Roubo de identidades é o líder em fraudes no Brasil

CrackersO mês de novembro de 2015 registrou 153.763 tentativas de fraude conhecida como roubo de identidade, em que dados pessoais são usados por criminosos para firmar negócios sob falsidade ideológica ou mesmo obter crédito com a intenção de não honrar os pagamentos, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraude – Consumidor.

O número representa uma tentativa de fraude a cada 16,9 segundos no país. Em relação a outubro de 2015, quando o indicador apontou 154,193 tentativas de fraude, houve ligeira queda de 0,3%. Em relação a novembro de 2014, houve queda de 12,4%. No acumulado do ano de 2015 foram registradas 1.789.143 tentativas de fraude, queda de 4,4% na comparação com o mesmo período de 2014, quando o número era de 1.870.710.

De acordo com economistas da Serasa Experian, apesar do recuo, a quantidade de tentativas de fraude se mantém num patamar alto, uma vez que a queda está relacionada com a retração da economia neste ano de 2015, que vem desestimulando as pessoas a realizarem mais e novos negócios, diminuindo a quantidade de eventos e de alvos potenciais à atuação dos fraudadores.

A popularização da internet é um dos fatores que contribui para as tentativas de fraudes. O cadastramento em sites de e-commerce não idôneos, promoções falsas que exigem informações pessoais do usuário, além da solicitação de adesões para campanhas teoricamente sérias ou com apelo forte nas redes sociais são a porta de entrada para o fraudador conseguir os dados de suas próximas vítimas.

Em novembro/15, telefonia respondeu por 61.908 registros, totalizando 40,3% do total de tentativas de fraude realizadas, ligeira alta em relação aos 41,0% registrados pelo setor no mesmo mês de 2014. O setor de serviços – que inclui construtoras, imobiliárias, seguradoras e serviços em geral (salões de beleza, pacotes turísticos etc.) – teve 46.928 registros, equivalente a 30,5% do total.

No mesmo período no ano passado, este setor respondeu por 30,9% das ocorrências. O setor bancário foi o terceiro do ranking em novembro/15, com 29.360 tentativas, 19,1% do total, alta em relação ao percentual de novembro/14 (18,8%). O segmento varejo teve 11.896 tentativas de fraude, registrando 7,7% das investidas contra o consumidor em novembro de 2015, alta em relação ao percentual observado em novembro de 2014 (7,4%). O ranking de tentativas de fraude de outubro de 2015 é composto ainda por demais segmentos (2,4%).

Agradecemos ao Davi, colaborador amigo do seu micro seguro, pela referência a essa notícia.

Fonte: Convergência Digital

Identidades e dados pessoais são mercadoria na deep web

crackersVocê já está acostumado a ver notícias que falam sobre o vazamento de informações de usuários por causa de brechas de segurança em grandes servidores. Em um caso recente, crackers invadiram os sistemas do serviço Ashley Madison e vazaram dados pessoais de milhares de pessoas — o que causou bastante pânico em grande parte dos usuários.

Mas você tem ideia do que é feito com os dados que são roubados nesses ataques? Muito mais do que apenas divulgar senhas e nomes, os crackers podem ganhar muito dinheiro com o que conseguem capturar nas máquinas dos serviços. Mas é claro que você nunca vai ver anúncios de venda de dados na superfície. Isso acontece na Deep Web…. Mais especificamente na Dark Web.

Lá — em fóruns e sites que só podem ser acessados com navegação por camadas —, os dados podem ser vendidos por preços que chegam aos US$ 500 em alguns casos. Mas isso só acontece com informações bancárias de relevância e que possam gerar lucros maiores para os compradores. Mas e quando falamos sobre dados individuais?

Valores cada vez menores

De acordo com um estudo da TrendMicro, nesses casos é difícil que os crackers consigam ganhar mais de US$ 1. Por esse preço, estão inclusos informações como nome completo, endereço, data de nascimento, seguro social e outros dados que podem ser usados em fraudes.

Em períodos passados, isso chegava aos US$ 4 ou US$ 5. Hoje, com o grande volume de vazamentos e quantidades imensas de dados disponíveis, os crackers foram obrigados a baixar os preços para que pudessem continuar vendendo.

O relatório da TrendMicro também mostra que dados individuais chegam aos US$ 35, mas para isso é preciso que eles sejam acompanhados de imagens de passaportes digitalizados, licenças de motorista, contas que comprovem residência e outros documentos que possam dar mais força às fraudes na internet.

Agradecemos ao Davi, colaborador amigo do seu micro seguro, pela referência a essa notícia.

Fonte: Tecmundo