Novo algorítimo pode ajudar a prever e evitar ataques terrroristas

isisCientistas norte-americanos criaram um modelo estatístico que identifica padrões de comportamento entre aqueles que apoiam o Estado Islâmico na Internet.
O objetivo é conseguir identificar de forma antecipada potenciais alvos de ataques terroristas.

Uma equipe de físicos da universidade de Miami desenvolveu um algoritmo que analisa as publicações nas redes sociais do Estado Islâmico para tentar prever novos ataques terroristas. A tecnologia foi apresentada na publicação Science, onde Neil Johnson, o líder do projeto, explicou o método utilizado para pesquisar cerca de um ano de postagens pró-ISIS em múltiplas línguas na rede social russa Vkontakte. Os dados obtidos permitiram aos pesquisadores criar um modelo estatístico que identificou padrões de comportamento entre os apoiantes online do ISIS.

Como explica o The New York Times, o algoritmo pode ser particularmente útil para analisar como pequenos grupos organizados começam a se manifestar na Internet antes de tornarem realidade campanhas mundiais, em vez de se limitar a procurar pequenas informações sobre um potencial futuro ataque. Com isto, os cientistas esperam conseguir prever quais as regiões com maior potencial de risco.

A monitorização da atividade online de pequenos grupos pode proporcionar um ganho extra em segurança. No estudo realizado pela equipa de Neil Johnson foram analisados 100 mil membros de 200 pequenos grupos diferentes na Vkontakte, onde os apoiadores do Estado Islâmico compartilham informações variadas, como, por exemplo, técnicas de sobrevivência a ataques de drones.

Agradecemos ao Davi, colaborador amigo do seu micro seguro, pela referência a essa notícia.

Fonte: Exame Informática

Acesso à Internet nos aviões pode facilitar ataques terrroristas

AviaoRelatório do governo americano lança dúvidas sobre se hackers podem usar serviço oferecido durante voo para derrubar aeronaves

O que parecia ser um um novo serviço oferecido pelas companhias aéreas comerciais, com o intuito de satisfazer passageiros desejosos de permanecer conectados em altas altitudes, agora se tornou motivo de grande preocupação.

Um relatório do governo americano concluiu que permitir o acesso à internet em pleno voo pode terminar abrindo uma porta para ataques terroristas. Segundo o estudo, realizado pelo Escritório de Prestação de Contas (GAO, na sigla em inglês) e publicado no jornal britânico The Guardian, um hacker viajando como passageiro poderia teoricamente derrubar um avião.

No sábado passado, um especialista em segurança americano foi proibido de embarcar em um voo da United Airlines do Colorado para San Francisco porque tuitou que seria capaz de invadir os computadores da aeronave.

Em sua conta na rede social, Chris Roberts afirmou que poderia fazer cair as máscaras de oxigênio a bordo. Apesar da proibição, a United informou que confia em seus sistemas de controle de voo. “Temos certeza de que eles não poderiam ser acessados pelas técnicas descritas (por Roberts).”

Questionada, então, sobre por que impediu Roberts de embarcar, a companhia aérea afirmou ter tomado a decisão “porque ele (Roberts) fez comentários sobre ter adulterado o equipamento da aeronave, que é uma violação da política da United e algo com que nossos clientes e tripulantes não têm de lidar”.

Na quarta-feira anterior ao episódio, Roberts já havia sido retirado de outro voo da United pelo FBI, a polícia federal americana, que confiscou seu laptop e o interrogou por quatro horas.

Desafio
Especialistas em segurança confirmam que a ação de um hacker pode derrubar um avião, mas não se trata de uma tarefa fácil.

“Os aviões modernos estão incrementando sua capacidade de conexão à internet. Esta conectividade pode potencialmente permitir acesso remoto aos sistemas de voo da aeronave”, diz o relatório da GAO.

Na opinião do órgão do governo americano, os esforços da Administração Federal de Aviação americana (FAA, na sigla em inglês) e das companhias aéreas em modernizar a tecnologia a bordo representa uma vulnerabilidade que pode ser explorada “para o mal”.

O problema, de acordo com o relatório, é que a cabine dos pilotos e o restante do avião estão ligados à internet por meio da mesma rede.

E, apesar de a conexão entre o sistema de acesso dos passageiros e o sistema do avião se encontrar monitorada por firewalls (programas que bloqueiam o acesso a uma rede de desconhecidos), os analistas dizem que ambos não podem ser considerados “impenetráveis”.

“De acordo com especialistas em segurança cibernética ouvidos para este relatório, a conexão à internet na cabine deve ser considerada como um vínculo direto entre a aeronave e o mundo exterior, o qual inclui potenciais atores malignos”, diz o relatório.

Já se sabe que a FAA não verifica de forma exaustiva o nível de segurança cibernética dos novos aviões antes de certificar que as aeronaves se encontrem em condições para operar comercialmente.

Além disso, entre outras vulnerabilidades detectadas também está a capacidade para prevenir e detectar acessos não autorizados à vasta rede de computadores e sistemas da comunicação que a FAA utiliza para monitorar voos ao redor do mundo.

O relatório da GAO reconhece que a FAA vem tomando medidas para melhorar suas políticas de segurança cibernética, mas “existe margem de ação para outras modificações”.

Entre as recomendações, estão avaliar o desenvolvimento do atual modelo de segurança, criar um comitê de segurança cibernética para frear ameaças cibernéticas e melhorar o funcionamento da agência.

Pesadelo
Em janeiro passado, o GAO admitiu em um relatório anterior que “existe uma significativa debilidade na área de controle de voos, que ameaça a capacidade da FAA de garantir a segurança das operações do sistema nacional de espaço aéreo de maneira ininterrupta”.

No mesmo passado, outro relatório do órgão revelou que os sistemas de orientação dos aviões se encontravam sob “um desnecessário risco de ser hackeados”.

O pesadelo que começa a tomar corpo entre as autoridades americanas foi resumido em poucas palavras pelo congressista Peter DeFazio.

Segundo ele, o pior cenário aconteceria quando um terrorista munido de um laptop, disfarçado de passageiro, tomar o controle de um avião usando apenas a rede Wi-Fi. Uma possibilidade atualmente remota, mas ainda assim relevante.

Agradecemos ao Davi, colaborador amigo do seu micro seguro, pela referência a essa notícia.

Fonte: Terra Tecnologia