Hackers já conseguem abater drones em pleno voo

Desde fevereiro deste ano, já foram registrados mais de 325 mil drones nos Estados Unidos – e o número tende a crescer à medida que os consumidores se interessam cada vez mais pelos dispositivos voadores. Alguns deles são utilizados para o monitoramento das fronteiras, enquanto outros são simplesmente brinquedos. Seja qual for a utilização dos drones, uma nova pesquisa realizada pela equipe de segurança da Universidade John Hopkins destacou o grande risco de segurança existente nos drones atuais.

Hackers conseguiram descobrir brechas de segurança nos drones e conseguiram interferir no correto funcionamento dos gadgets. Uma equipe de cinco estudantes descobriu três maneiras de cortar a conexão dos drones em pleno voo e a intervenção causou dois resultados: o drone pousou pacificamente mesmo sem um piloto ou ele simplesmente caiu. “Eu acho que para esta nova tecnologia, em geral, a segurança em tempo real é uma reflexão tardia visto que os fornecedores precisam entregar seus produtos em tempo para serem competitivos”, disse Lanier Watkins, cientista sênior de cibersegurança por trás do projeto.

Durante o primeiro teste, hackers bombardearam um drone com mais de 1 mil solicitações de conexões sem fio para o controle da aeronave. Na segunda tentativa, os estudantes transmitiram para o drone um grande pacote de dados. Com isso, o drone perdeu contato com o controlador, o que o levou a um pouso de emergência.

“Hackers encontram os problemas e os vendedores não têm ideia que essas questões existem”, afirmou Watkins. A descoberta da pesquisa é bastante importante, uma vez que a penetração de drones no mercado mundial é cada vez maior. No entanto, ainda não está claro se as falhas de segurança encontradas irão afetar o desejo dos consumidores em adquirir seus drones. A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos prevê que até 2020 cerca de 7 milhões de drones estejam voando nos céus norte-americanos, o triplo em relação ao que é esperado até o final deste ano.

Watkins espera que os estudos realizados convençam os fornecedores sobre a importância de investimentos em segurança no desenvolvimento de aparelhos desse tipo. “Há uma grande demanda lá fora para drones, porque eles são ferramentas que têm uma certa capacidade”, disse. “Ele pode voar a alturas que desejáveis para certas aplicações, é manobrável e pode gravar vídeos em alta qualidade. Eu não acho que a popularidade vai diminuir, mas acho que esse tipo de pesquisa vai forçar os fornecedores a corrigirem seus problemas de segurança”.

Agradecemos ao Davi, colaborador amigo do seu micro seguro, pela referência a essa notícia.

Fonte: Canaltech e The Daily Dot

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