Quanto tempo leva para um novo malware ser criado?

malware_novoJohn McAfee, o ex-CEO da companhia conhecida pelo antivírus que leva seu nome, disse há um tempo que não usava mais softwares de proteção porque “eles não são mais relevantes” – e que kits de hackers são lançados de forma bem mais rápida que as atualizações de segurança. Mas você sabe quão mais rápida é a criação das pragas virtuais?

Segundo dados da G Data, uma empresa que fornece soluções em segurança digital, um novo malware é criado a cada impressionantes cinco segundos. O levantamento mostrou também que, apenas no primeiro semestre de 2015, mais de 3 milhões de novos softwares maliciosos foram identificados. É esperado que o número total de registros inéditos supere o do ano passado, quando quase 6 milhões de novos malwares surgiram na web.

A maior parte das pragas está relacionada aos adwares e programas potencialmente não desejados (os PUPs). Os primeiros funcionam através do bombardeio com publicidade intrusiva, enquanto o outro vem geralmente acompanhando um programa gratuito – como é o caso das famigeradas barras de busca que surgem nos navegadores. Em ambos os casos, o princípio é o mesmo: os códigos executam funções maliciosas, como o redirecionamento de tráfego.

A dificuldade em solucionar o problema

Além de o funcionamento fugir do controle do usuário, outro problema relacionado aos malwares é a dificuldade em conseguir se livrar deles: a desinstalação de PUPs e adwares é extremamente difícil pela quantidade de coisas que os acompanham – quem já tentou tirar uma barra de busca tem uma ideia do sofrimento.

Além disso, os programas alteram as configurações dos navegadores da forma que os seus desenvolvedores desejam. Muitas pessoas não fazem nem ideia de que tudo isso está acontecendo e, pior ainda, não sabem como resolver. A recomendação é buscar por um bom programa antivírus e manter a navegação em sites confiáveis.

Os focos das pragas

Os sites que mais sofrem com a infecção por malwares são variados: 27% tratam de assuntos relacionados à saúde, seguidos por 11,6% de sites que falam sobre tecnologia da informação. As páginas de pornografia respondem por 9,6%, e as que oferecem serviços de relacionamento representam 4% do total.

Alguns sites que contém softwares maliciosos são desenvolvidos pelos hackers e criminosos para se parecerem com sites oficiais, principalmente aqueles que são abertos através de emails de procedência duvidosa.

A G Data mostrou que os países mais atraentes para a atividade de proliferação de malwares são os Estados Unidos, China, França e Ucrânia, por concentrarem uma grande quantidade de
servidores que hospedam sites do mundo todo.

Agradecemos ao Davi, colaborador amigo do seu micro seguro, pela referência a essa notícia.

Fonte: Tecmundo

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