App Meitu rouba dados dos smartphones

meituComo todo app que vira modinha, o Meitu deve cair no esquecimento dentro de algumas semanas. Mas, quando isso acontecer, os usuários já terão “vendido a alma” aos responsáveis pelo aplicativo: uma investigação aponta que o Meitu coleta discretamente diversos dados críticos do smartphone.

Para quem não sabe do que eu estou falando, o Meitu é uma app chinês com filtros e ferramentas que deixam as pessoas nas fotos com visual “fofinho”, cheio de brilho, maquiagem e olhos grandes. É uma brincadeira para selfies que atende, basicamente, a um público mais jovem. Deve servir também para quem quer sacanear os amigos, é claro.

Apesar de existir há algum tempo, o Meitu se tornou, nos últimos dias, um dos apps mais baixados do Google Play e da App Store. Você já deve ter notado isso: as redes sociais estão cheias de imagens modificadas por esse app.

Tamanha popularidade fez o Meitu cair no conhecimento de especialistas em segurança que, por alguma razão, decidiram analisá-lo minuciosamente. Foi aí que eles descobriram que o aplicativo está bem longe de ser inofensivo.

Segundo as análises, o Meitu coleta diversos dados do aparelho. Isso acontece com a maioria dos aplicativos, mas aqui a coisa atinge proporções muito grandes, começando pelo monte de permissões que o app pede no momento de sua instalação — não está claro o porquê de tantas permissões serem solicitadas.

A versão para Android se mostrou a mais intrusiva, mas a versão para iOS pode obter mais informações em aparelhos com jailbreak. De modo geral, o Meitu consegue coletar e enviar para servidores na China dados como IMEI do celular, modelo do aparelho, resolução de tela, versão do sistema operacional, IP, endereço MAC, lista de contato, mensagens SMS, entre outros.

São coletados dados suficientes para que um usuário seja identificado e localizado. E olha que a empresa responsável (também de nome Meitu) comemora em seu site o fato de ter 456 milhões de usuários no mundo todo (considerando todos os seus apps), embora a maioria deva estar na China — os aplicativos da Meitu já eram populares por lá.

O que a empresa faz com dados de tantas pessoas? Uma possibilidade forte é a venda de informações para companhias que elaboram estratégias de publicidade altamente segmentada e, portanto, potencialmente intrusiva.

À CNET, a Meitu se defendeu dizendo que, como a empresa está baseada na China, precisa incluir recursos de coleta de dados nos aplicativos para contornar os bloqueios que os serviços de rastreamento do Google Play e da App Store sofrem no país. A companhia também assegurou que os dados são enviados aos seus servidores de forma criptografada e com proteção contra ataques. Ata.

Não há planos para o lançamento de uma versão do app sem os recursos de captura de dados, pois, segundo a Meitu, ela teria que atuar fora da China para poder oferecer isso. Sair da China também não está nos planos.

Fonte: Tecnoblog

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