Vem aí: pagamento seguro por boleto bancário

codigo_barrasTalvez você ainda não saiba, mas o boleto sem registro da forma como o conhecemos vai deixar de existir no final de 2016. Se sua empresa trabalha com esta modalidade, é bom estar a par do que está acontecendo e se preparar para a mudança.

Antes, vale a pena contextualizar o assunto. A Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), através do Projeto Nova Plataforma de Cobrança, vem realizando mudanças importantes nas modalidades de boleto bancário. A proposta é trazer mais segurança – e reduzir os prejuízos gerados pelas fraudes de boleto.

Este tipo de golpe se tornou comum no mercado brasileiro – basicamente altera-se o número do código de barras, visando desviar o dinheiro para outra conta. O golpe em geral é executado através de vírus no computador do consumidor final.

Pra se ter uma ideia, cerca de 40% dos boletos emitidos no país são na modalidade sem registro (dados da Febraban). Isso representa quase 1,5 bilhão de títulos.

O projeto da Febraban está sendo realizado em etapas:

Junho de 2015 – Fim de oferta (pelos bancos) da cobrança sem registro para clientes novos
Agosto de 2015 – Início da operação da base centralizadora de benefícios
Dezembro de 2016 – Término da migração das carteiras de cobrança sem registro para a modalidade registrada
Janeiro de 2017 – Início da operação da base centralizadora de títulos
Na prática, o que você precisa saber é que, a partir de janeiro de 2017, os boletos de cobrança sem registro só poderão ser pagos pelo banco beneficiário (emissor).

Um baita de um problema, não? A saída realmente vai ser migrar para uma carteira com registro.

O que esperar do boleto com registro?

Custo (maior) – Na modalidade sem registro, há apenas o custo da liquidação – ou seja, a empresa paga ao banco uma taxa quando o boleto é pago. Se o boleto não é pago, não existe cobrança de taxa. Na modalidade com registro, porém, o banco pode cobrar (dependendo da negociação) diversas taxas, como de emissão, liquidação, permanência e protesto. Assim, o custo deve subir de forma considerável, pelo menos em um primeiro momento.

Burocracia – Outro ponto é que, na modalidade com registro, é necessário que o banco receba este registro – ou seja, deverá ser enviado um arquivo de remessa. Este arquivo contém as informações dos boletos gerados, e pode ser gerado pelo sistemas Consisanet.

Outro ponto é que, para gerar boletos com registro, CNPJ ou CPF do cliente são obrigatórios. No sistema Consisanet, para as vendas a prazo já era tratado dessa forma e, portanto, não há grandes preocupações nesse sentido.

Segurança – Sem dúvida um dos ganhos será a segurança. Bancos, empresas e consumidores finais já sofreram com fraudes e isso não é nada agradável. Uma das razões para o fim do boleto sem registro foram às fraudes. Como na modalidade com registro tanto emissor quanto pagador têm de serem identificadas, as chances de o consumidor cair em um golpe caem.

Por processar o pagamento automaticamente, a inadimplência no cartão é bem menor – o cliente final cadastra uma única vez o cartão e pronto: será cobrado sempre que necessário (seja uma compra avulsa ou um serviço recorrente).

Fonte: Consisanet

Cuidado para não cair no golpe do boleto bancário

boleto_fraudeO boleto é a segunda forma de pagamento mais utilizada no Brasil, ficando atrás, apenas, dos cartões de crédito. As informações são da E-bit,consultoria de comércio eletrônico. E os golpes se multiplicam. Em meados de julho do ano passado, a “gangue do boleto” ficou conhecida após uma onda de ataques virtuais que modificavam a linha digitável do código de barras nos boletos bancários. A estimativa é de que os hackers tenham gerado 496 mil boletos fraudulentos e arrecadado cerca de R$ 8,5 bilhões de reais.

O modelo teve uma retração, mas o risco ainda existe. Os golpistas se conectam aos computadores através de um vírus. Uma vez infectados sempre que um código de boleto é identificado, o malware desvia o pagamento fazendo com que o dinheiro vá para a conta dos integrantes da quadrilha. O analista antifraude, Ricardo Gomes, da Gerencianet, empresa especializada em pagamentos, traz as principais dicas de como se prevenir desta prática criminosa.

A primeira orientação é manter o antivírus do computador sempre atualizado. “O antivírus pode detectar algum problema quando o boleto fraudulento é enviado por e-mail ou gerado na internet”, explica Ricardo. Segundo ele, a maioria dos documentos adulterados possui inconsistências visíveis a olho nu, por isso, é fundamental verificar o boleto atentamente e observar erros de português, formatação fora do padrão ou qualquer característica suspeita.

Após a impressão, confira se o código do banco é compatível com a marca. “Cada instituição bancária possui um código identificador próprio. Este código encontra-se em frente ao logo do banco e nos três primeiros dígitos da linha digitável de cada boleto e deve ser equivalente ao código do banco emissor”, aconselha o analista da Gerencianet. A lista dos códigos de cada banco está disponível no site da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Compare o boleto recebido com os anteriores. No caso de pagamentos efetuados em caixas eletrônicos, é possível verificar os dados do boleto antes de finalizar o procedimento. “Observe se as informações contidas na tela do caixa são as mesmas impressas no boleto, como banco cedente, código do banco e agência do beneficiário”, orienta Ricardo. No site da Febraban também é possível verificar se a localização da agência emissora é compatível com o endereço do beneficiário.

É importante ter extremo cuidado com e-mails suspeitos. Ao receber notificações de pagamentos, links ou arquivos anexos, o indicado é entrar em contato com o emissor e pedir mais informações para a empresa solicitante. “Não realize pagamentos se houver qualquer dúvida sobre sua autenticidade.”, ratifica Gomes. O analista também pede que se evite efetuar compras, realizar pagamentos ou gerar segunda via em computadores desconhecidos ou através de redes WiFi públicas.

Agradecemos ao Davi, colaborador amigo do seu micro seguro, pela referência a essa matéria.

Fonte: Convergência Digital

Golpe do boleto bancário – é bom ficar atento

boleto

Enquanto muitos comemoravam o sucesso da Copa do Mundo no Brasil e a festa alemã na final, o cibercrime comemorava também seus bons resultados durante o evento esportivo.

Para aqueles que acompanham o noticiário de tecnologia brasileiro o período da Copa também foi marcado por uma ameaça ligada a uma forma comum de pagamento online no País: o boleto bancário. Estima-se que o golpe do boleto já tenha rendido bilhões de dólares a hackers que atuam no País.

Infelizmente o pagamento por boleto é uma prática brasileira e pouco conhecida mundo afora. Consiste em uma transferência de dinheiro entre empresas ou entre consumidor e empresa, e funciona como uma alternativa aos cartões de crédito e débito.

No entanto, ao contrário dos cartões, o boleto não oferece nenhuma proteção ou segurança reais ao ser utilizado, por não possuir um mecanismo de estorno em casos de erro ou fraude. De fato, uma vez que você tenha feito um pagamento via boleto on-line, a única forma de ter seu dinheiro de volta será o recebedor depositar a quantia d e volta na sua conta.

Se para os cidadãos de outros países o uso dessa forma de pagamento pode parecer obsoleta, trata-se de algo muito comum no Brasil devido à dificuldade em obter crédito no País.

O problema é que a própria natureza da transação via boleto é perfeita para cibercrimes.

O malware do boleto
O típico malware do Boleto atua em um PC que já tenha sido anteriormente infectado por um e-mail ou website corrompido. Uma vez instalado, ele espera até que o usuário visite o site de seu banco e acesse sua conta, e silenciosamente altera os detalhes de um boleto recém-emitido para que o dinheiro seja encaminhado para uma conta de banco alternativa — e direto para as mãos dos criminosos.

Geralmente o valor envolvido nesse tipo de transação é baixo, mas com o grande volume de fraudes as perdas totais são milionárias, e uma única gangue pode gerenciar mais de 250 mil dólares em apenas cinco meses.

As autoridades brasileiras estimam que o malware do boleto esteja presente em mais de 192mil PCs, afetando mais de 30 bancos do País. Estes, por sua vez, tentam se prevenir contra esta ameaça, instruindo seus usuários a instalar plug-ins de navegador para barrar o malware. No entanto, parece que os hackers estão sempre um passo a frente desenvolvendo versões ainda mais sofisticadas dessa ameaça, capazes de desativar os plug-ins de segurança.

Como se proteger?
A resposta mais fácil ao malware do boleto parece ser algum tipo de autenticação múltipla em fases para esse tipo de transações, mas esse tipo de solução ainda não está sequer em desenvolvimento no País.

Pesquisadores brasileiros sugerem que, por hora, as pessoas utilizem dispositivos móveis ao invés de PCs ao fazer transações por boleto, uma vez que o malware ainda não é suficientemente sofisticado para alterar os códigos de barra relacionados ao pagamento. E esse é um bom conselho, uma vez que esse tipo de ameaça está se tornando cada vez mais comum, e está se tornando uma verdadeira onda de crimes.

Agradecemos ao Davi, amigo e colaborador do seu micro seguro, pela referência a essa notícia.

Fonte: IDGNow!