Chrome: cada vez mais líder

Navegador do Google ganhou 0,8% de participação em janeiro, fechando o primeiro mês do ano com 61,4%, segundo dados da NetApplications.

Os navegadores da Microsoft e da Mozilla perderam parte das suas fatias de usuários em janeiro, enquanto o Google Chrome conseguiu sair de um longo jejum, segundo dados da empresa de análises Net Applications, com sede na Califórnia.

Após uma folga de um mês – já que subiram em dezembro, o Internet Explorer e o Edge retomaram o seu já longo padrão de declínio em janeiro. No primeiro mês de 2018, os navegadores da Microsoft registraram uma queda de meio ponto percentual, indo para a marca dos 16,5%, uma das piores porcentagens para a dupla.

Juntos, os dois browsers foram usados em cerca de 19% de todos os PCs Windows, ou um pouco menos de um a cada cinco sistemas. Essa foi a pior fatia de PCs Windows já registrada pela dupla e fica bem longe dos 52% que possuíam há apenas dois anos.

Janeiro de 2016, aliás, foi um mês marcante para o IE porque foi quando a Microsoft parou de servir updates de segurança para a maioria das versões do seu navegador, forçando os usuários a migrarem para o IE11. Em vez disso, a maioria acabou mudando de navegador. Foi a decisão da Microsoft de aposentar as edições anteriores ao IE11 que acabou impulsionando a disparada do Google Chrome.

E o Edge, navegador padrão do Windows 10, não conseguiu ajudar em nada neste sentido. Com uma porcentagem baixíssima – menos de 5%, o browser foi usado em menos de 14% das máquinas com Windows 10 em janeiro deste ano. Se o colapso do IE foi a maior derrota da Microsoft nos navegadores, então a inabilidade do Edge em capturar uma parte significativa dos usuários Windows 10 foi o segundo maior fracasso da companhia na área. Resumindo: os usuários do Windows 10 rejeitaram o Edge.

Enquanto isso, o Firefox caiu 0,2% em janeiro, encerrando o mês com 10,85% do mercado, a taxa mais baixa do browser desde setembro de 2016. Toda a renovação de novembro, em que a Mozilla colocou grandes expectativas, ainda precisa se traduzir em um aumento no número de usuários – mesmo com a maior parte dos reviews do chamado Firefox Quantum sendo positivos.

Com essas quedas dos rivais, quem se deu bem foi o Chrome, que ganhou 0,8% no mês passado, o maior aumento registrado pelo navegador do Google desde janeiro de 2017. Com isso, o Chrome fechou o último mês com uma participação de 61,4%.

Sobe e desce

Até o momento, o Chrome foi o maior beneficiado pelo declínio do Internet Explorer e do Firefox. O browser do Google lidera o segmento com folga e pode alcançar a marca de dois terços do mercado de navegadores no próximo mês de novembro, com base nas tendências do último trimestre.

Essa mesma tendência aponta que o IE e o Edge, assim como o Firefox, irão na direção oposta. Segundo cálculos da Computerworld dos EUA, os navegadores da Microsoft poderão ficar abaixo dos 10% no próximo mês de agosto, enquanto o Firefox pode alcançar essa marca nada agradável bem antes disso, já em março.

Apesar dos números diferentes aos da Net Applications, os dados publicados por outra companhia conhecida de análises, a StatCounter, mostram movimentos iguais no mercado. Segundo a companhia irlandesa, o IE e o Edge perderam 0,5% em janeiro, fechando o mês com 11,4%, enquanto que o Firefox caiu 0,4%, indo para 11,9%. O Chrome, por outro lado, ganhou 1,3%, encerrando janeiro já com quase dois terços do mercado: 66%.

Fonte: IDGNow!

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