Crise econômica é usada por crackers para aplicar golpes

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Crescem emails falsos de cobrança ou cadastro de crédito negativo que contêm código malicioso para roubar informação ou capturar máquinas para botnet

Com o agravamento da crise econômica brasileira, cresce infelizmente o índice de inadimplência dos cidadãos que, segundo dados do Serasa, chega a 16,5%. Na esteira da crise, crescem também os golpes dos cibercriminosos que usam mensagens falsas de email para roubar dados dos usuários ou transformar computadores em zumbis de botnets.

Segundo a Bitdefender, empresa global especializada em software antivírus, há um aumento vertiginoso de fraudes cibernéticas no Brasil, a partir de mensagens relacionadas à situação de crise e endividamento da população. A empresa informa que desde o início deste ano, dezenas de variações de spam contendo código malicioso apelam para mensagens como “boleto em atraso” ou “intimação extrajudicial para quitação de dívida”.

Na grande maioria dos casos ligados à inadimplência, o destinatário dos emails é convidado a abrir um arquivo supostamente referente a boleto, propostas de renegociação ou processos envolvendo seu nome.

Crime disfarçado

Ao acionar tais arquivos, o usuário promove a instalação de malwares como o “gen:variant.adware.graftor”, que infecta a máquina com pop-ups, comprometendo seu desempenho; ou o “trojan VBS.UJH”, um agente malicioso que baixa códigos executáveis, permitindo o controle da máquina infectada para roubo de informações e processamento de tarefas na condição de zumbi.

Há também inúmeras mensagens trazendo links supostamente relacionados a cadastros de crédito como Serasa/Experian ou aos grandes bancos locais. “Nas ações criminosas mais bem executadas, até o nome correto do destinatário aparece no início da mensagem, o que torna o spam mais convincente e perigoso” afirma Eduardo D´Antona, diretor da Securisoft e Country Partner da Bitdefender.

Além de apelar para a temática de inadimplência, o spam atrelado à crise vem usando também a promessa de bons negócios como a “solicitação de orçamentos”, em que o anexo supostamente lista os itens que a “empresa remetente” está adquirindo (muitas vezes empregando nomes de grandes companhias). Um exemplo é o spam com o assunto “Cotação N. 964785”, que indica trazer um anexo com tomada de preços que, na verdade, serve para a instalação do malware.

“Intimações judiciais ou qualquer forma de cobrança coercitiva via email não têm qualquer valor judicial e devem ser ignoradas pelo internauta. Caso estejam realmente em dúvida e se sintam muito inseguros, os destinatários desses emails devem procurar alguma forma de contato telefônico com a suposta fonte, mas não devem, em nenhuma hipótese, tentar abrir o anexo ou mesmo responder o email”, diz o executivo.

“O ditado popular que diz que “quando a esmola é muita, o santo desconfia” deve ser aplicado constantemente”, afirma D´Antona.

Agradecemos ao Davi e ao Paulo Sollo, colaboradores amigos do seu micro seguro, pela referência a essa notícia.

Fonte: IDG Now!

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