Contaminações por malware em dispositivos móveis batem recorde

O último relatório de inteligência de ameaça publicado pela Nokia aponta um novo recorde em infecções de malware a dispositivos móveis, com um aumento acentuado em smartphones e dispositivos de Internet das coisas (IoT). Emitido duas vezes por ano, o relatório examina as tendências gerais e estatísticas de infecções em dispositivos conectados através de redes fixas e móveis ao redor do mundo.

O relatório constatou um aumento constante de infecções em dispositivo móvel ao longo de 2016, com malware atingindo 1,35% de todos os dispositivos em outubro — o mais alto nível desde que o relatório começou a ser publicado em 2012.

O estudo mostra um aumento de quase 400% em ataques de malware em smartphones no ano passado, os quais foram os maiores alvos na segunda metade do ano, respondendo por 85% de todas as infecções em dispositivos móveis.

O sistema operacional Android em smartphones e tablets foi o alvo principal de ataques no segundo semestre do ano passado, seguido pelo iOS, da Apple, de acordo com análise do Spyphone, software de vigilância que controla as chamadas dos usuários, mensagens de texto, aplicativos de mídia social, pesquisas na web, localização por GPS e outras atividades.

O relatório de inteligência de ameaça também revela as principais vulnerabilidades de muitos dispositivos e ressalta a necessidade da indústria a reavaliar suas estratégias de maneira a garantir que os dispositivos sejam firmemente configurados, gerenciados e monitorados.

As principais conclusões do relatório de inteligência de ameaça são:

• A taxa de infecção de dispositivo móvel continua a subir: A taxa global de infecção aumentou 63% no segundo semestre de 2016, na comparação com o primeiro semestre do ano.

• Maior alta de todos os tempos: A taxa de infecção de dispositivo móvel aumentou constantemente ao longo de 2016, atingindo 1,35% em outubro (ante 1,06% em abril) — o maior nível registrado desde o estudo iniciado em 2012.

• Smartphones são os maiores alvos: Smartphones foram os maiores alvos de malware de longe, representando 85% de todas as infecções de dispositivo móvel no segundo semestre de 2016. As infecções aumentaram 83% durante o período, na comparação com o primeiro semestre (0,90% versus 0,49%) e aumentaram quase 400% em 2016.

• Vulnerabilidades de dispositivos: Em 2016, o botnet Mirai comprometeu um exército de dispositivos móveis ao lançar três dos maiores ataques de negação de serviço (DDoS) da história, incluindo um ataque que derrubou muitos serviços web. Estes ataques mostram a necessidade urgente de implantação de sistemas de segurança mais robustos para proteger dispositivos de exploração e ataques futuros.

• Malware a procura de sistemas operacionais: Dispositivos baseados em Android continuam a ser o alvo principal para ataques de malware (81%). No entanto, iOS e outros dispositivos móveis também foram alvejados no segundo semestre do ano (4%).

• Redução nas infecções ao Windows: Sistemas com Windows representaram 15% das infecções de malware no segundo semestre de 2016, ante 22% no primeiro semestre do ano.

• Infecções a rede continuam em queda: A taxa mensal de infecção a redes de banda larga fixas residenciais foi de 10,7%, em média, no segundo semestre de 2016, abaixo dos 12% no primeiro semestre dos 11% em 2015. As ameaças de adware diminuíram no segundo semestre do ano passado, enquanto as ameaças chamadas de alto nível (por exemplo, bots, rootkits, keyloggers e Trojans) permaneceram estáveis, em aproximadamente 6%.

Fonte: IDGNow!

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