A volta de um malware para Android com mais poderes

A companhia de segurança Trend Micro descobriu que um antigo malware do Android voltou a atuar ainda mais forte do que antes. Chamado de GhostCtrl, o software malicioso se passa por apps legítimos a fim de infectar o seu dispositivo e, com isso, transforma o seu dispositivo em um espião, além de permitir que hackers controle o dispositivo remotamente e à sua revelia.

Segundo os pesquisadores da empresa holandesa, foram encontradas três variações do GhostCtrl, com duas delas sendo capazes de danificar dados e controlar diversas funções de um dispositivo. A terceira, porém, é ainda pior, pois combina o que há de melhor nas duas primeiras e ainda oferece mais perigo.

Ainda de acordo com a Trend Micro, este “novo” malware é, na verdade, uma evolução de um antigo conhecido. O GhostCtrl teria sido criado a partir do OmniRAT, um exploit descoberto há algumas semanas e responsável por roubar dados de hospitais em Israel ao sequestrar remotamente computadores com Linux, Mac e Windows via Android.

Se apresenta disfarçado

Como é comum na atuação de malwares, o GhostCtrl se espalha disfarçado como apps legítimos. Segundo a Trend Micro, ele se camufla como aplicativos legítimos, como WhatsApp e Pokémon GO, para instalar o malware em si abrir uma backdoor nos dispositivos infectados. Essa brecha de segurança é aproveitada por hackers, que começam a realizar uma série de ações sem o conhecimento (muito menos a autorização) do usuário.

Isso permite, por exemplo, que alguém colete informações privadas em um smartphone (como registro de chamadas ou SMSs), envie mensagens de texto ou faça ligações, apague, copie ou altere arquivos armazenados no gadget, baixe novos arquivos, controle o sistema infravermelho do aparelho e muito mais.

Até mesmo modificar senhas e ativar ou desativar as conexões Bluetooth estão entre as possibilidades, denotando o risco do GhostCtrl. Para evitar problemas com esse tipo de malwre, a dica dada pelos especialistas é manter o Android sempre atualizado e também restringir as permissões dos aplicativos em relação aos seuis daos mais sensíveis.

Fonte: Tecmundo

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