Baidu vai à Justiça de SP para acusar PSafe de concorrência desleal

psafeO Baidu denunciou a desenvolvedora de softwares PSafe na Justiça de São Paulo, nesta sexta-feira (14), por forjar informações sobre competidores e praticar concorrência desleal. Os desdobramentos do processo podem levar a empresa a sofrer multa superior a R$ 500 mil e ser obrigada a deixar a loja de apps Google Play.

O caso teve origem há duas semanas, quando a desenvolvedora do antivírus móvel PSafe Total, passou a enviar para sua base de usuários uma mensagem de alerta contra um app rival, o DU Speed Booster.

Segundo o Baidu, uma perícia revelou que todas as vezes em que um usuário do app PSafe total tenta instalar a aplicação rival, uma mensagem de alerta o adverte de que o DU Speed Booster é uma aplicação que pode “representar riscos” ao usuário por “pedir permissões excessivas” para fins possivelmente “maliciosos”.

Softwares de antivírus, por natureza, pedem muitas permissões a qualquer sistema operacional em que sejam executados, basicamente porque a função essencial de rastrear vírus exige que o motor de detecção realize checagens em diferentes diretórios. Por este motivo, pode ser compreensível que, por erro, um app gere alertas contra outro que, em tese, deveriam ser eliminados quando se percebe o equívoco. De acordo com perícia realizada a pedido do Baidu, no entanto, o alerta é intencional, e seguido por outras práticas desleais.

Um usuário do PSafe Total, por exemplo, que remova qualquer app de seu smartphone, logo recebe uma “sugestão” para excluir outros apps que, supostamente, são pouco usados. O Baidu descobriu que a recomendação sempre incentiva o usuário a excluir apps da empresa, como DU Speed Booster, DU Battery Saver e Baidu Browser. Estas opções já aparecem “ticadas” para remoção.

Durante um teste realizado pela perícia, um celular Android com vários apps do Baidu frequentemente utilizados e também PSafe Total instalados, teve o aplicativo Angry Birds removido. Na sequência, o PSafe Total recomenda que se excluam também os apps da Baidu e, de quebra, apresenta quantos MB seriam “liberados” da memória do dispositivo.

A ação movida pelo Baidu exige que a PSafe remova os falsos alertas, as sugestões de desinstalação baseadas em falsas premissas e se retrate junto a todos usuários impactados pelas informações desonestas e ofensivas por eles divulgados, além de indenização por perda e danos no valor inicial de R$ 500 mil. O pedido judicial solicita ainda que, de forma cautelar, o app PSafe Total seja removido da loja Google Play, a fim de cessar as perdas em curso contra os apps rivais.

Em nota, a PSafe afirmou não ter recebido qualquer notificação judicial sobre a denúncia e declarou que está à disposição das autoridades brasileiras para quaisquer esclarecimentos necessários: “É com indignação e estranheza que a companhia recebe os ataques feitos pela Baidu, tendo em vista que a Justiça já se posicionou favorável à PSafe em duas liminares por crime de concorrência desleal em um processo movido pela PSafe contra a Baidu no início deste ano”, explica a companhia.

Agradecemos ao Henrique-RJ e ao Paulo Sollo, colaboradores amigos do seu micro seguro, pela referência a essa notícia.

Fonte: Olhar Digital

Justiça obriga Baidu a retirar app da Google Play

disputaUma briga que acontece na China está ganhando um episódio brasileiro. A empresa PSafe anunciou hoje que conseguiu na justiça que o Baidu retire da loja de aplicativos do Google o app DU Speed Booster – que funciona como antivírus e melhora o desempenho do aparelho.

A PSafe alega que o app prejudica a imagem da empresa. O DU Speed Booster, após analisar o smartphone, sugere ao usuário que o PSafe coloca em risco o smartphone do usuário.

A suspensão foi pedida por um juiz da 11ª Vara Cível do Foro Central da Comarca de São Paulo. Ele afirma que o Baidu não cumpriu uma primeira decisão de que o app DU Speed Booster deveria ser regulado para não exibir mais que o PSafe é uma ameaça.

Ele ainda afirma que o Baidu deve inserir uma retratação dentro de seu aplicativo para que os usuários que desinstalar o app possam decidir se querem reinstalá-lo. Não cumprir a decisão pode resultar em uma multa de 100 mil reais por dia.

O app do Baidu, no entanto, ainda se encontra disponível para download. A empresa chinesa afirma que não recebeu nenhuma notificação oficial.

“O Baidu esclarece que seu app de segurança Du Speed Booster não impede que o usuário instale qualquer aplicação que desejar, conforme qualquer pessoa pode verificar ao testar nosso software”, explicou o Baidu em nota a EXAME.com.

“Du Speed Booster, no entanto, pode emitir alertas quando identificar que alguma aplicação está solicitando permissões em excesso para acessar dados pessoais do usuário ou partes sensíveis do sistema operacional.”

Antigos desafetos

Em dezembro de 2013, a PSafe recebeu um aporte de 30 milhões de reais de três fundos. Um deles é o Qihoo 360 Technology, da chinesa Qihoo.

A Qihoo e o Baidu são como inimigos na China, terra das duas empresas. As duas empresas disputam o mercado de buscas no país.

Os CEOs das duas empresas são antigos desafetos. O problema entre eles começou em 2002, de acordo com o site Tech In Asia. Uma diferença entre serviços foi decidida no tribunal na China.

O site afirma que após a decisão – que dava vitória ao Baidu – os dois CEOs quase saíram no tapa nas escadas da corte.

A briga judicial entre a PSafe (empresa que tem investimentos da Qihoo) e o Baidu (que agora atua oficialmente no Brasil) pode ser a primeira de uma longa lista de diferenças que foi trazida ao Brasil.

Agradecemos ao Alexandre por ter colaborado com a referência a essa notícia.

Fonte: Info

Vem aí a disputa entre o Chrome OS e o Windows 10

chromebookOs notebooks com o Windows 10 estarão em uma batalha pesada com os Chromebooks pela liderança de mercado neste ano. Mas não importa quem vencer, as vendas de PCs é que serão as maiores beneficiadas dessa guerra.

Os envios globais de PCs devem cair 3,3% neste ano, uma taxa menor do que o esperado. Para 2016, a previsão é de uma queda de “apenas” 1,8%, graças justamente aos computadores com Windows 10 e Chromebooks, segundo a consultoria IDC. Em 2014, as vendas de PCs caíram 4,7% em relação ao ano anterior.
Segundo a consultoria IDC, disputa entre Microsoft e Google deve esquentar o desaquecido mercado de computadores neste ano após o fracasso do Windwos 8.

O lançamento do Windows 10 pode ter apelo junto às empresas que querem fazer upgrade dos seus computadores, mas deixaram passar o criticado Windows 8, afirma o analista sênior de pesquisas da IDC, Jay Chou.

Isso porque o Windows 10 corrige muitas das reclamações direcionadas ao Windows 8, e sua versão preview já recebeu reviews positivos, de acordo com Chou.

O sistema pode se sair bem no mercado dos EUA, mas é difícil projetar se os consumidores farão o upgrade das máquinas imediatamente, aponta o especialistas.

A adoção dependerá, em grande parte, da estratégia da Microsoft para distribuir o sistema: ou seja, se a empresa vai oferecê-lo como um upgrade gratuito ou irá cobrar por isso. Caso o Windows 10 seja gratuito, as pessoas podem escolher não fazer o upgrade do hardware, diz Chou.

A Lenovo e a Dell já emitiram comunicados positivos sobre o Windows 10, dizendo que os consumidores estão ansiosos para fazer o upgrade para o novo sistema especialmente após o controverso Windows 8.

Um dos principais apelos do Windows 10, aliás, é a volta do menu Iniciar e um foco maior no desktop.

Mas o Windows 10 enfrenta um desafio por conta dos Chromebooks, que são notebooks de baixo custo com o sistema Chrome OS, do Google. Os Chromebooks estão ganhando força, e ajudaram as vendas de PCs no último trimestre de 2014. Esses computadores foram populares principalmente entre estudantes e consumidores durante as festas de final de ano, e devem aumentar seu apelo à medida que mais pessoas migram para a computação baseada na web.

As vendas de PCs totalizaram 80,8 milhões de unidades durante o quarto trimestre, uma queda de apenas 2,1% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Entre todas as máquinas, os notebooks responderam por cerca de 50% a 55% – desse número, entre 4% e 6% eram Chromebooks.

Muitos Chromebooks custam menos do que 250 dólares e são cheios de recursos, o que os torna atrativos.

“Muitas vezes, a qualidade de construção é melhor do que os netbooks que vimos nos anos anteriores”, afirma Chou.

A Microsoft está tentando batalhar com o Chrome OS por meio de uma série de notebooks e desktops de baixo custo que rodam o Windows 8 com o Bing, que é licenciado sem custo para as fabricantes. Esses laptops de baixo custo possuem capacidade mínima de armazenamento e são voltado principalmente para pessoas que não precisam recursos de computação mais pesados, e usam os aparelhos principalmente para navegar na web, acessar redes sociais e armazenar documentos online.

Agradecemos ao Davi, colaborador amigo do seu micro seguro, pela referência a essa notícia.

Fonte: IDG Now!

Microsoft critica Google por ter expor bug em Windows 8.1

microsoft-googleIncômodo da empresa aconteceu porque pediu à gigante de buscas adiar detalhes da publicação do problema antes de lançar a correção no dia 13/1

A Microsoft criticou o Google por ter revelado um bug sério no Windows 8.1 dois dias antes de emitir a correção para o problema, de acordo com informações do site The Next Web.

O Google revelou a falha de segurança neste fim de semana, em razão das regras do Project Zero, projeto de pesquisa de segurança que torna público erros 90 dias depois de informar a empresa afetada. De acordo com a gigante de buscas, a Microsoft foi notificada sobre o assunto em 13 de outubro de 2014.

O incômodo da Microsoft aconteceu porque a companhia pediu ao Google para adiar detalhes da publicação do bug antes de lançar a correção hoje (13/1). No domingo (11/1), o diretor sênior da Microsoft para computação confiável, escreveu em post no blog da empresa que a iniciativa do Google “parece ser menos princípio e mais como ‘pegadinha’”. “O que é certo para o Google nem sempre é bom para os clientes”, disparou.

O pesquisador de segurança do Google Ben Hawkes, por sua vez, defendeu a política de divulgação de 90 dias depois de uma falha de segurança do Windows ter sido revelada. Ele disse que “os prazos de divulgação são atualmente a melhor abordagem para a segurança do usuário – permitindo que fornecedores de software tenham um justo e razoável tempo para exercer o processo de gerenciamento de vulnerabilidades, além de respeitar os direitos dos usuários de aprender e compreender os riscos que enfrentam.”

Agradecemos ao Davi, colaborador amigo do seu micro seguro, pela referência a essa notícia.

Fonte: ITForum365