Cibercrime faz escola no Brasil: perigosamente barato e em crescimento

The hackerO cibercrime no Brasil não para de crescer em proporção, criatividade, divulgação e lucros obtidos. E, para piorar a situação, cada vez mais pessoas estão adentrando o segmento de golpes ilegais do submundo digital. Essas são apenas algumas das conclusões do estudo Ascending the Ranks: The Brazilian Cybercriminal Underground in 2015, publicado pela Trend Micro.

A pesquisa é um relatório completo sobre o panorama atual dos crimes virtuais no país, apontando até os erros que levaram essas práticas à dimensão atual.O estudo ainda descobriu que é fácil obter acesso a materiais e até professores na área: por R$ 300, é possível finalizar um curso de “formação” que gabarita você como um ciberbandido. As tais aulas incluem criação de malware, configuração de botnets e passo a passo na obtenção de dados de cartões de crédito, entre outras práticas.

O avanço na direção do Internet Banking

De acordo com a pesquisa, o brasileiro começou a se acostumar positivamente com o Internet Banking — 40% da população brasileira realizou ao menos uma operação digital em 2014, segundo a Trend Micro. Porém, ao mesmo tempo, os cibercrimes nessa área dispararam.

Um exemplo é o malware KAISER, que registra as teclas digitadas quando a vítima acessa um site de banco. E há quem não desenvolva os softwares, mas compre a operação e o equipamento por tempo limitado só para praticar o crime. Por R$ 5 mil, dá para capturar dados de até 15 sites e ter um criminoso como “suporte” por 24 horas.

\Postagem feita livremente no Facebook sobre um “curso” com várias modalidades de crime:
cibercrime_curso

Negócio lucrativo

A Trend Micro ainda detectou que, por cerca de R$ 200, você pode comprar credenciais de cartões no crédito. Esses golpes são feitos em massa: com o acesso a painéis de administradores de uma loja online, bandidos podem roubar de 40 a 170 conjuntos de credenciais por dia. Até comércio de dinheiro falso, credenciais ou diplomas foram encontrados no monitoramento. Alguns cibercriminosos também declararam ter acesso às bases de dados de registro de placas de veículo e bancos comprometidos, como o CadSUS (Cadastro do Sistema Único de Saúde brasileiro).

O Brasil foi berço de 5% do total de malwares detectados no terceiro trimestre de 2015:malwares_1triO lucro rápido prometido, impulsionado pela situação atual do Brasil, tornou o país um local apropriado para quem quer ser um cibercriminoso. De acordo com o relatório, o governo deve investir mais recursos nas investigações, principalmente quando o cibercrime brasileiro migrar integralmente para a Deep Web — algo que deve dificultar ainda mais as operações.

Agradecemos ao Davi, colaborador amigo do seu micro seguro, pela referência a essa notícia.

Fonte: Tecmundo

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