de “malvertising”, um perigo cada dia mais presente na Internet.
Os cibercriminosos empregam diferentes técnicas para fazer uso do malvertising: exploits embutidos em banners flash, redirecionamento para websites maliciosos, entre outros esquemas. Todas estas ações têm um único objetivo: roubar dados pessoais, informação do PC ou controlar os dispositivos infectados de forma remota, seja o computador, o smartphone ou o tablet do usuário.
O principal problema reside no fato de o malvertising estar presente em sites por onde navegamos frequentemente, páginas totalmente legítimas. “Isto acontece porque os cibercriminosos pagam pela colocação dos seus banners publicitários nesses websites legais como qualquer outra empresa ou, em alguns casos, da mesma forma que são capazes de comprometer um site legítimo, fazem o mesmo com os banners lá existentes, injetando-lhes um código malicioso”, explica Dmitry Bestuzhev, analista Senior da Kaspersky Lab.
É muito difícil para o internauta reconhecer este tipo de ataque, pois apresentam-se como banners publicitários comuns e a pessoa afetada geralmente só se dá conta da ameaça quando o antivírus a bloqueia.
Alguns conselhos para evitar o risco:
1. Não confiar às cegas: Muitos dos ataques através de malvertising vão acompanhados de engenharia social. “Convém aprender o que é e como funciona a engenharia social para evitar ser uma presa fácil dos cibercriminosos”, recomenda o analista da Kaspersky Lab.
2. Usar navegadores capazes de gerir complementos (addons) do tipo No-Script que bloqueiam os scripts externos ou alheios aos recursos Web. “Isto pode reduzir a zero a probabilidade de ser infectado através de SWF maliciosos e Action scripts maliciosos neles inseridos”, diz Bestuzhev.
3. Ter uma solução de segurança nas máquinas, com capacidade para detetar de forma proativa as ameaças, para detê-las antes que prejudiquem os equipamentos e que, ainda, permita filtrar os sites maliciosos e utilize mecanismos de detecção de intrusões ao nível do host.
Agradeço ao Davi, amigo e colaborador do Seu micro seguro, pela referência a esta notícia.
Fonte: Wintech






