Alt+CTRL+Del: na palavra do seu criador, o motivo desta combinação de teclas

Fundador da Microsoft ‘culpa’ os teclados da IBM da época em que o PC foi lançado. Para Gates, recurso deveria se resumir a um único botão

O homem mais rico do mundo, Bill Gates, não está imune a arrependimentos. Recentemente, o cofundador da Microsoft afirmou que se ele pudesse voltar no tempo, ele tornaria o popular comando Ctrl+Alt+Del em um recurso de apenas um botão.

Durante um forum de negócios da Bloomberg, Gates falou sobre o assunto e porque ele escolheu o específico atalho para acessar o gerenciador de tarefas de um PC. Ele culpa o “erro” aos desenvolvedores da IBM da época.

“Nós poderíamos ter tido um único botão, mas o cara que fez o design do teclado da IBM não queria nos dar um botão único. Nós programamos a baixo nível – foi um erro”, explicou Gates.

Quando o atalho foi desenvolvido, um engenheiro da IBM chegou a pensar em usar o Ctrl+Alt+Esc para a função. Entretanto, o recurso poderia ser perigoso devido à possibilidade de ser ativado acidentalmente com uma única mão. Com o Delete em vez do Esc, o usuário precisa ter ciência do que está fazendo.

O comando era usado, inicialmente, pelos próprios programadores da IBM enquanto eles desenvolviam o sistema. Eles não tinham nenhuma intenção de que o mesmo ficasse conhecido do público geral e, eventualmente, se tornar um dos mais conhecidos do sistema operacional da Microsoft.

Fonte: IDGNow!

Morte do criador de Chaves é usada como isca para espalhar malware

A morte do ator mexicano Roberto Bolaños, criador dos seriados “Chaves” e “Chapolin”, está sendo usada como isca para disseminar ataques maliciosos na web. Segundo a Kaspersky, o ataque ocorre por meio de um código espalhado no Twitter que infecta o computador dos usuários.

Via Twitter ameaça se utiliza da morte de Bolaños:

bolanos_twitterA mensagem contém um link para um site de anúncios que, em seguida, redireciona o usuário para um outra página de acordo com a sua localização. Fora do Brasil, ele é encaminhado para sites de vendas ou para uma página que descarrega automaticamente um programa malicioso no dispositivo.

O aplicativo varia de acordo com o sistema operacional usado, mas a versão para Mac contém o adware OSX.Geonei.b – um dos mais comuns para o sistema operacional.

Caso o usuário esteja no Brasil, a página também tentará atacar seu roteador ao adivinhar a senha do dispositivo. Se o ataque falhar, será exibida uma tela que pede ao usuário que informe as credenciais de acesso ao roteador. Com estes dados, o ataque procura alterar os servidores DNS e assim redirecionar os usuários para sites maliciosos.

A recomendação da Kaspersky é que os usuários se mantenham atentos a este tipo de golpe e evitem clicar em links suspeitos que redirecionem a sites de notícia pouco conhecidos.

Agradecemos ao Paulo Sollo, colaborador amigo do seu micro seguro, pela referência a essa notícia.

Fontes: techtudo e Kaspersky blog

Homem que inventou os pop-ups está arrependido

popupsEthan Zuckerman era chefe de pesquisa no MIT e se lamenta pelo modelo de negócios baseado em anúncios que a web criou — e ele ajudou a consolidar

A internet tem um monte de coisas irritantes – gente falando bobagem, spams, correntes estúpidas – mas com certeza uma das primeiras da lista são os pop-ups. Não à toa, a maioria dos navegadores modernos os deixa bloqueados automaticamente. Ethan Zuckerman, pesquisador do MIT, foi o responsável por sua criação durante os anos 90, e agora ele quer pedir desculpas à internet.

Recentemente, Zuckerman escreveu para o site da revista americana The Atlantic, fazendo uma grande crítica ao modelo de negócios que a internet consolidou, baseado no faturamento por anúncios.

No texto, ele disse que não sabia o que estava fazendo quando escreveu os códigos para criar os pop-ups, na época em que ele trabalhava para o Tripod.com — um servidor para criação de sites pessoais, antes da invenção dos blogs.

“Os pop-ups foram o jeito que encontramos de associar um anúncio com a página de um usuário sem colocar o anúncio diretamente na página, o que poderia implicar a associação da marca com o conteúdo. Criamos esse tipo de abordagem quando uma montadora de automóveis comprou, sem querer, um banner em um site de sexo anal. Fui eu quem escrevi o código para criar uma janela em separado e mostrar um anúncio nela. Peço perdão. Juro que nossas intenções eram boas”, escreveu Zuckerman na revista.

O resto do texto você pode ler no site da Atlantic, em uma grande discussão sobre como a internet achou um jeito de faturar com publicidade, que, na visão do pesquisador, deve ser abandonado.

Agradeço ao Davi, amigo e colaborador do seu micro seguro, pela referência a essa notícia.

Fonte: Estadão blog