Assistência 24 h que poderá dispensar o uso de apps

chatbotAssistentes virtuais como a Siri (da Apple) e o assistente do Google já não são os únicos “robôs” que você pode carregar no smartphone. Aplicativos de troca de mensagens, como o Facebook Messenger, carregam milhares de chatbots, robôs que interagem por meio de conversas. Com eles, já é possível fazer compras, obter informações e até pedir uma pizza.

Longe da ideia da inteligência artificial que vemos em filmes, esses robôs não têm corpo, emoções e não serão capazes de se rebelar contra humanos. Mas isso não os torna menos úteis e inteligentes. “Quando falamos de robôs, existem duas linhas: a do saber e a do fazer. Os chatbots são da linha do saber. Eles interpretam, entendem e preveem”, falou a EXAME.com Thiago Rotta, líder de soluções para IBM Watson na América Latina.

A IBM tem investido em utilizar a tecnologia do supercomputador Watson em chatbots. Isso é feito por meio da plataforma Bluemix, que permite que qualquer um utilize códigos pré-formatados no desenvolvimento. Criar um robô virtual nunca foi tão fácil. Com técnicas de machine learning (aprendizado de máquinas), os bots ainda são capazes de aprender. Eles podem identificar gírias, sotaques e até mesmo apreender novas informações.

A brasileira Movile lançou recentemente uma plataforma para criação desses robôs no Facebook Messenger, que já conta com mais de 11 mil robôs. O Chatclub permite a qualquer um que possua uma página na rede social adotar um bot personalizável como ferramenta de chat. “O Facebook e o Messenger alcançam um bilhão de pessoas. Desenvolver em cima deles é aumentar muito o potencial de mercado”, diz Paulo Curio, CEO de Mobile Content da empresa.

Os robôs vão surgindo aos poucos e de forma experimental. O Banco Original, aquele com foco no digital, já tem um ajudante virtual. Usando o Facebook Messenger, pessoas podem tirar suas dúvidas sobre a companhia. Você pode fazer um rápido teste aqui.

O fim dos apps?

As novas possibilidades têm gerado especulações sobre o futuro de aplicativos de serviço. Satya Nadella, CEO da Microsoft, disse em uma conferência que “os bots são os novos apps”. E ele não está sozinho nessa. “Por que eu preciso de um app de previsão do tempo se posso perguntar para um bot qual a previsão? Todos os apps de uso muito específico vão perder espaço ou até serão extintos”, falou a EXAME.com Richard Chaves, diretor de novas tecnologias e inovação da Microsoft Brasil.

O CEO de Mobile Content da Movile Paulo Curio tem opinião parecida. Ele vê como grande benefício dos chatbots não ser necessário baixar um novo aplicativo apenas para pedir comida, por exemplo. Curio fala com propriedade. A Movile é dona do iFood e tem investido na implementação dos chatbots em seus serviços. Nos Estados Unidos, a rede de pizzarias Domino’s já adota o sistema por meio de sua página.

O líder de soluções da IBM, por sua vez, vê o cenário de outra forma. “Nada impede que as empresas tenham duas soluções. Em vez de dispor apenas de um chat, podem implementar outras funções dentro de outro app”, explica Rotta.

Contratam-se bots

Com a perspectiva de utilizar bots em grande escala no setor de atendimentos, os aplicativos podem não ser os únicos a sentir os efeitos dessa tecnologia. “O primeiro nível de call center certamente vai ser substituído. Os bots conseguem resolver de 70% a 90% dos problemas. O restante das demandas será direcionada a um atendimento especializado”, diz Curio.

O cenário é visto de uma forma semelhante por Rotta. “Os bots podem ser utilizados em tarefas mais rotineiras, permitindo que o intelecto humano seja dedicado a resolver problemas mais complexos.”

Outros fatores serão decisivos para definir a proporção dessa difusão. “Existem pessoas que ainda não estão no mundo digital. Além disso, procedimentos mal planejados podem trazer falhas e desconforto”, explica Plinio Aquino Jr., responsável pela disciplina de Interface Humano-Máquina do Departamento de Ciência da Computação da FEI.

Ele acredita que a capacidade de aprendizado dos bots será fundamental. Quanto mais forem utilizados, maior será o aprimorando dos bots e menores as falhas. “Essa revolução deve acontecer daqui a muitos anos. Por enquanto, tem que se conciliar a existência dos digitais e conquistar um aumento de confiança.”

Um robô para chamar de meu

Assistentes pessoais em potencial, os bots têm sido utilizados para funções isoladas, como marcar reuniões. A perspectiva de tê-los como assistentes em tempo integral não está distante. “Nos próximos cinco anos, teremos mais ferramentas que fornecem partes de um ciclo de tarefas”, diz Aquino Jr, que acredita que teremos robôs completos, com corpo e inteligência artificial, dentro de 10 anos.

Contrariando qualquer expectativa de robôs humanizados, como nos filmes, o líder de soluções da IBM frisa que até mesmo a evolução tecnológica tem seus limites. “Não chegaremos ao ponto de as pessoas acharem que uma máquina é um humano. O processo criativo e a capacidade de abstrair algumas coisas, como emoções, nunca serão transferidas para uma máquina”, completa Rotta.

Curio, da Movile, vê os bots como cérebro dos futuros robôs. “É possível construir um robô que passe o dia carregando caixas. Mas quão interessante seria se ele pudesse responder um ‘bom dia’ de alguém que passasse por ele?”

Agradecemos ao Paulo Sollo, colaborador amigo do seu micro seguro, pela referência a essa matéria.

Fonte: Exame

Os perigos dos sites que duram 24 horas

httpUma pesquisa realizada pelo Blue Coat Labs faz um alerta para os perigos escondidos em sites da internet que só ficam no ar por 24 horas. De acordo com a empresa, muitos cibercriminosos fazem uso desse método para roubar dados pessoais dos usuários.

Durante três meses, a Blue Coat analisou mais de 660 milhões de páginas web (endereços URLs, domínios e subdomínios) para descobrir quantas delas só ficavam no ar por um dia. Ao final do estudo, descobriu-se que 71% do total investigado (470 milhões) existem somente por até 24 horas.

A maioria desses “One-Day Wonders” (ou “Maravilhas de Um Dia”, como são chamados esses sites) é legitima e existe para proporcionar uma melhor experiência ao usuário. Vários dos dez maiores criadores desses sites são organizações como Google, Amazon e Yahoo. Também é comum que esses portais sejam usados por empresas de otimização na web para acelerar a entrega de conteúdo.

No entanto, os portais de vida curta conquistaram popularidade também entre os cibercriminosos por alguns motivos. Um deles é que os domínios dinâmicos levantam dúvidas se há ou não perigo naquele endereço específico, o que torna mais difícil de um internauta se frustrar com aquela página do que se estivesse acessando um domínio estático. Por conta disso, os criminosos costumam criar várias páginas web com apenas um dia de vida para sobrecarregar as soluções de segurança, já que gerar um volume elevado de domínios reduz as chances de eles serem localizados por essas soluções.

Além disso, os One-Day Wonders conseguem se esconder de soluções de segurança ao combinar o site que dura 24 horas com criptografia, execução de malware recebido e roubo de dados enviados por SSL. Esta soma de venenos torna as empresas tipicamente cegas aos ataques, impactando sua capacidade de evitar, detectar e reagir ao malware.

“Esses números confirmam um fato essencial da Internet: qualquer pessoa pode criar e publicar uma página Web. [No entanto] Esses sites efêmeros podem ser um componente crítico de infraestruturas de apoio a ataques em massa”, destacou Marcos Oliveira, country manager da Blue Coat Brasil.

Combate de ameaças

Controles de segurança estáticos baseados em listas fixas de maus elementos conhecidos são incapazes de proporcionar proteção suficiente contra o malware escondido em sites que duram apenas 24 horas. “O alto volume e a criação e a dissolução de sites novos e desconhecidos desestabiliza muitos controles de segurança existentes – isso reforça a necessidade de uma inteligência em tempo real contra ameaças globais”, disse Oliveira.

Isso é o que faz o GIN (Global Intelligence Network), o serviço de segurança global, na nuvem, da Blue Coat. Ele coleta, categoriza e analisa alertas de segurança sobre mais de um bilhão de páginas na Internet. Segundo o executivo, a inteligência do GIN dá às empresas a capacidade de filtrar os One-Day Wonders, ajudando a preservar uma forte atitude de segurança.

As principais exigências e considerações para se proteger do malware escondido nos sites que duram 24 horas incluem:

Inteligência em tempo real: as organizações devem utilizar controles de segurança que contem com inteligência em tempo real para identificar One-Day Wonders e bloquear o acesso às que são maliciosas. Uma simples lista negra de sites maliciosos conhecidos não resolverá esse problema.

Níveis de risco de ameaças: neste contexto, inteligência simples baseada em URLs e endereços IP proporciona pouco valor. As soluções de segurança precisam compreender o contexto que envolve os domínios e endereços IP, incluindo popularidade do site, links para outros sites, número de outros sites hospedados no mesmo endereço IP e as classificações desses sites.

Lista básica de nomes de hospedeiros: a descoberta de padrões pode ajudar a criar uma lista básica de nomes de hospedeiros efêmeros e potencialmente perigosos.

Controles detalhados de políticas de segurança: os controles de segurança precisam permitir a criação de políticas detalhadas. Isso é feito com base na inteligência em tempo real e ajuda a automatizar as defesas e fortalecer as atitudes de segurança da corporação usuária.

Para Oliveira, os sites de vida curta são uma realidade e precisam estar no radar das equipes e tecnologias de segurança das corporações. “A Internet é um universo dinâmico em que milhares de novas páginas Web são lançadas diariamente – é importante a empresa usuária identificar corretamente quais são os portais seguros e quais são os inseguros, mesmo se o portal em questão durar apenas 24 horas”, concluiu.

Agradecemos ao Davi, colaborador amigo do seu micro seguro, pela referência a essa matéria.

Fontes: Canaltech e TIinside

71% dos novos endereços na rede duram 24 horas

PiratariaDomínios usam sites de vida curta para facilitar ataques. Brasil cria 3,8% de todos endereços

Estudo realizado em julho pela Blue Coat Systems indica que 470 milhões, ou seja 71%, dos novos endereços de internet, duram 24 horas ou menos. Os endereços, batizados de One-Day Wonder, são, na verdade, uma cobertura para atividades maliciosas, como comunicações com sistemas infectados. Para chegar a essa conclusão, a empresa analisou mais de 660 milhões de nomes de hosts únicos por 90 dias.

O levantamento indica que dos 50 principais domínios que mais frequentemente utilizam One-Day Wonders, 22% eram maliciosos. Esses domínios usam sites de vida curta para facilitar ataques e gerenciar botnets (redes para infectar grandes quantidades de computadores), aproveitando o fato de o site ser “novo e desconhecido” para escapar de soluções de segurança, informa a Blue Coat.

O Brasil, relata o estudo, é responsável por criar 3,8% de todos os One-Day Wonders, mesmo possuindo apenas 1,1% de todos os endereços de IP IPv4 alocados no País. Os Estados Unidos e a China lideram o ranking seguidos por Japão, Reino Unido, Alemanha, Coreia do Sul, França, Canadá, Itália e depois Brasil.

A Blue Coat relata que entre os principais sites atingidos pela criação dos One-Day Wonders estão Google, Amazon e Yahoo!, que têm presença significativa na internet, além de empresas de otimização, que ajudam a acelerar o fornecimento de conteúdo. O aspecto compartilhado entre esses tipos de organizações é o uso de redes de distribuição de conteúdo (Content Delivery Networks, CDNs).

Agradeço ao Davi e ao Paulo Sollo, amigos e colaboradores do seu micro seguro, pela referência a essa notícia.

Fonte: itforum