Trump bane Kaspersky do governo norte-americano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na terça-feira (12) uma lei banindo os produtos da Kaspersky Lab de serem utilizados em instituições governamentais. A decisão vem após longas semanas de discussões sobre a alegada interferência russa na Kaspersky.

A Kaspersky está passou por um escrutínio feito pela justiça norte-americana. Além da “guerra fria política” que a empresa se encontra, materiais confidenciais da NSA (Agência de Segurança Nacional) foram supostamente roubados por um software antivírus da Kaspersky.

A nova lei assinada por Trump exige que a administração do presidente remova os softwares da Kaspersky em até 90 dias

Para refrescar a sua memória: “Segundo o Wall Street Journal, documentos da NSA (Agência de Segurança Nacional) que detalhavam como os Estados Unidos defendem a própria rede de ciberataques foram roubados por hackers russos. Além dos detalhes sensíveis sobre a segurança, o WSJ nota que os documentos também mostram como os EUA invadem redes estrangeiras e até os códigos computacionais usados para explorar e invadir.

Agora, a nova lei assinada por Trump exige que a administração do presidente remova os softwares da Kaspersky em até 90 dias — tanto em redes civis quanto redes militares.

Anteriormente, o CEO da Kaspersky, Eugene, divulgou uma carta dizendo o seguinte

“Como uma empresa privada, a Kaspersky Lab não possui laços inapropriados com qualquer governo, incluindo a Rússia, e a única conclusão a chegar é que a Kaspersky foi pega no meio de uma guerra geopolítica.

Não pediremos desculpas por sermos agressivos na batalha contra malwares e cibercriminosos. A companhia detecta e mitiga de maneira efetiva as infecções de malwares, independentemente da fonte, e vem fazendo isso com orgulho pelos últimos 20 anos — o que sempre nos traz as melhores notas testes de independentes.

Também é interessante notar que os produtos da Kaspersky Lab seguem os restritos padrões da indústria de cibersegurança e possuem níveis de acesso e privilégicos similares aos sistemas que eles protegem, como qualquer outro vendedor de segurança nos EUA e pelo mundo”.

Eles usam a Rússia como argumento para essa briga, disse Eugene.

Fonte: Tecmundo

Governo norte-americano diz Não à Kaspersky

Aparentemente, as recentes rusgas entre os EUA e a Rússia estão se refletindo no mundo da tecnologia e dos negócios. Há tempos, por exemplo, a Kaspersky andava com receio de perder seus contratos junto ao governo norte-americano por conta desse cenário. Agora, o medo da empresa pode ter finalmente se confirmado, já que a companhia foi removida da lista de fornecedores de TI da administração Trump.

Embora por vias oficiais os EUA afirmem que a decisão foi tomada após uma análise aprofundada dos nomes contidos nessa listagem, rumores sugerem que a exclusão da marca sediada em Moscou do rol de parceiros do país tem origens na suspeita que a Kaspersky pode estar envolvida diretamente com ações das autoridades russas. Não há detalhes mais aprofundados a respeito dessas acusações, mas é de se imaginar que a relação seja uma retaliação a supostos episódios de espionagem e manipulação de votos.

O governo norte-americano parece tão decidido nessa medida que, eventualmente, os produtos da empresa podem ser completamente banidos de todas os órgãos públicos dos EUA – algo que deve impactar consideravelmente nos negócios da Kaspersky no Ocidente. A companhia, por sua vez, já afirmou mais de uma vez que “nunca ajudou ou irá ajudar qualquer governo do mundo com seus esforços de ciberespionagem” e chegou a oferecer o código-fonte de seus programas para provar sua inocência.

Trump, no entanto, parece não ter se comovido com a conversa. Por conta disso – e por ainda não ter sido notificada oficialmente da mudança –, a marca russa só pode esperar por novos capítulos e atualizações dessa verdadeira novela que reprisa os tempos de Guerra Fria. Será que a empresa consegue se safar dessa ou vai acabar sendo usada de bode expiatório por ambos os lados dessa discussão geopolítica?

Fonte: Tecmundo

Pentágono ainda usa Windows 95

O Pentágono é a sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, o que nos leva a crer que ele teria diversos recursos tecnológicos de ponta a seu favor. Porém, uma informação que surgiu na rede recentemente revelou que a divisão utiliza alguns sistemas operacionais que estão um tanto quanto ultrapassados.

“Cerca de 75% dos aparelhos que são de controle de sistemas estão no Windows XP ou outros sistemas operacionais que não possuem mais suporte. Vários deles ainda operam com o Windows 95 e 98, mas não há problemas desde que eles não estejam conectados à internet”, revelou Daryl Haegley, gerente do Escritório de Departamento de Defesa para Energia, Instalações e Meio-Ambiente.

Um detalhe importante nessa história é o fato de o Pentágono pagar para a Microsoft continuar oferecendo suporte exclusivo a esses sistemas mais antigos para a execução de algumas tarefas militares. Entretanto, há um projeto para migrar todo esse conteúdo para o Windows 10 ainda neste ano.

Vale mencionar que, ainda assim, os sistemas do órgão de defesa aparentemente se mostram bastante seguros, tendo em vista que de tempos em tempos é realizado o Hack the Pentagon, programa que convida os interessados a testarem as proteções dos sites do Departamento de Defesa.

Fonte: Tecmundo