Estado Islâmico usa Telegram para comunicação

telegramO grupo jihadista Estado Islâmico utiliza um concorrente do WhatsApp para a comunicação. Além da gratuidade e da criptografia anti-vigilância, o Telegram foi escolhido porque tem um recurso de transmissão de mensagens para inúmeras pessoas ao mesmo tempo.

A autoria dos atentados em Paris, bem como a resposta agressiva do grupo aos Anonymous foram publicadas pelos integrantes do Estado Islâmico no Telegram.

Segundo a BBC, o grupo migrou de plataforma principal de propaganda, deixando o Twitter em segundo plano, já que suas contas eram constantemente revogadas. O Telegram informou em 19/11 que irá bloquear mensagens transmitidas pelo Estado Islâmico de acordo com o theguardian.

Os canais do EI no Telegram servem para que os membros do grupo possam trocar tutoriais sobre fabricação de armas e ciberataques, assim como para planejar suas próximas ações, segundo o Instituto de Pesquisa de Mídia do Oriente Médio. A Al Qaeda também utiliza o app.

Seguir o Estado Islâmico no aplicativo é simples e se parece com a ação de adicionar um amigo no Facebook. Qualquer pessoa com uma conta pode entrar no grupo do Estado Islâmico, basta acessar o seu endereço web (URL) e clicar em participar (join). A partir daí, a pessoa começa a receber as atualizações dos jihadistas.

Codificação

As mensagens trocadas por meio do Telegram são codificadas (criptografia) e também podem se auto-destruir. Ao contrário do WhatsApp, restrito à web e a smartphones, o aplicativo é multiplataforma.

Com 60 milhões de usuários atualmente, o Telegram foi criado em agosto de 2013, por Pavel Durov, que também é cofundador da rede social BK, uma espécie de Facebook russo.

“A razão número um pela qual apoiamos e ajudamos a criar o Telegram é que ele foi feito para ser um meio de comunicação que não pode ser acessado por agências de segurança russas”, disse Durov ao TechCrunch. Entretanto, em longo prazo, não se sabe se o Telegram mantém essa política.

Em seu site, ela informa que todas as conversas e grupos são “território privado de seus respectivos participantes e não processamos nenhuma solicitação relacionada a elas”.

O uso de software com criptografia pelo Estado Islâmico é apontado por analistas e oficiais de inteligência como um resultado do que fez Edward Snowden, que vazou uma série de documentos mostrando como o governo dos Estados Unidos vigiava a população. O ex-diretor da CIA James Woolsey disse, em diversas ocasiões, que Snowden tem “as mãos sujas de sangue”.

Contudo, segundo o Ars Technica, mesmo que um aplicativo tenha criptografia ponta a ponta, agências de inteligência podem utilizar técnicas de análise de tráfego para tentar identificar os participantes.

Fonte: Exame

Anonymous diz ter derrubado milhares de contas do EI no Twitter

anonymousO grupo de hackers Anonymous disse nesta terça-feira (17) que mais de 5,5 mil contas no Twitter ligadas ao Estado Islâmico foram derrubadas. A ação acontece um dia após o grupo declarar guerra aos jihadistas, na sequência dos ataques terroristas de Paris.
Os hackers fizeram o anúncio por meio de uma conta na rede social dedicada à operação contra os jihadistas.

“Nossa capacidade de derrubar o Estado Islâmico é resultado direto de nosso coletivo sofisticado de hackers, exploradores de dados e espiões que temos ao redor do mundo. Temos pessoas que são muito, muito próximas ao EI, o que torna a coleta de informações sobre eles e outras atividades relacionadas muito fáceis para nós”, disse Alex Poucher, porta-voz do Anonymous, à agência russa RT.
Nesta segunda-feira (16), o Anonymous divulgou um vídeo declarando guerra ao Estado Islâmico . “Vocês devem saber que vamos encontrá-los”, diz a gravação em francês (veja o vídeo aqui).

O anúncio foi feito por um homem usando uma máscara de Guy Fawkes (um soldado inglês que virou símbolo de rebelião). Ele avisa que o grupo vai lançar a maior operação já vista. “Esperem ataques cibernéticos massivos. A guerra está declarada. Preparem-se.”
No vídeo, o homem afirma ainda que “os franceses são mais fortes do que vocês pensam e vão sair dessa atrocidade ainda mais fortalecidos”. O grupo apresentou condolências às famílias das vítimas.
O anúncio foi publicado no YouTube no último sábado (14), um dia depois dos ataques que deixaram 129 mortos e mais de 350 feridos em Paris.

O Anonymous é um coletivo que reúne voluntários e ativistas pelo mundo. Segundo a revista “Foreign Policy”, depois dos ataques em Charlie Hebdo, em janeiro deste ano, o grupo conseguiu derrubar 149 sites ligados ao Estado Islâmico. Também divulgou uma lista com mais de 100 mil contas do Twitter relacionadas aos terroristas, além de mais de 5 mil vídeos.

Fonte: G1

Grupo hacker Anonimous declara guerra ao Estado Islâmico

anonymousOs ataques terroristas do Estado Islâmico à cidade de Paris, na última sexta-feira, 13, causaram medo e comoção em diversas partes do mundo. O grupo hacker Anonymous anunciou nesta segunda-feira, 16, que vai “caçar” os responsáveis pelos atentados e declarou guerra aos extremistas.

Mas, afinal, de que modo é possível combater terroristas pela internet? O consultou Arthur Cesar Oreana, especialista em segurança e tecnologia da informação, comentou a respeito das possíveis ações que um grupo como o Anonymous pode tomar – e como uma possível “guerra cibernética” pode gerar consequências no mundo todo.

Antes de mais nada, é preciso esclarecer que não é possível prever o que o Anonymous, especificamente, vai fazer contra o Estado Islâmico. O grupo já fez esse tipo de “declaração de guerra” no passado – mais recentemente após o atentado à redação da revista francesa Charlie Hebdo, em janeiro deste ano.

Na época, perfis do Anonymous no Twitter divulgaram uma relação de usuários da rede social que se diziam membros do Estado Islâmico ou faziam propaganda a favor do regime extremista do califado sugerido pelos terroristas. Arthur acredita, sim, que esse é um dos possíveis planos de ação dos hackers.

“Eles podem tirar sites de propaganda do Estado Islâmico do ar, denunciar perfis, mas é difícil elencar quais seriam os alvos. Só estando dentro do grupo para saber seu plano de ação. Mas a promessa deles é caçar terroristas pela internet”, diz o especialista. Segundo ele, porém, é mais provável que essa troca de ataques cibernéticos se limite apenas aos países mais diretamente envolvidos com a crise.

De acordo com Arthur, é pouco provável que um site mantido na Argentina, por exemplo – tendo ele ou não relação com o Estado Islâmico – seja atingido por essa “guerra virtual”. Dada a natureza do Anonymous, portanto, é mais prudente acreditar que esses ataques se limitem a prejudicar o sistema de propaganda dos terroristas, meio pelo qual eles recrutam novos membros na Europa e no Oriente Médio.

Um contra-ataque, porém, é o que pode tornar as coisas um pouco mais sérias. Se o Estado Islâmico encarar o Anonymous como inimigo, é possível que a organização lance uma série de vírus de computador que ataquem indústrias e setores da economia em países ocidentais. Uma estratégia que já foi vista no passado.

“A guerra cibernética é o quinto meio de guerra, depois da guerra na terra, no mar, no ar e no espaço. Já tivemos situações em que um vírus desacelerou o programa de enriquecimento de urânio em um país”, diz Arthur, em referência ao método utilizado para a obtenção de energia nuclear (e também de bombas). “Essa pode ser uma opção para o Estado Islâmico tanto de ataque quanto de contra-ataque. Não há como saber se outros países serão ou não afetados.”

Fonte: Olhar Digital