Próxima atualização do Windows contará com IA para combater malwares

Na próxima grande atualização do Windows, a Fall Creators Update, a Microsoft pretende fazer uma grande aposta na segurança do seu sistema e vai recorrer a mecanismos de inteligência artificial para melhorar o Windows Defender Advanced Threat Protection (ATP), serviço destinado ao mundo empresarial.

Devido aos ataques cibernéticos registados nos últimos tempos, espalhados por todo o mundo, e que se aproveitaram de falhas do Windows, como foram nos caso do WannaCry e do NotPetya, a Microsoft se convence da necessidade de melhorar os seus mecanismos de segurança, em especial aqueles no segmento empresarial.

Com a implementação da inteligência artificial o software ATP vai estar ligado a um ambiente na nuvem da empresa e vai ter a habilidade de, instantaneamente, conseguir coletar informações referentes a ataques anteriores.

Com esta conexão constante a um grande serviço na nuvem, o sistema será capaz de agir rapidamente contra um ataque colocando o malware imediatamente de quarentena e criando em seguida uma “assinatura” que o identifica e permite a pesquisa e o compartilhamento da informação sobre o mesmo, permitindo assim a extensão da proteção a outros computadores.

Cerca de 96% dos ataques cibernéticos utilizam um novo malware , mesmo que seja uma forma modificada de um outro já existente, e ao conseguir compartilhar instantaneamente a informação com os servidores da empresa, garante-se uma proteção mais rápida a todos os usuários.

Inicialmente esta ferramenta estará disponível apenas para os clientes empresariais mas, segundo o que a CNET informa, a Microsoft também poderá vir a disponibilizar esta solução de segurança para todos os demais usuários.

Agradecemos ao Pedro Damas, colaborador amigo do seu micro seguro, pela referência a essa notícia.

Fonte: Sapo

Novo ciberataque em curso

Após o ataque de sexta-feira, especialistas descobriram um novo ataque vinculado ao vírus Wannacry, chamado Adylkuzz

Um novo ciberataque em grande escala para roubar moeda virtual afetava centenas de milhares de computadores em todo o mundo nesta quarta-feira, de acordo com especialistas em segurança cibernética.

Após o ataque de sexta-feira, especialistas descobriram um novo ataque vinculado ao vírus Wannacry, chamado Adylkuzz.

“Utiliza com mais discrição e para diferentes propósitos ferramentas de pirataria recentemente reveladas pela NSA e a vulnerabilidade agora corrigida pela Microsoft”, afirmou o pesquisador Nicolas Godier, especialista em segurança cibernética da Proofpoint.

“Ainda desconhecemos o alcance, mas centenas de milhares de computadores podem ter sido infectados”, disse à AFP Robert Holmes, da Proofpoint, o que indica que o ataque é “muito maior” que o WannaCry.

Concretamente, este ‘malware’ se instala em equipamentos acessíveis através da mesma vulnerabilidade do Windows utilizada pelo WannaCry, uma falha já detectada pela NSA (Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos), que vazou na internet em abril.

Este malware cria, de forma invisível, unidades de uma moeda virtual não localizável chamada Monero, comparável ao Bitcoin. Os dados que permitem utilizar este dinheiro são extraídos e enviados a endereços criptografados.

Para os usuários, “os sintomas do ataque incluem sobretudo uma performance mais lenta do aparelho”, afirma a Proofpoint em um blog.

A empresa detectou alguns computadores que pagaram o equivalente a milhares de dólares sem o conhecimento de seus usuários.

De acordo com Robert Holmes, “já aconteceram ataques deste tipo, com programas que criam moeda criptográfica, mas nunca nesta escala”.

O WannaCry afetou mais de 300.000 computadores em 150 países, de acordo com Tom Bossert, conselheiro de Segurança Interna do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Fonte: Exame

Saúde: um dos principais alvos dos cibercriminosos em 2017

ransomA segurança virtual em 2016 foi marcada por diversos casos de ataques a pessoas e empresas, ocasionando vazamento de informações sigilosas. De acordo com uma pesquisa recente, um dos setores mais atingidos foi a saúde e esses problemas tendem a piorar em 2017.

A Palo Alto Networks – organização especializada em soluções de segurança corporativa – divulgou um levantamento indicando que a área da saúde é um dos principais alvos para ataques, por se tratar de um setor essencial para a população. Mas qual é a vantagem de se infiltrar na rede de um hospital? A resposta é simples: é fácil de fazer e dá muito dinheiro aos criminosos.

O principal instrumento utilizado nos ataques é o ransomware – código malicioso infiltrado que torna inacessível os dados armazenados e exige pagamento de resgate por Bitcoin, um modo fácil de transferir valores e difícil de ser rastreado. Os principais alvos são servidores de sistemas, fundamentais para o funcionamento e o dia a dia da instituição.

Outro ponto apresentado no relatório é a fragilidade dos sistemas de segurança das instituições, principalmente as públicas. O processo de inteligência de ameaças na área da saúde é lento, manual e demorado. As organizações justificam que boa parte dos investimentos em tecnologia não são direcionados para computadores e servidores, mas sim para maquinários de exames e laboratórios (extremamente caros e fundamentais para o setor).

De acordo com o documento, ainda não é possível confirmar se algum ataque gerou danos físicos aos pacientes (afinal, equipamentos médicos também são computadores), mas a consultora trabalha com a hipótese de que seja apenas uma questão de tempo até que um agente malicioso se aproveite disso.

Fonte: Tecmundo

Conheça as estratégias da Google contra os apps maliciosos na Play Store

google playComo o Android é, de longe, a plataforma mobile mais popular no mundo — rodando em mais de 86,8% dos smartphones vendidos globalmente no terceiro trimestre de 2016 – IDC —, é natural que criminosos foquem no Robô quando querem desenvolver algum malware ou qualquer outro software malicioso.
Por isso, a plataforma da Google tem sido muito mais atacada por esse tipo de praga do que o iOS ou mesmo o Windows 10 Mobile, que possuem fatias muito menores do mercado.

Com a quantidade de malwares aumentando anualmente e com o fato de o Android ser o principal alvo de quem desenvolve esses códigos, como é que a Google consegue garantir a segurança dos smartphones de mais de um bilhão de pessoas pelo mundo?

A empresa explicou recentemente que existem duas frentes de defesa principais: o sistema “Verify Apps” nativo do Robô e uma fórmula que calcula o nível de ameaça que cada app representa para o ecossistema conforme ele ataca aparelhos desprotegidos.

Linha de frente

Todas as aplicações que chegam à Google Play passam por uma verificação de segurança nos servidores da Google antes de serem disponibilizados para download. Isso quer dizer que nenhum app presente na loja do Android chegou lá sem ter sido aprovado pelos “robôs” da gigante das buscas.

Mas como os criadores de malwares e de outras ameaças estão continuamente tentando encontrar formas de fazer seu código malicioso passar despercebido por essa primeira verificação, a Google desenvolveu o Verify Apps e a tal fórmula, que atuam como uma segurança extra.

O Verify Apps entra em ação sempre que você baixa um app na loja e, antes de iniciar a instalação, ele faz uma varredura em todo o código do item em busca de possíveis ameaças. Aparentemente, esse recurso é bastante seguro, uma vez que os criminosos agora estão encontrando formas de desabilitá-lo em vez de tentar fazer seus apps passarem despercebidos por ele.

Esse sistema de verificação nativo, entretanto, só consegue se manter seguro de verdade quando as atualizações de segurança mensais que a Google libera para o Robô chegam ao seu aparelho. Se a fabricante do seu smartphone nunca envia atualizações de segurança, você prevalente não está com o mesmo nível de proteção que os usuários de aparelhos Nexus e Pixel possuem.

Seja como for, já existem apps maliciosos que conseguem desabilitar o Verify Apps no momento da instalação e, com isso, abrem uma porta para que o verdadeiro perigo chegue ao seu smartphone.

Plano B

Quando esses apps conseguem desabilitar o Verify Apps, a tal fórmula que mencionamos anteriormente entra em ação. Para conseguir se instalar no smartphone de alguém, o app malicioso precisa desativar o Verify imediatamente. Caso contrário, o recurso identifica o perigo e o remove ou bloqueia. Contudo, a Google tem como saber quando o Verify é desativado logo depois de um download na loja. Quando a empresa recebe um retorno positivo para isso, ela coloca essa ocorrência na fórmula.

Basicamente, o smartphone que teve o Verify desativado vira uma estatística e fica marcado como “comprometido por app fulano de tal”. Conforme mais dispositivos recebem essa marcação, a fórmula consegue calcular um coeficiente, e, quando ele cai para baixo de um valor específico, o pessoal da Google Play recebe um alerta de perigo.

Com isso, o app que estava fazendo a farra e desativando a segurança do Android é verificado e testado com mais atenção para determinar se ele é realmente perigoso ou se era apenas um falso-positivo.

Caso ele tenha realmente causado brechas de segurança ou comprometido o sistema dos smartphones de alguns usuários, a Google remove o app da Play Store e consegue desinstalá-lo remotamente dos smartphone que foram prejudicados. Ou seja, a falha é revertida.

A tal fórmula é esse aí em baixo. Nela, “N” representa o número de aparelhos que baixaram o app, “x” é o número de aparelhos que tiveram o Verify desativado logo após instalarem o app, “p” infere a probabilidade de um app qualquer desativar o Verify em um smartphone Android e “Z” é o coeficiente do qual falamos. Quando ele chega a -3,7 ou cai abaixo disso, o alerta é disparado.formulaCom esse sistema de segurança que funciona a partir da verificação local e dos metadados coletados pela Play Store no momento de cada instalação, a Google já conseguiu evitar que milhões de usuários fossem infectados com apps maliciosos que carregavam as ameaças conhecidas como Hummingbad, Gooligan e Ghost Push, todos malwares largamente disseminados recentemente.

Apesar disso, não queremos nem podemos dizer que, com essa abordagem, a Google consegue deixar o Android completamente seguro. Isso não é verdade, e nenhum sistema operacional no mundo é 100% seguro. Contudo, é interessante que a Google tenha atacado o problema dos malwares por uma frente que pouca gente poderia imaginar: usando metadados de usuários que acabaram infectados para proteger a plataforma como um todo.

Fonte: Tecmundo

Jogos para smartphones podem conter ameaças

smartphone_threatsNão é novidade que hackers utilizam inúmeras formas de atacar os dispositivos móveis. A questão é que as ameaças estão e chegando também ao meio físico. Os criminosos criam falsos aplicativos clonando alguns dos games famosos para smartphones com o intuito de roubar dados de usuários, e alguns deles podem ter acesso a mensagens, ligações, endereços, fotografias salvas no aparelho e ferramentas de interação online. Isso possibilita que os bandidos ludibriem crianças, por exemplo, marcando encontros em pontos da cidade para cometer algum crime físico.

Segundo um estudo realizado pelo McAfee, no ano de 2014 o jogo Flappy Bird foi bastante copiado após ser tirado do ar, sendo que a maioria (80%) dos apps falsos possuía algum tipo de malware. Recentemente, existiram casos de clonagem do Pokémon Go enquanto o jogo ainda não havia sido lançado no Brasil. A preocupação é grande, pois alguns dos games clonados oferecem créditos e benefícios que podem ser adquiridos com dinheiro real.

Nesse sentido, o perigo é maior, já que o hacker pode chantagear os jogadores — há casos em que usuários enviaram fotos íntimas aos malfeitores em troca de itens e moedas do game. Dentro dessas plataformas, há ferramentas que permitem o envio de anexos, abrindo a possibilidade de receber conteúdo infeccioso via chat. A Intel Security listou uma série de precauções para evitar esses ataques.

  • Não faça o download de apps fora das lojas oficiais
  • Cuidado com o phishing (aplicativos, mensagens e emails falsos com o intuito de roubar os dados dos usuários)
  • Evite fazer compras ou colocar dados bancários em jogos online, pois eles podem ser clonados se o seu celular ou o app estiverem infectados
  • Oriente as crianças para não se relacionarem com estranhos na internet e alerte as mesmas sobre os criminosos
  • Sempre use pseudônimos em chats e jogos online, não fornecendo suas informações para as pessoas
  • Cuidado com os links e arquivos que você recebe nas conversas
  • Crie senhas fortes e únicas nos aplicativos, use códigos diferentes para outras plataformas e nunca as compartilhe
  • Instale um antivírus ou programa de proteção em seus dispositivos e o mantenha sempre atualizado.
Fonte: Tecmundo

Black Friday chegando….cuidado com as compras!

black_friday_2016A Black Friday, Cyber Monday, juntamente com o Natal, constituem a alta temporada de caça para os cibercriminosos. Enquanto você está tentando conseguir uma TV novinha ou uma calça jeans pelo preço de meias, bandidos estão tentando roubar seu dinheiro. Por exemplo, nossas estatísticas mostram que o número de páginas de phishing que tem por alvo dados financeiros aumenta em um terço nesta época.

Como se proteger e ainda se divertir fazendo compras na Black Friday? Temos dicas, mas primeiro deixe-nos descrever os tipos mais comuns de golpe a sua espera nessa temporada.

Fique de olho nas lojas falsas

A questão que mais impressiona com compras online é que basicamente você está trocando dinheiro pela promessa de que algo será entregue. Pense bem, durante um período de 1 a 7 dias, seu dinheiro já foi embora e tudo que você tem é um e-mail dizendo que seus bens estão a caminho.

Lojas falsas não têm porque manter promessas. Elas pegam seu dinheiro ou seus dados de cartão de crédito e desaparecem. Essas lojas tendem a ter três coisas em comum:

  • Você nunca ouviu falar delas;
  • Dependem muito de propaganda;
  • Oferecem descontos absurdos; como um iPhone novinho por R$ 400.

Se você der de cara com um negócio que parece bom demais para ser verdade, não caia. Tanto na Black Friday quanto nos outros dias, melhor comprar em sites que você já tenha tido alguma experiência.

Mais uma coisa: criminosos também tentam se passar por lojas populares para roubar dados de cartão de crédito. Então preste bastante atenção na URL. Se for algo como MarcadoLivre.com no lugar de MercadoLivre.com, não faça nada no site, especialmente inserir dados financeiros.

Não seja enganado por mensagens de entrega falsas

O phishing depende muito de engenharia social e para ela funcionar, depende da sua vontade de ter algo ou de estar acostumado a algo. Então, se você pediu um monte de coisas e está só esperando os pacotes aparecerem – como muita gente nessa época – um e-mail “Informações sobre seu pedido” ou “Confirmação de entrega” pode até parecer legítimo, e importante o suficiente para que você o abra, baixe um anexo ou clique em um link.

Esse cenário simples é a essência dos golpes de engenharia social envolvendo compras de fim de ano. O e-mail não é necessariamente legítimo. Pode ser enviado por criminosos que estão tentando te atrair para baixar malwares como banking Trojans ou ransomware, ou fazê-lo enviar seus dados pessoais. Então, antes de abrir, tenha certeza de que o remetente é legítimo.

Conheça seus contatos

Então, a Black Friday e a Cyber Monday foram cheias de oportunidades para comprar um monte de coisas úteis. E então você recebe uma mensagem que parece ser do seu banco informando que detectou atividades suspeitas em seu cartão de crédito. A mensagem orienta que você faça uma ligação para verificar se tem conhecimento de todas as compras.

É bastante fácil de acreditar, considerando quantas coisas você comprou em vários lugares, mas não se apresse para ligar para esse número na mensagem – ela pode levá-lo a cibercriminosos. Em vez disso, encontre o número oficial de seu banco e ligue para confirmar a autenticidade da mensagem. Se realmente houve atividade suspeita, vão orientá-lo.

Outras armadilhas

As possibilidades de phishing durante as vendas da Black Friday parecem infinitas, e os criminosos investem muito tempo para criar estratégias. Outro exemplo, um site falso pode oferecer cartões de presentes gratuitos em troca de suas informações. Claro, não há cartões. Não existe almoço grátis.

Outro site pode atrair vítimas com cupons baratos, incentivando quem quer economizar – essa é a promessa. Naturalmente, os sites legítimos de cupons existem, mas há também os mal-intencionados.

Esses truques são apenas a ponta do iceberg; Os cibercriminosos têm lançado novas ideias com bastante frequência, fazendo como vítimas desde heavy-users até usuários pouco frequentes. Fizemos uma lista com dicas que podem protegê-lo.

Mantenha-se alerta

Não estamos sugerindo que se torne paranoico, mas comprar online requer alguns cuidados. Pode parecer estragar a diversão, mas perder dinheiro é muito pior. Recomendamos que mantenha os olhos abertos o tempo todo. Sugestões:

  • Entenda o que é phishing e como evitá-lo.
  • Não clique em links suspeitos – podem levá-lo a malwares.
  • Sempre confirme se páginas online, cartas e mensagens de texto são verdadeiras.
  • Conte com uma solução de segurança confiável.
Fonte: Kaspersky blog

Ameaças para o sistema da Apple

malware_osxAs fabricantes de antivírus Eset e BitDefender lançaram alertas esta semana sobre pragas digitais que atacam computadores com sistemas da Apple: a Eset analisou a praga Keydnap, enquanto a BitDefender revelou a existência do vírus “EasyDoc Converter”. Embora diferentes, as duas pragas fazem uso da rede Tor.

O Keydnap tem como foco roubar os dados do “Keychain”, o programa de gerenciamento de senhas embutido no sistema da Apple. Já o ” EasyDoc Converter” cria um sistema completo de administração remota no computador da vítima, permitindo ao invasor ler, apagar e modificar arquivos, bem como ordenar o computador a realizar tarefas que sejam de seu interesse.

Para cumprir suas funções e se comunicar com os responsáveis por sua criação, os vírus usam a rede “Tor”. A rede Tor, desenvolvida para evitar a identificação de ativistas e controle governamental da rede, faz com que a comunicação passe por diversos computadores intermediários, dificultando a identificação dos computadores que estão de fato se comunicando.

Keydnap

A Eset diz que não sabe como o vírus Keydnap chega às vítimas, mas ele é distribuído em um arquivo ZIP. Dentro do ZIP encontra-se o arquivo do vírus, que usa a extensão “.jpg ” ou “.txt ” (com um espaço no final). Isso, junto de um ícone também presente no arquivo .ZIP, faz com que o arquivo do vírus tenha um ícone de texto ou imagem. Porém, quando ao clicar duas vezes no arquivo para abri-lo, ele é executado como um programa.

Caso o recurso de segurança Gatekeeper esteja ativo, ele bloqueará a execução do vírus. Do contrário, a praga passa para o estágio seguinte, quando o verdadeiro vírus é baixado e instalado no computador. Uma vez em execução, ele rouba as informações do “Keychain”, o programa de gerenciamento de senhas do OS X. As senhas são enviadas ao servidor de controle usando a rede de anonimato “Tor”.

O servidor de controle pode ainda baixar mais códigos maliciosos ao computador, o que permite ao criminoso realizar várias tarefas.

Segundo a Eset, o programa abre um arquivo falso para enganar o usuário enquanto o vírus é instalado. Em alguns casos, esses arquivos falsos eram dados referentes a pragas digitais e números de cartões de crédito, o que significa que o vírus pode estar sendo distribuído para atacar criminosos ou pesquisadores de segurança interessados nesse tipo de informação.

EasyDoc Converter

Segundo a BitDefender, o EasyDoc Converter está sendo distribuído em sites legítimos que oferecem programas para Mac. Apesar de prometer a fácil conversão de arquivos, o programa na verdade não faz nada e apenas baixa o verdadeiro programa malicioso para o computador.

O programa cria um serviço oculto do Tor na máquina da vítima, permitindo que o criminoso acesse remotamente e de forma anônima todas as informações presentes no computador.

Como o programa também não tem a assinatura digital da Apple, usuários com o Gatekeeper ativado verão um aviso de que a execução do programa foi bloqueada, caso tentem utilizá-lo.

Vírus para Mac

Usuários de Windows têm muito mais problemas com vírus do que usuários de Mac, mas há cada vez mais registros de pragas diferentes criadas para atacar usuários da plataforma da Apple. Muitos dos ataques podem ser evitados com recursos do próprio sistema operacional, como o Gatekeeper. A Apple também inclui um antivírus simples no sistema para barrar os ataques mais comuns.

Ainda que o problema não seja tão grave quanto no sistema da Microsoft, quem tem um computador com OS X (ou, em breve, com o macOS, já que o sistema foi renomeado pela Apple) precisa ter cuidado ao baixar programas na internet.

Agradecemos ao Davi, colaborador amigo do seu micro seguro, pela referência a essa notícia.

Fonte: G1