Como funciona o bloqueio de anúncios do Chrome

Chamada de “filtragem de anúncios”, funcionalidade foi lançada em 15 de fevereiro e funciona de forma um pouco diferente dos ad blockers tradicionais.

Como prometido, o Google lançou recentemente um recurso para bloquear anúncios no seu navegador Chrome. A funcionalidade tinha sido anunciada originalmente há cerca de um ano.

Apesar de esse não ser o primeiro esforço do tipo por parte do Google, a decisão da gigante – efetivamente um ataque preventivo contra ainda mais usuários tendo de recorrer a add-ons independentes para lutar contra os anúncios on-line – ganha em impacto e importância por conta da dominância do Chrome no mercado de browsers.

Com mais de 61% de todos os usuários de navegadores rodando o Chrome em janeiro deste ano, segundo dados da Net Applications, o fato é que quando o navegador do Google fala, toda a Internet escuta.

Os sites que decidirem não se adequar à iniciativa recente do Google, farão isso por sua própria conta e risco.

Mas quais tipos de anúncios exatamente o Chrome vai bloquear – o Google gosta de chamar a prática de “ad filtering” (algo como filtragem de anúncios, em tradução livre)? Como o recurso funciona e quais os motivos por trás do seu lançamento?

O que é essa “filtragem de anúncios” do Chrome?

O Google chamou a nova funcionalidade do Chrome de “ad filter” em vez de “ad blocker”, a nomenclatura mais comum para softwares separados ou embutidos em navegadores que fazem essa limpeza de anúncios publicitários dos sites.

A razão para isso é que, ao contrário da maioria dos ad blockers, o Google não vai eliminar todos os anúncios dos sites e então fechar os agora espaços em branco para fazer com que a página pareça mais ou menos composta. Em vez disso, o Chrome busca por determinados tipos de anúncios, aqueles que a Coalition for Better Ads (CBA) afirma que violam o que o grupo em questão chama de “Better Ads Standars” (algo como Melhores Padrões para Anúncios”, e então elimina essas publicidades dos sites.

Os padrões identificaram vários tipos de anúncios em PCs e aparelhos móveis que a pesquisa feita pela CBA alega serem os tipos mais irritantes de anúncios on-line.

Em um PC, o Chrome busca por quatro das seis categorias consideradas pelo painel: pop-ups, anúncios que reproduzem automaticamente áudio e vídeo, os grandes “anúncios presticiais” que vem acompanhados por um relógio com contagem regressiva, e os chamados “large sticky ads”, que cobrem mais de 30% da tela e continuam na mesma posição, não importando o quanto o usuário desça a barra de scroll.

Já quando está rodando no sistemas móveis, como iOS e Android, o Chrome foca seus esforços em uma mistura diferente: 8 tipos de anúncios, a partir de um total de 12 tipos que são investigados.

O Google está caminhando por uma corda bamba ao chamar a sua abordagem de filtragem de anúncios (em vez de bloqueio de anúncios) porque o resultado final nos sites atingidos pelo Chrome é o mesmo que um ad-blocker teria: todos os anúncios terão “desaparecido”. Vale destacar também que essa filtragem que o Google realiza é em um modelo de site a site, não de anúncio por anúncio, algo que algumas análises sobre a nova funcionalidade não mencionaram.

Como funciona essa filtragem de anúncios do Chrome?

O processo de vários passos que o Google implementou começa com uma avaliação automática de uma amostra das páginas dos sites que levam em conta as violações dos padrões estabelecidos pela coalização. Cada site recebe uma nota: Passing, Warning ou Failing.

Um aviso (“warning”, no caso) significa que o site possui “algumas experiências de anúncios que violam os Melhores Padrões Para Anúncios”, que o administrador do site precisa corrigir antes de reenviar a página para uma análise seguinte. Como o nome sugere, uma classificação de falha (“failing”, no caso) indica que “muitas” violações foram encontradas, e que o dono do site tem 30 dias para fazer as mudanças e solicitar uma segunda análise. A chamada filtragem de anúncios do Chrome entra em ação caso o site não resolva os problemas após esse prazo.

Uma vez que a filtragem de anúncios entrar em ação, o Google vai eliminar os anúncios de um site por pelo menos 30 dias, porque os envios seguintes para análise após os dois primeiros não podem ser feitos até que tenham passado esses 30 dias.

Os sites avaliados como “falhos” são adicionados a uma lista que o Google mantém em seus servidores. O Chrome usa essa blacklist para ficar de olho nas URLs. Quando o navegador encontra um item correspondente – ao ser direcionado para uma página que recebeu uma avaliação “failing” – o browser faz outra busca, desta vez por “impressões digitais” de anúncios fornecidas pela EasyList, a lista open-source de regras para identificação e remoção de anúncios que forma a base da maioria dos ad blockers para navegadores, incluindo serviços como Adblock e Adblock Plus.

Neste ponto, o Chrome se nega a honrar os pedidos da página por anúncios, evitando que eles apareçam porque nunca são carregados (A maioria dos anúncios são servidos por redes de terceiros e não diretamente pelos servidores rodando o site em si.) Em qualquer página com pelo menos um anúncio omitido, o Chrome notifica o usuário com uma mensagem “Ads blocked” (“Anúncio bloqueado”). Esse aviso poderá ser expandido para exibir uma mensagem com os dizeres “This site tends to show intrusive ads” (“Esse site costuma mostrar anúncios intrusivos”), juntamente com uma opção para desabilitar o recurso de filtragem de anúncios do navegador para a página em questão.

É importante destacar isso: nos sites que falharam na avaliação, todos os anúncios são eliminados, não apenas aqueles que levaram à violação em primeiro lugar. Pense nos anúncios que levaram à avaliação ruim como gatilhos para o Chrome limpar o site de qualquer tipo de publicidade.

O Google nem sempre destacou essa informação nos seus anúncios sobre a nova política. Mas em dezembro do ano passado, em uma atualização sobre a abordagem, a gigante afirmou o seguinte: “A partir de 15 de fevereiro…o Chrome vai remover todos os anúncios dos sites que possuem um status ‘failing’ no Ad Experience Report por mais de 30 dias”.

Por que o Google está fazendo isso?

Em junho de 2016, quando o Google abordou a ideia sobre essa filtragem de anúncios, a gigante de buscas citou um aumento de 30% na comparação ano a ano no uso de extensões que bloqueiam anúncios, impulsionado por anúncios “esmagadoramente frustrantes ou intrusivos”. “Isso reduz a habilidade dos publishers continuarem criando conteúdos livres e ameaça a sustentabilidade do ecossistema da web”, afirmou a empresa de Mountain View na época.

Apesar de em alguns momentos ter citado uma melhor experiência dos usuários no Chrome como uma razão para restringir os anúncios, quase sempre a gigante destacou a importância de evitar que a reputação da publicidade on-line seja derrubada por essas más experiências. E isso não é uma surpresa para ninguém: a ascensão do Google para virar uma potência do tamanho que é aconteceu justamente por conta das receitas geradas pela publicidade on-line, especialmente os anúncios que os usuários veem que são gerados pela engine de buscas do Google.

Por consequência, o que envenena, ou até mancha, a publicidade on-line também poderá, em algum ponto, afetar de forma direta a receita do Google com publicidade. Ou seja, a empresa tem uma motivação incrível para fazer o que for preciso para evitar que isso aconteça.

Uma pista que indica que o pensamento do Google sobre bloqueio de anúncios é diferente de outras fabricantes de navegadores apareceu no anúncio feito pela gigante na semana passada sobre o lançamento da iniciativa. “Nos sentimos encorajados pelos resultados iniciais mostrando que o mercado está se afastando das experiências de anúncios intrusivos e buscando uma colaboração contínua com o setor em direção a um futuro em que a tecnologia de filtragem de anúncios do Google não será mais necessária”, afirmou o gerente de engenharia da equipe do Chrome, Chris Bentzel, no blog do Google. Neste trecho, Bentzel faz referência a uma estatística citada antes no texto que aponta que mais de 40% dos sites classificados como “failing” nas primeiras avaliações retiraram os anúncios problemáticos para tornarem-se compatíveis com as novas diretrizes.

Outros navegadores que declararam guerra contra os anúncios, ou alguns tipos de anúncios – o Brave é um exemplo – foram explícitos em destacar o ganho de performance que resulta da retirada dos anúncios de uma página web – não o benefício de longo prazo para os publishers e um resgate da publicidade on-line, como o Google fez.

Como a filtragem de anúncios do Chrome afeta a navegação na web?

A maioria das pessoas usando o Chrome provavelmente não irá notar nenhuma diferença. Isso porque, segundo o Google, apenas 1,5% dos 100 mil sites que foram avaliados antes do lançamento da funcionalidade falharam em atender aos padrões da CBA. E dessas páginas, apenas 0,9% exibiram números excessivos de categorias de anúncios irritantes. Isso significa que a cada 100 mil sites, o Google Chrome apagaria os anúncios de cerca de 14 deles.

Como os publishers de um site podem evitar essa filtragem/bloqueio de anúncios no Chrome?

Essa é uma boa pergunta, e a resposta da CBA até agora não é muito clara. A organização afirma que os publishers dos sites buscarem e conseguirem receber uma “certificação” ficariam imunes ao novo recurso do Chrome.

Segundo um comunicado publicado pela CBA na semana passada, o Google quer estar entre as entidades com acesso à compliance e assim poder “certificar” os publishers (o que quer que isso queira dizer).

“O Google informou a Coalizão que não irá filtrar anúncios de qualquer empresa certificada pelos requerimentos do programa”, afirmou a CBA no mesmo documento.

E a CBA não irá cobrar para um site se inscrever para ter essa certificação –pelo menos não por enquanto. “O registro inicial para publishers será livre de cobranças pelo menos até 1º de julho. Depois disso, as inscrições podem ter uma taxa”, afirmou a entidade, que apontou ainda que as possíveis taxas seriam anuais, caso venham a ser aplicadas.

Fonte: IDGNow!

Bloqueio de anúncios pelo Chrome começa em 15 de Fevereiro

O Google anunciou nas últimas semanas que vai começar a bloquear anúncios no seu navegador Chrome a partir de 15 de fevereiro.

Os sites que quiserem evitar o “martelo” do Chrome podem se livrar de várias categorias amplas de anúncios online ou pagar um consórcio de anunciantes, associações comerciais de publicidade e empresas de tecnologia, incluindo Google, Microsoft e Facebook, para se tornarem “certificados”.

“A partir de 15 de fevereiro, em linha com as diretrizes da Coalizão, o Chrome vai remover todos os anúncios de sites que possuam um status ‘deficiente’ (‘failing’, no original)”, afirmou o Google em seu site, em referência à Coalition for Better Ads (CBA), um grupo que promete limpar a web dos seus anúncios mais irritantes.

A linha do tempo de bloqueio de anúncios do Chrome corresponde ao que o Google anunciou há seis meses, quando confirmou que iniciaria o controverso esforço no início de 2018. No meio de fevereiro, a maioria dos usuários do browser estarão rodando o Chrome 64, com lançamento previsto para a semana de 21 a 26 de janeiro. A atual versão do navegador é o Chrome 63.

No desktop, o Chrome vai bloquear quatro tipos de anúncios (de seis considerados), enquanto que no mobile (iOS e Android) o navegador irá barras oito tipos de anúncios (de 12 considerados): essas categorias foram identificadas pela CBA e seu painel de consumidores como as menos aceitáveis.

As quatro classes de anúncios que receberão o machado no desktop incluem pop-ups, os que reproduzem vídeo e áudio de forma automática, anúncios “prestitial” (que aparecem antes da home do site ser aberta) acompanhados por um relógio com uma contagem regressiva, e os chamados “large sticky ads”, que tomam mais de 30% da tela e ficam no mesmo lugar, não importa o quanto você desça o scroll.

Em vez de bloquear esses tipos de anúncios em todos os sites – como fazem a maioria dos add-ons de bloqueio para navegadores – o Chrome vai tomar um caminho diferente.

O browser do Google vai se basear em uma “whitelist” gerada pela CBA. Os publishers dos sites poderão iniciar o processo de certificação, e assim garantir um lugar na lista, no próximo mês, quando mais detalhes serão liberados pela empresa. Sites certificados precisam atender a determinados padrões, sendo que o mais importante é uma baixa proporção de tipos de anúncios inaceitáveis.

Nos primeiros dois meses do projeto – a data de início será revelada em janeiro, segundo a CBA – esses anúncios “desconceituados” não poderão responder por mais de 7,5% de todos as visualizações de página de um site certificado. E a proporção vai diminuir com o tempo. Então seis meses depois, esses anúncios só poderão responder por 2,5% das pageviews desses sites, por exemplo. Resumindo: a CBA permitirá que os sites certificados se ajustem ao bloqueio, com uma cota menor de anúncios “ruins” com o tempo.

Os sites que não se “voluntariarem” para serem certificados pela CBA, ou que sejam julgados como não complacentes pela organização – efetivamente todos os sites com exceção dos presentes na whitelist – terão anúncios das categorias banidas bloqueados. Mesmo um único anúncio sujeito a repreensões vai impulsionar um bloqueio pelo Chrome.

Apesar de a CBA ter revelado alguns detalhes sobre os padrões, a whitelist e como os sites podem contestar a decisão de bloquear anúncios, uma boa parte do programa, ainda permanecem uma incógnita. Não está claro, por exemplo, com qual periodicidade os sites serão reavalidos por violações, ou quanto poderá levar para apelar uma decisão.

Também ainda não há informações sobre taxas

O porta-voz da CBA, Brendan McCormick, afirmou que pagamentos seriam exigidos da maioria dos sites que buscam certificação. No entanto, ele destacou que ainda há muito “a ser trabalhado” até o lançamento do programa. Segundo uma reportagem do site AdAge, a CBA poderá cobrar até 5 mil dólares dos principais publishers, enquanto que “publishers muito pequenos” poderão ser certificados sem ter de pagar nada.

“Muita coisa ainda não foi finalizada. Ainda há muito a ser trabalhado. A parte essencial é tornar isso acessível (para os publishers de sites”, afirmou McCormick para a Computerworld dos EUA.

Maior do mercado

Como o Chrome é o navegador mais popular do mundo, os publishers não podem descartar esse projeto de bloqueio de anúncios, como outros já fizeram antes, se a receita do seu site é baseada em publicidade. Segundo a empresa de análises Net Applications, o Chrome respondeu por 61% dos usuários de desktop do mundo em novembro de 2017.

Se o Chrome fechar a torneira, mesmo que bloqueie apenas as categorias de anúncios inaceitáveis, os donos de sites provavelmente verão uma queda em suas receitas. Mas é questionável se o Chrome conseguirá mirar de forma minuciosa o bloqueio apenas para alguns anúncios em um site não complacente, por isso vale acompanhar essa história de perto nas próximas semanas.

Fonte: IDG Now!

Chrome pode lançar bloqueador de anúncios nativo

O navegador Chrome pode em breve ganhar um recurso nativo para filtrar anúncios indesejáveis, tanto na versão mobile quanto na desktop. Esse tipo de ferramenta vem ganhando popularidade a cada ano, e a Google quer melhorar a experiência de navegação para os usuários, além de, principalmente, manter o controle no setor de publicidade online.

Ad-blockers cresceram 26% nas máquinas de mesa dos Estados Unidos nos últimos anos

O ad-blocker teria o suporte da comunidade Coalition for Better Ads, grupo do qual também fazem parte Facebook, Reuters, AppNexus e outras grandes da seara midiática. Em março, as empresas lançaram uma espécie de “manual” de bom uso, que repudia popups, vídeos automáticos com som ligado e veiculação com temporizadores de contagem regressiva.

Segundo o The Wall Street Journal, a Gigante das Buscas estaria até mesmo pensando em bloquear toda comunicação de marketing oriunda de sites que estampam mensagens comerciais consideradas ofensivas, em vez da promoção individual. Ou seja, os donos das páginas teriam que monitorar o conteúdo de seus domínios para continuar ativos no browser.
Jogada defensiva

A Google estaria especialmente de olho no crescimento do poder dos pequenos grupos que vêm lucrando com o aumento de 26% de ad-blocker nas máquinas de mesa dos Estados Unidos nas últimas temporadas. As terceirizadas cobram taxas em troca do “passe” de conteúdo e a companhia de Mountain View já injeta verba considerável no programa “Acceptable Ads”, da Eyeo GmbH, desenvolvedora de um dos softwares mais famosos do gênero, o Adblock Plus.

Chrome está em quase 50% dos desktops nos EUA

O aumento da concorrência entre os mediadores de publicidade online preocupa a Gigante das Buscas, que lucrou nada menos do que US$ 26 bilhões no setor em 2016. Ter outras empresas monitorando o fluxo significa essa quantia cada vez mais diluída e preocupa os parceiros que até então tinham “acesso total” no navegador.

Como o Chrome está em quase 50% dos desktops no território dos Estados Unidos, ter uma avaliação nativa é também uma jogada defensiva. Contudo, por enquanto ninguém confirmou oficialmente essas mudanças, que podem até mesmo ser arquivadas.

Fonte: Tecmundo

Onde tem dinheiro, tem cibercriminoso

anuncios_cibercrimePor séculos, a propaganda era unidirecional. A empresa espalhava anúncios para todos os lados, e uma parte pouco previsível do público de fato o recebia. Isso ainda ocorre com as mídias tradicionais como rádio, TV, revistas, outdoors, entre outros. O publicitário tem uma estimativa de quantas pessoas viram ou ouviram a propaganda, já informações mais detalhadas estão completamente fora de alcance: quantas pessoas de fato viram? Quantas estavam interessadas no produto ou serviço oferecido? Qual a idade dessas pessoas? Sem mencionar uma centena de outras perguntas que poderiam converter espectadores em clientes.

Com as mídias digitais, profissionais de marketing ganharam uma ferramenta poderosa que permite aprender mais sobre as pessoas impactadas por seus anúncios. Pelo lado do consumidor, as mídias digitais fornecem aos profissionais de marketing a chave para cada desejo e necessidade do cliente, fazendo com que eles vendam coisas que nem de perto precisamos.

Essencialmente, com as ferramentas e as mídias digitais, as propagandas tornam-se bidirecionais. O resultado são investimentos mais efetivos e direcionados. Uma boa campanha de marketing online requer especialistas que saibam como desenvolver, publicar, e monitorar a estratégia em questão e quase sempre promove o retorno esperado. Por isso, o gasto com propaganda chegará a 674 bilhões de dólares em 2020, segundo a eMarketer estimates.

Neste post, daremos uma boa olhada em como o marketing digital nos afeta. Veremos o que ele é e como ele evoluiu. Também revelaremos algumas táticas de propaganda que agências usam para convencer os clientes mais difíceis.

Os envolvidos

Parece que todo mundo quer vender alguma coisa. O editor, o publicitário, os afiliados… todo mundo acha você fascinante! Quando ouço sobre marketing e leio artigos, percebo que há bastante confusão sobre as entidades envolvidas no marketing digital. Vamos acabar com a confusão com algumas definições sucintas.

O anunciante (ou o comerciante) dá início a tudo. A empresa quer criar uma campanha publicitária para promover sua marca, produto, ou serviço. O anunciante paga pela divulgação.

É aqui que pode ou não entrar uma agência de publicidade que atua como intermediária. Em muitos casos, o anunciante não possui o conhecimento e a experiência para criar e tocar uma campanha efetiva. Criatividade e know-how são fundamentais, e esses são os produtos das agências de publicidade. Uma agência pode gerenciar uma campanha de marketing desde seu planejamento até sua execução.

A última peça do quebra-cabeça é o meio ou veículo, um indivíduo ou organização cuja função é implementar a propaganda em plataforma digital. Cada vez mais, grandes editores estão fazendo o trabalho completo da agência.

Você pode ter ouvido falar de redes afiliadas. Elas são espaços virtuais nos quais anunciantes encontram editores e vice-versa. Anunciantes se inscrevem, expõem suas campanhas, e escolhem qual programa filiado é mais adequado. Editores, por sua vez, juntam-se a rede e apresentam seus orçamentos.

Onde tem dinheiro, tem cibercriminosos

Dada a simplicidade dos modelos de pagamento acima, pode parecer fácil burlar o sistema e gerar tráfego falso. Isso é verdade em parte, contudo sistemas anti-fraude mitigam esse problema.

Um dos métodos mais simples para gerar acessos é o chamado paid-to-click, que de fato não é golpe: pessoas reais são de fato pagas para clicar em anúncios. Essa estratégia de “dinheiro fácil” é bem conhecida. As pessoas são atraídas pela possibilidade de faturar uma grana fazendo praticamente nada, apenas clicando em propagandas por algumas horas. Mas na realidade, seria necessário passar o dia inteiro clicando rapidamente para se ganhar uma quantia mínima.

Outro método envolve scripts automáticos, como o ClickJacking. Por meio dessa técnica, criminosos podem redirecionar cliques de usuários para outras páginas.

Ainda há um malware capaz de tornar botnets capazes de gerar tráfego em computadores infectados para campanhas de pay-per-click. O Trojan-Clicker é o malware desse tipo mais predominante. O código permanece na memória do sistema e tenta se conectar a recursos online específicos, como propagandas online. Isso não só prejudica os sistemas de marketing digital, mas também o usuário que participa disso sem consciência.

Fonte: Kaspersky blog

Navegador Edge contará com bloqueador de anúncios nativo

Microsoft-EdgeCaso a Microsoft incorpore mesmo o bloqueador nativo no Edge, este pode ser o primeiro navegador com o recurso incluso.

A Microsoft revelou que o Edge contará com um bloqueador nativo de anúncios. A informação foi repassada durante a apresentação da Microsoft durante a Build 2016, evento organizado pela empresa. A mudança estava presente em um roadmap de alterações Edge. Conforme o que foi visto, o bloqueio de anúncios é um recurso que foi solicitado pelos usuários e poderá estar presente na próxima atualização do Windows 10, no então chamado Anniversary Update (conhecido antes como Redstone).

Conforme o que foi visto, o bloqueio de anúncios é um recurso que foi solicitado pelos usuários e poderá estar presente na próxima atualização do Windows 10, no então chamado Anniversary Update (conhecido antes como Redstone).

De acordo com o roadmap, a funcionalidade não está completa, porém, os desenvolvedores poderão lançar na atualização de aniversário de um ano do Windows 10, bem como o suporte a extensões, a integração com o tradutor do Bing e a habilidade de navegar para frente e para trás no histórico apenas ao deslizar o dedo na versão móvel.

Caso a Microsoft incorpore mesmo o bloqueador nativo no Edge, este pode ser o primeiro navegador com o recurso incluso. A empresa são revelou outros detalhes sobre o funcionamento da funcionalidade. Assim sendo, é necessário aguardar para conferir as novidades.

Agradecemos ao Davi, colaborador amigo do seu micro seguro, pela referência a essa notícia.

Fonte: Oficina da Net

Anúncios maliciosos em sites populares espalham ransomware (cuidado!)

ransomware-adsDe acordo com um alerta da Trend Micro, diversos sites populares espalham ransomware através de anúncios maliciosos graças ao Angler Exploit Kit.

Ransomware como sabemos é um tipo de malware que restringe o acesso ao sistema ou certos arquivos e cobra um valor de “resgate” para que o acesso possa ser reestabelecido.

Exemplos conhecidos incluem o CryptoLocker, CryptoWall, CTBLocker, CoinVault e Bitcryptor. No caso destes dois últimos, a a Kaspersky disponibilizou em novembro passado uma ferramenta que varre o computador do internauta e recupera os arquivos sequestrados.

A Malwarebytes também começou a oferecer seu Malwarebytes Anti-Ransomware Beta. https://blog.malwarebytes.org/news/2016/01/introducing-the-malwarebytes-anti-ransomware-beta/

Sites populares espalham ransomware através de anúncios maliciosos

O ataque, que já dura mais de 24 horas, se aproveita de vulnerabilidades no Flash Player e no Silverlight oferecer o ransomware através de redes de publicidade comprometidas.

Já a Malwarebytes relata que o ataque afeta sites como BBC, MSN, nfl.com, The New York Times, my.xfinity.com e muitos outros que exibem anúncios em banners clicáveis.

A empresa ofereceu diversos detalhes sobre o exploit e divulgou vários domínios que supostamente seriam utilizados para oferecer os anúncios maliciosos.

O domínio trackmytraffic[.]biz foi detectado na rede de publicidade do Google, enquanto que o domínio talk915[.]pw apareceu nas redes de publicidade da AOL, Rubin e AppNexus.

Outros domínios suspeitos incluem brentsmedia[.]com, evangmedia[.]com e shangjiamedia[.]com.

Agradecemos ao Davi, colaborador amigo do seu micro seguro, pela referência a essa notícia.

Fonte: Baboo e Trend Micro

Google irá bloquear anúncios em Flash

say-no-flash-playerO Google anunciou ontem (10/2) que não aceitará mais publicidade baseada em Flash a partir de 2 de janeiro de 2017. A própria Adobe está abandonando o uso do seu produto em prol do HTML5.

Isso significa que ambos Google Display Network e DoubleClick Digital Marketing não exibirão anúncios em flash, apenas em HTML5, caso queiram usar animações. Por sua vez, as propagandas em vídeo poderão continuar utilizando o produto – ao menos por enquanto.

Até junho de 2015, o número de publicidade baseada em flash exibida no mundo chegou a 100 milhões, e 84% dos banners também estavam rodando em Flash, segundo dados do Ad Age. Espera-se que esse número seja reduzido significativamente ano a ano e, eventualmente, chegue a zero.

Agradecemos ao Davi, colaborador amigo do seu micro seguro, pela referência a essa notícia.

Fonte: ITForum365