Grande parte dos ransomwares tem DNA russo

cibercriminosoA conferência RSA muitas vezes apresenta informação demais aos participantes. Entre as palestras, exposições, festas e a cidade de São Francisco, há muito o que absorver.

Normalmente, leva um tempo até que um fato bombástico é atirado a plateia, um desses que deixa qualquer um boquiaberto.

Eis que durante a RSAC 2017 Ransomware Summit Anton Ivanov, analista sênior de malware na Kaspersky Lab, soltou a seguinte frase:

Das 62 famílias de cryptos descobertas pela empresa ano passado, 47 foram desenvolvidas por criminosos que falam russo – 75%. O que torna esse número mais impressionante é o fato de que essas famílias de ransomware, de acordo com a telemetria da Kaspersky Lab, atacaram mais de 1,4 milhão de pessoas ao redor do mundo.

Durante essa palestra, Anton examinou a pesquisa da equipe, detalhando aspectos do envolvimento dos cibercriminosos com ransomware (fora a questão de ransomware como um crime).

  • A criação e atualização de famílias de ransomware.
  • Programas afiliados para distribuir ransomware.
  • Participação em programas afiliados por meio de parcerias.

estruturaO que de fato chamou minha atenção é que, se sabemos tanto sobre esse crime, porque ainda o vemos acontecendo? Ivanov apontou que isso se resume ao dinheiro e as barreiras para se entrar nesse mercado. Se você estiver interessado em algo mais técnico, dê um pulo no Securelist, onde essa pesquisa foi mais detalhada.

Protegendo-se do ransomware

Faça backup de seus arquivos religiosamente, na nuvem ou em dispositivo externo. Faça ambos, mas lembre-se: se você estiver logado na nuvem ou o dispositivo externo estiver conectado os ransomware também pode bloqueá-los.

Instale um antivírus que vigie ransomware.

Não abra anexos de remetentes desconhecidos. Seja seletivos sobre quem você confia em termos de documentos e links recebidos por e-mail.

Fonte: Kaspersky blog

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