Atualização de Abril do Windows 10 causa travamentos no Chrome

Depois de uma enxurrada de reclamações em tópicos do Reddit e em fóruns de suporte do Windows, a Microsoft reconheceu na última quarta-feira (02) que a grande atualização de abril de 2018 do Windows 10 de fato é “incompatível” com o Google Chrome, o navegador web mais utilizado no mundo.

Depois de fazer a instalação da atualização que foi liberada nesta semana, vários usuários reportaram que não conseguem usar o navegador da Google, pois ele trava e congela a tela inesperadamente com certa frequência. A única forma de voltar a usar o computador depois desses travamentos seria reiniciando a máquina ou utilizar uma das recomendações da própria Microsoft.

Em um computador com teclado físico, a Microsoft explica que é possível destravar o sistema fazendo a seguinte combinação: Windows+Ctrl+Shift+B. Quem estiver usando um tablet pode solucionar o problema apertando os dois botões de volume laterais juntos três vezes seguidas em um espaço de dois segundos. É possível também apenas fechar a tampa do notebook e abri-la novamente alguns segundos depois.

Como esse bug passou pelos Insiders?

Esse mesmo problema de travamento de apps no Windows 10 com a grande atualização de abril de 2018 (versão 1803) também pode acontecer com a própria Cortana, o que nos leva a pensar como duas aplicações populares como essas não foram devidamente testadas nas versões preliminares da atualização.

Microsoft prometeu consertar o problema com uma atualização que será liberada na próxima terça-feira, dia 08 de maio

Afinal, a Microsoft tem um programa de testadores com mais de 10 milhões de pessoas conferindo as novas versões do Windows antes de elas chegarem ao consumidor final. Dessa maneira, podemos imaginar que o bug foi causado por alguma coisa nova que a empresa fez no SO, depois de ter recebido todo o feedback dos Insiders.

Seja como for, a Microsoft prometeu consertar o problema com uma atualização que será liberada na próxima terça-feira, dia 08 de maio. Até lá, quem já atualizou o sistema terá que decorar a sequência de teclas para o destravamento ou deixar o Chrome de lado por alguns dias.

Fonte: Tecmundo

Microsoft disponibiliza extensão contra phishing para o rival Chrome

A Microsoft cedeu um ativo e tanto do seu navegador Edge para o rival Chrome ao lançar uma extensão que amplia as habilidades de detecção de phishing do browser do Google.

A empresa de Redmond não teve muita escolha, conforme aponta um analista da consultoria Directions chamado Michael Cherry. “Phishing é um problema enorme, e as pessoas vão usar o navegador que costumam usar. Eles estão fazendo isso para proteger o ecossistema do Windows.”

Chamada de Windows Defender Browser Protection (WDBP), a extensão gratuita em questão pode ser adicionada ao navegador Google em máquinas Windows ou macOS, e após uma correção, também no Chrome OS.

Assim como as ferramentas de defesa embutidas no Edge, o novo add-on se baseia na tecnologia SmartScreen, da Microsoft, que avisa aos usuários sobre sites potencialmente maliciosos que possam tentar baixar malware no computador ou sobre sites linkados em e-mails que levam a URLs de phishing desconhecidas.

A Microsoft mantém uma lista em constante alteração nos seus servidores sobre esses destinos provavelmente ruins – essa relação é gerada em parte a partir de telemetria enviada pelos usuários da SmartScreen.

Pelo menos, é o que parece que a WDBP faz. A Microsoft não registrou a operação da extensão além de algumas informações gerais no seu site e da descrição sobre a solução na Chrome Web Store. Na segunda, a companhia diz o seguinte: “Se você clicar em um link malicioso em um e-mail ou navegar até um site feito para te enganar a revelar informações financeiras, pessoais ou outros dados sensíveis, ou até um site que hospede malware, a Windows Defender Browser Protection vai verificar isso em relação a uma lista atualizada de URLs maliciosas de conhecimento da Microsoft.” Isso é a SmartScreen.

Ajudando o rival

Mas por que a Microsoft cedeu uma das poucas vantagens do Edge para um navegador rival?

Cherry acredita que a Microsoft se encontrou em uma posição difícil: proteger a maioria dos usuários Windows ou apenas aqueles rodando o Edge (ou a versão obsoleta e de legado do Internet Explorer)? “O Edge não conseguiu se popularizar”, destaca o analista, sobre os números baixos do navegador do Windows 10. “Mas se as pessoas forem vítimas de phishing, elas não vão apontar o dedo para o navegador, que é apenas um aplicativo. Elas vão questionar a Microsoft: ‘Por que vocês não protegeram o Windows?’ Esse é apenas um movimento de auto-defesa.”

O Edge, que está se aproximando do seu terceiro aniversário, não conseguiu atrair um público significativo. Os dados mais recentes da empresa de pesquisas Net Applications colocam o Edge com apenas 4% do mercado de browsers – e somente 13% entre as máquinas com Windows 10. Enquanto isso, o Chrome é o browser usado por 61% da população on-line no mundo.

Outras razões para a Microsoft compartilhar a sua tecnologia com o navegador do Google

Com o Edge e o IE respondendo por uma pequena fatia dos internautas – a Net Applications registrou em março que os dois combinados alcançaram 18% – a Microsoft não estava recebendo a quantidade de dados telemétricos, cruciais para a SmartScreen, que costumava receber antes.

“A explicação mais simples sobre a motivação para a Microsoft oferecer a SmartScreen no Chrome é que isso dá à companhia visibilidade sobre as coisas ruins encontradas pelos 60% do mercado que usam o Chrome”, explicou o especialista da companhia de segurança Sophos, John Dun. “Isso, por outro lado, ajuda o serviço de e-mail Office 365 Exchange, da Microsoft, a oferecer uma proteção melhor para competir com o pacote G Suite, do Google.”

Opinião do seu micro seguro: fiz uso dessa extensão e não verifiquei vantagens quando comparada à detecção nativa de sites de phishing já realizada pelo recurso nativo do próprio Chrome.

Fonte: IDGNow!

Como funciona o bloqueio de anúncios do Chrome

Chamada de “filtragem de anúncios”, funcionalidade foi lançada em 15 de fevereiro e funciona de forma um pouco diferente dos ad blockers tradicionais.

Como prometido, o Google lançou recentemente um recurso para bloquear anúncios no seu navegador Chrome. A funcionalidade tinha sido anunciada originalmente há cerca de um ano.

Apesar de esse não ser o primeiro esforço do tipo por parte do Google, a decisão da gigante – efetivamente um ataque preventivo contra ainda mais usuários tendo de recorrer a add-ons independentes para lutar contra os anúncios on-line – ganha em impacto e importância por conta da dominância do Chrome no mercado de browsers.

Com mais de 61% de todos os usuários de navegadores rodando o Chrome em janeiro deste ano, segundo dados da Net Applications, o fato é que quando o navegador do Google fala, toda a Internet escuta.

Os sites que decidirem não se adequar à iniciativa recente do Google, farão isso por sua própria conta e risco.

Mas quais tipos de anúncios exatamente o Chrome vai bloquear – o Google gosta de chamar a prática de “ad filtering” (algo como filtragem de anúncios, em tradução livre)? Como o recurso funciona e quais os motivos por trás do seu lançamento?

O que é essa “filtragem de anúncios” do Chrome?

O Google chamou a nova funcionalidade do Chrome de “ad filter” em vez de “ad blocker”, a nomenclatura mais comum para softwares separados ou embutidos em navegadores que fazem essa limpeza de anúncios publicitários dos sites.

A razão para isso é que, ao contrário da maioria dos ad blockers, o Google não vai eliminar todos os anúncios dos sites e então fechar os agora espaços em branco para fazer com que a página pareça mais ou menos composta. Em vez disso, o Chrome busca por determinados tipos de anúncios, aqueles que a Coalition for Better Ads (CBA) afirma que violam o que o grupo em questão chama de “Better Ads Standars” (algo como Melhores Padrões para Anúncios”, e então elimina essas publicidades dos sites.

Os padrões identificaram vários tipos de anúncios em PCs e aparelhos móveis que a pesquisa feita pela CBA alega serem os tipos mais irritantes de anúncios on-line.

Em um PC, o Chrome busca por quatro das seis categorias consideradas pelo painel: pop-ups, anúncios que reproduzem automaticamente áudio e vídeo, os grandes “anúncios presticiais” que vem acompanhados por um relógio com contagem regressiva, e os chamados “large sticky ads”, que cobrem mais de 30% da tela e continuam na mesma posição, não importando o quanto o usuário desça a barra de scroll.

Já quando está rodando no sistemas móveis, como iOS e Android, o Chrome foca seus esforços em uma mistura diferente: 8 tipos de anúncios, a partir de um total de 12 tipos que são investigados.

O Google está caminhando por uma corda bamba ao chamar a sua abordagem de filtragem de anúncios (em vez de bloqueio de anúncios) porque o resultado final nos sites atingidos pelo Chrome é o mesmo que um ad-blocker teria: todos os anúncios terão “desaparecido”. Vale destacar também que essa filtragem que o Google realiza é em um modelo de site a site, não de anúncio por anúncio, algo que algumas análises sobre a nova funcionalidade não mencionaram.

Como funciona essa filtragem de anúncios do Chrome?

O processo de vários passos que o Google implementou começa com uma avaliação automática de uma amostra das páginas dos sites que levam em conta as violações dos padrões estabelecidos pela coalização. Cada site recebe uma nota: Passing, Warning ou Failing.

Um aviso (“warning”, no caso) significa que o site possui “algumas experiências de anúncios que violam os Melhores Padrões Para Anúncios”, que o administrador do site precisa corrigir antes de reenviar a página para uma análise seguinte. Como o nome sugere, uma classificação de falha (“failing”, no caso) indica que “muitas” violações foram encontradas, e que o dono do site tem 30 dias para fazer as mudanças e solicitar uma segunda análise. A chamada filtragem de anúncios do Chrome entra em ação caso o site não resolva os problemas após esse prazo.

Uma vez que a filtragem de anúncios entrar em ação, o Google vai eliminar os anúncios de um site por pelo menos 30 dias, porque os envios seguintes para análise após os dois primeiros não podem ser feitos até que tenham passado esses 30 dias.

Os sites avaliados como “falhos” são adicionados a uma lista que o Google mantém em seus servidores. O Chrome usa essa blacklist para ficar de olho nas URLs. Quando o navegador encontra um item correspondente – ao ser direcionado para uma página que recebeu uma avaliação “failing” – o browser faz outra busca, desta vez por “impressões digitais” de anúncios fornecidas pela EasyList, a lista open-source de regras para identificação e remoção de anúncios que forma a base da maioria dos ad blockers para navegadores, incluindo serviços como Adblock e Adblock Plus.

Neste ponto, o Chrome se nega a honrar os pedidos da página por anúncios, evitando que eles apareçam porque nunca são carregados (A maioria dos anúncios são servidos por redes de terceiros e não diretamente pelos servidores rodando o site em si.) Em qualquer página com pelo menos um anúncio omitido, o Chrome notifica o usuário com uma mensagem “Ads blocked” (“Anúncio bloqueado”). Esse aviso poderá ser expandido para exibir uma mensagem com os dizeres “This site tends to show intrusive ads” (“Esse site costuma mostrar anúncios intrusivos”), juntamente com uma opção para desabilitar o recurso de filtragem de anúncios do navegador para a página em questão.

É importante destacar isso: nos sites que falharam na avaliação, todos os anúncios são eliminados, não apenas aqueles que levaram à violação em primeiro lugar. Pense nos anúncios que levaram à avaliação ruim como gatilhos para o Chrome limpar o site de qualquer tipo de publicidade.

O Google nem sempre destacou essa informação nos seus anúncios sobre a nova política. Mas em dezembro do ano passado, em uma atualização sobre a abordagem, a gigante afirmou o seguinte: “A partir de 15 de fevereiro…o Chrome vai remover todos os anúncios dos sites que possuem um status ‘failing’ no Ad Experience Report por mais de 30 dias”.

Por que o Google está fazendo isso?

Em junho de 2016, quando o Google abordou a ideia sobre essa filtragem de anúncios, a gigante de buscas citou um aumento de 30% na comparação ano a ano no uso de extensões que bloqueiam anúncios, impulsionado por anúncios “esmagadoramente frustrantes ou intrusivos”. “Isso reduz a habilidade dos publishers continuarem criando conteúdos livres e ameaça a sustentabilidade do ecossistema da web”, afirmou a empresa de Mountain View na época.

Apesar de em alguns momentos ter citado uma melhor experiência dos usuários no Chrome como uma razão para restringir os anúncios, quase sempre a gigante destacou a importância de evitar que a reputação da publicidade on-line seja derrubada por essas más experiências. E isso não é uma surpresa para ninguém: a ascensão do Google para virar uma potência do tamanho que é aconteceu justamente por conta das receitas geradas pela publicidade on-line, especialmente os anúncios que os usuários veem que são gerados pela engine de buscas do Google.

Por consequência, o que envenena, ou até mancha, a publicidade on-line também poderá, em algum ponto, afetar de forma direta a receita do Google com publicidade. Ou seja, a empresa tem uma motivação incrível para fazer o que for preciso para evitar que isso aconteça.

Uma pista que indica que o pensamento do Google sobre bloqueio de anúncios é diferente de outras fabricantes de navegadores apareceu no anúncio feito pela gigante na semana passada sobre o lançamento da iniciativa. “Nos sentimos encorajados pelos resultados iniciais mostrando que o mercado está se afastando das experiências de anúncios intrusivos e buscando uma colaboração contínua com o setor em direção a um futuro em que a tecnologia de filtragem de anúncios do Google não será mais necessária”, afirmou o gerente de engenharia da equipe do Chrome, Chris Bentzel, no blog do Google. Neste trecho, Bentzel faz referência a uma estatística citada antes no texto que aponta que mais de 40% dos sites classificados como “failing” nas primeiras avaliações retiraram os anúncios problemáticos para tornarem-se compatíveis com as novas diretrizes.

Outros navegadores que declararam guerra contra os anúncios, ou alguns tipos de anúncios – o Brave é um exemplo – foram explícitos em destacar o ganho de performance que resulta da retirada dos anúncios de uma página web – não o benefício de longo prazo para os publishers e um resgate da publicidade on-line, como o Google fez.

Como a filtragem de anúncios do Chrome afeta a navegação na web?

A maioria das pessoas usando o Chrome provavelmente não irá notar nenhuma diferença. Isso porque, segundo o Google, apenas 1,5% dos 100 mil sites que foram avaliados antes do lançamento da funcionalidade falharam em atender aos padrões da CBA. E dessas páginas, apenas 0,9% exibiram números excessivos de categorias de anúncios irritantes. Isso significa que a cada 100 mil sites, o Google Chrome apagaria os anúncios de cerca de 14 deles.

Como os publishers de um site podem evitar essa filtragem/bloqueio de anúncios no Chrome?

Essa é uma boa pergunta, e a resposta da CBA até agora não é muito clara. A organização afirma que os publishers dos sites buscarem e conseguirem receber uma “certificação” ficariam imunes ao novo recurso do Chrome.

Segundo um comunicado publicado pela CBA na semana passada, o Google quer estar entre as entidades com acesso à compliance e assim poder “certificar” os publishers (o que quer que isso queira dizer).

“O Google informou a Coalizão que não irá filtrar anúncios de qualquer empresa certificada pelos requerimentos do programa”, afirmou a CBA no mesmo documento.

E a CBA não irá cobrar para um site se inscrever para ter essa certificação –pelo menos não por enquanto. “O registro inicial para publishers será livre de cobranças pelo menos até 1º de julho. Depois disso, as inscrições podem ter uma taxa”, afirmou a entidade, que apontou ainda que as possíveis taxas seriam anuais, caso venham a ser aplicadas.

Fonte: IDGNow!

Chrome: cada vez mais líder

Navegador do Google ganhou 0,8% de participação em janeiro, fechando o primeiro mês do ano com 61,4%, segundo dados da NetApplications.

Os navegadores da Microsoft e da Mozilla perderam parte das suas fatias de usuários em janeiro, enquanto o Google Chrome conseguiu sair de um longo jejum, segundo dados da empresa de análises Net Applications, com sede na Califórnia.

Após uma folga de um mês – já que subiram em dezembro, o Internet Explorer e o Edge retomaram o seu já longo padrão de declínio em janeiro. No primeiro mês de 2018, os navegadores da Microsoft registraram uma queda de meio ponto percentual, indo para a marca dos 16,5%, uma das piores porcentagens para a dupla.

Juntos, os dois browsers foram usados em cerca de 19% de todos os PCs Windows, ou um pouco menos de um a cada cinco sistemas. Essa foi a pior fatia de PCs Windows já registrada pela dupla e fica bem longe dos 52% que possuíam há apenas dois anos.

Janeiro de 2016, aliás, foi um mês marcante para o IE porque foi quando a Microsoft parou de servir updates de segurança para a maioria das versões do seu navegador, forçando os usuários a migrarem para o IE11. Em vez disso, a maioria acabou mudando de navegador. Foi a decisão da Microsoft de aposentar as edições anteriores ao IE11 que acabou impulsionando a disparada do Google Chrome.

E o Edge, navegador padrão do Windows 10, não conseguiu ajudar em nada neste sentido. Com uma porcentagem baixíssima – menos de 5%, o browser foi usado em menos de 14% das máquinas com Windows 10 em janeiro deste ano. Se o colapso do IE foi a maior derrota da Microsoft nos navegadores, então a inabilidade do Edge em capturar uma parte significativa dos usuários Windows 10 foi o segundo maior fracasso da companhia na área. Resumindo: os usuários do Windows 10 rejeitaram o Edge.

Enquanto isso, o Firefox caiu 0,2% em janeiro, encerrando o mês com 10,85% do mercado, a taxa mais baixa do browser desde setembro de 2016. Toda a renovação de novembro, em que a Mozilla colocou grandes expectativas, ainda precisa se traduzir em um aumento no número de usuários – mesmo com a maior parte dos reviews do chamado Firefox Quantum sendo positivos.

Com essas quedas dos rivais, quem se deu bem foi o Chrome, que ganhou 0,8% no mês passado, o maior aumento registrado pelo navegador do Google desde janeiro de 2017. Com isso, o Chrome fechou o último mês com uma participação de 61,4%.

Sobe e desce

Até o momento, o Chrome foi o maior beneficiado pelo declínio do Internet Explorer e do Firefox. O browser do Google lidera o segmento com folga e pode alcançar a marca de dois terços do mercado de navegadores no próximo mês de novembro, com base nas tendências do último trimestre.

Essa mesma tendência aponta que o IE e o Edge, assim como o Firefox, irão na direção oposta. Segundo cálculos da Computerworld dos EUA, os navegadores da Microsoft poderão ficar abaixo dos 10% no próximo mês de agosto, enquanto o Firefox pode alcançar essa marca nada agradável bem antes disso, já em março.

Apesar dos números diferentes aos da Net Applications, os dados publicados por outra companhia conhecida de análises, a StatCounter, mostram movimentos iguais no mercado. Segundo a companhia irlandesa, o IE e o Edge perderam 0,5% em janeiro, fechando o mês com 11,4%, enquanto que o Firefox caiu 0,4%, indo para 11,9%. O Chrome, por outro lado, ganhou 1,3%, encerrando janeiro já com quase dois terços do mercado: 66%.

Fonte: IDGNow!

Chrome: tem estreia importante neste 15/02

Na metade do ano passado, a Google revelou que o Chrome ganharia um sistema de filtros de anúncios em algum momento de 2018. Pois agora a empresa de Mountain View revelou que este momento acaba de chegar: dia 15 de fevereiro. Pois é, o sistema de “coalização para anúncios melhores” vai entrar em vigor.

Apesar de estarmos chamando isso de “ad-blocker nativo”, ele funciona muito mais como um filtro do que como um bloqueador. Isso porque aconteceu uma reformulação das diretrizes de permissões de anúncio, fazendo com que alguns tipos de publicidade mais invasivos sejam impedidos — incluindo vídeos com autoplay, frames com luzes piscando e pop-ups que cobrem a tela inteira.

A Google afirma que até mesmo os anúncios da companhia podem ser bloqueados se não respeitarem essas diretrizes. Ou seja: deve haver uma política de tolerância zero para que os usuários tenham as melhores experiências possíveis. Confira abaixo tudo o que deve ser bloqueado:

Anúncios pop-up (desktop)

Anúncios com contador (desktop)

Vídeos com autoplay e som (desktop)

Anúncios que “grudam” no scroll (desktop)

Pop-ups (mobile)

Anúncios que cobrem a largura inteira (mobile)

Vídeos com autoplay e som (mobile)

Anúncios que “grudam” no scroll (mobile)

Anúncios com contador (mobile)

Banners com densidade maior que 30% (mobile)

Banners com animações e luzes (mobile)

Há ainda a informação de que a rigidez nos filtros Mobile deve ser maior do que a vista em computadores, pois isso faz parte do compromisso da Google em manter a navegação mais leve nos dispositivos móveis.

Fonte: Tecmundo

Bloqueio de anúncios pelo Chrome começa em 15 de Fevereiro

O Google anunciou nas últimas semanas que vai começar a bloquear anúncios no seu navegador Chrome a partir de 15 de fevereiro.

Os sites que quiserem evitar o “martelo” do Chrome podem se livrar de várias categorias amplas de anúncios online ou pagar um consórcio de anunciantes, associações comerciais de publicidade e empresas de tecnologia, incluindo Google, Microsoft e Facebook, para se tornarem “certificados”.

“A partir de 15 de fevereiro, em linha com as diretrizes da Coalizão, o Chrome vai remover todos os anúncios de sites que possuam um status ‘deficiente’ (‘failing’, no original)”, afirmou o Google em seu site, em referência à Coalition for Better Ads (CBA), um grupo que promete limpar a web dos seus anúncios mais irritantes.

A linha do tempo de bloqueio de anúncios do Chrome corresponde ao que o Google anunciou há seis meses, quando confirmou que iniciaria o controverso esforço no início de 2018. No meio de fevereiro, a maioria dos usuários do browser estarão rodando o Chrome 64, com lançamento previsto para a semana de 21 a 26 de janeiro. A atual versão do navegador é o Chrome 63.

No desktop, o Chrome vai bloquear quatro tipos de anúncios (de seis considerados), enquanto que no mobile (iOS e Android) o navegador irá barras oito tipos de anúncios (de 12 considerados): essas categorias foram identificadas pela CBA e seu painel de consumidores como as menos aceitáveis.

As quatro classes de anúncios que receberão o machado no desktop incluem pop-ups, os que reproduzem vídeo e áudio de forma automática, anúncios “prestitial” (que aparecem antes da home do site ser aberta) acompanhados por um relógio com uma contagem regressiva, e os chamados “large sticky ads”, que tomam mais de 30% da tela e ficam no mesmo lugar, não importa o quanto você desça o scroll.

Em vez de bloquear esses tipos de anúncios em todos os sites – como fazem a maioria dos add-ons de bloqueio para navegadores – o Chrome vai tomar um caminho diferente.

O browser do Google vai se basear em uma “whitelist” gerada pela CBA. Os publishers dos sites poderão iniciar o processo de certificação, e assim garantir um lugar na lista, no próximo mês, quando mais detalhes serão liberados pela empresa. Sites certificados precisam atender a determinados padrões, sendo que o mais importante é uma baixa proporção de tipos de anúncios inaceitáveis.

Nos primeiros dois meses do projeto – a data de início será revelada em janeiro, segundo a CBA – esses anúncios “desconceituados” não poderão responder por mais de 7,5% de todos as visualizações de página de um site certificado. E a proporção vai diminuir com o tempo. Então seis meses depois, esses anúncios só poderão responder por 2,5% das pageviews desses sites, por exemplo. Resumindo: a CBA permitirá que os sites certificados se ajustem ao bloqueio, com uma cota menor de anúncios “ruins” com o tempo.

Os sites que não se “voluntariarem” para serem certificados pela CBA, ou que sejam julgados como não complacentes pela organização – efetivamente todos os sites com exceção dos presentes na whitelist – terão anúncios das categorias banidas bloqueados. Mesmo um único anúncio sujeito a repreensões vai impulsionar um bloqueio pelo Chrome.

Apesar de a CBA ter revelado alguns detalhes sobre os padrões, a whitelist e como os sites podem contestar a decisão de bloquear anúncios, uma boa parte do programa, ainda permanecem uma incógnita. Não está claro, por exemplo, com qual periodicidade os sites serão reavalidos por violações, ou quanto poderá levar para apelar uma decisão.

Também ainda não há informações sobre taxas

O porta-voz da CBA, Brendan McCormick, afirmou que pagamentos seriam exigidos da maioria dos sites que buscam certificação. No entanto, ele destacou que ainda há muito “a ser trabalhado” até o lançamento do programa. Segundo uma reportagem do site AdAge, a CBA poderá cobrar até 5 mil dólares dos principais publishers, enquanto que “publishers muito pequenos” poderão ser certificados sem ter de pagar nada.

“Muita coisa ainda não foi finalizada. Ainda há muito a ser trabalhado. A parte essencial é tornar isso acessível (para os publishers de sites”, afirmou McCormick para a Computerworld dos EUA.

Maior do mercado

Como o Chrome é o navegador mais popular do mundo, os publishers não podem descartar esse projeto de bloqueio de anúncios, como outros já fizeram antes, se a receita do seu site é baseada em publicidade. Segundo a empresa de análises Net Applications, o Chrome respondeu por 61% dos usuários de desktop do mundo em novembro de 2017.

Se o Chrome fechar a torneira, mesmo que bloqueie apenas as categorias de anúncios inaceitáveis, os donos de sites provavelmente verão uma queda em suas receitas. Mas é questionável se o Chrome conseguirá mirar de forma minuciosa o bloqueio apenas para alguns anúncios em um site não complacente, por isso vale acompanhar essa história de perto nas próximas semanas.

Fonte: IDG Now!

Apps para o Chrome chegam ao seu final

A Google finalizou recentemente o suporte a aplicativos desenvolvidos especialmente para o Google Chrome em sua loja Chrome Web Store. Ainda é possível baixar extensões e temas por lá, mas as seções “Apps” e “Games” foram eliminadas.

De acordo com o Ars Technica, a Google já havia começado a informar os desenvolvedores de que essas seções de apps seriam eliminadas da loja em algum momento de 2017, mas, até agora, não se tinha uma data precisa. Há cerca de um ano, a empresa explicou no blog oficial do Chrome que faria essa remoção porque praticamente ninguém baixa e utiliza os apps desenvolvidos para o Google Chrome. Segundo a empresa, menos de 1% dos usuários do browser serão afetados.

Contudo, é bom ressaltar que as seções de apps só foram eliminadas do navegador Google Chrome para Windows, Linux e macOS. No Chrome OS, eles continuam disponíveis. Contudo, como a base de usuários é pequena, e os desenvolvedores não possuem mais a possibilidade de distribuir seus softwares em sistemas mais populares, é bem provável que esses apps acabem morrendo aos poucos caso a Google não os elimine de uma vez por todas.

Quem já tem apps instalados no Chrome para desktop poderá continuar utilizando os itens baixados

Quem já tem apps instalados no Chrome para Windows, Linux e macOS poderá continuar utilizando os itens baixados. Contudo, espera-se que uma atualização acabe com essa possibilidade no primeiro trimestre de 2018.

É bom reforçar que essas mudanças não afetam as extensões do Google Chrome, aquelas que ficam com botões visíveis ao lado da barra de endereços. Somente os itens nos formatos “packaged apps” — apps de verdade — e os “hosted apps” — atalhos para sites — serão eliminados.

O PWA é multiplataforma, já sendo compatível com o Chrome tanto no desktop quanto no Android

Para substituí-los, a Google trabalha em um padrão já bastante aceito, o PWA ou Progressive Web Apps. Essas aplicações são basicamente sites que se comportam como aplicativos instalados e podem acessar recursos do sistema, enviar notificações, entre outras vantagens.

O interessante disso é que o PWA é multiplataforma, já sendo compatível com o Chrome tanto no desktop quanto no Android, e também no Opera e no Firefox para o Robô. A Microsoft também suporta o recurso e seus navegadores, e a Apple trabalha em implementá-lo no Safari. Não sabemos se um dia haverá uma loja de apps PWA na Chrome Web Store ou algo assim, entretanto.

Fonte: Tecmundo