Endereços IPV4 nos EUA chegaram ao seu final

ipv4_stockEsgotaram os endereços IPv4 nos Estados Unidos. A ARIN (American Registry for Internet Numbers) não tem mais blocos para atribuir. Agora, só comprando de quem já os tem.

O departamento que gere a distribuição de endereços IP nos EUA (ARIN) declarou nos últimos dias que esgotaram os endereços em IPv4. Há muito que se sabia que condicionalismos tecnológicos iriam obrigar à migração para um protocolo de Internet com maior capacidade de atribuição de endereços. Afinal, os 32 bits do IPv4 só permitiam criar 4.294.967.296 endereços!!!

O crescente número de máquinas ligadas à Internet fez com que a quota de endereços acabasse por esgotar em várias regiões do Globo. Primeiro na Ásia-Pacífico, depois Europa, América Latina e, agora, nos EUA.

A transição para o IPv6 (subsituto do IPv4) obriga empresas e particulares a investir em dispositivos e sistemas que sejam compatíveis com esta norma. Por isso, tal como acontece na Europa desde 2012, os dois protocolos vão ter de manter-se em atividade em simultâneo.

Se achou o número de endereços possíveis dentro do IPv4 uma enormidade, tenha em consideração que o IPv6 usa 128 bits o que pode, em última análise, ter um algarismo em que deve juntar ao número 340, 66 zeros! Sim, são 340 undeciliões.

Para já, nos EUA, quem quiser novos endereços IPv4 vai ter de esperar que alguém os venda. Ou seja, pode ser uma oportunidade de negócio para alguns.

Agradecemos ao Davi, colaborador amigo do seu micro seguro, pela referência a essa notícia.

Fonte: Exame Informática

Tempo se esgotando: estoque de IPV4 próximo do seu final

ipv4_stockUm problema com a organização da internet poderá causar a falta de IPs no mundo, ou seja: não haverá lugar suficiente para que todas as pessoas se conectem ao mesmo tempo e esse dia está cada vez mais próximo.

Um número de IPv4 é dividido em 4 partes, que vão de 0 a 255, fazendo com que o menor seja 0.0.0.0 e o maior, 255.255.255.255. Isso faz com que existam, ao mesmo tempo, 4,2 bilhões de IPs conectados pelo mundo, menos do que as 7,1 bilhões de pessoas existentes. O número de IPs diminui, ao se considerar que cada país tem separado um numero finito de IPs para a utilização, divididos entre suas operadoras.

O aumento no número de smartphones e computadores conectados o tempo todo (nos últimos 10 anos, o número de IPs utilizados cresceu 1,7 bilhão) contribui para o problema, que pode ter algumas soluções.

A primeira delas é a utilização de CGN, uma espécie de roteador, mas em escala maior. Isso faria com que uma provedora de internet pudesse utilizar um IP e dividi-lo entre vários usuários. No entanto, isso tem alto custo de implementação, devido ao hardware, e aumento na complexidade das conexões, o que diminuiria o desempenho da comunicação.

Outra solução é a adoção do IPv6, um protocolo novo que tornaria possível a conexão de um número essencialmente infinito de computadores (340.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000 máquinas, aproximadamente) eliminando de vez o problema. O problema é o que o IPv6 não é compatível com o IPv4, ou seja: isso criaria duas redes separadas, impedindo que uma se comunicasse com a outra. Há uma necessidade real de que o mundo passe a utilizar o novo padrão, mas pouco tem sido feito em termos de incentivo. Se essa mudança não for realizada logo, em algum momento, ao tentar se conectar à internet, seu computador poderá simplesmente dizer “A internet está cheia, tente mais tarde”.

Agradeço ao Davi, amigo e colaborador do seu micro seguro, pela referência a essa notícia.

Fontes: Olhar Digital e Ars Technica

IPV6 no Brasil está atrasado, o que pode gerar sérios problemas

IPV4-IPV6Haverá problemas de conectividade na Internet com o esgotamento dos endereços IPv.4 e o atraso na migração para o IPv.6 no Brasil, adverte a empresa A10 Networks, focada em aplicações de rede. No país, o esgotamento dos endereços IPv.4 está previsto para esse primeiro semestre de 2014.

Segundo a A10 Networks, no Brasil, desde agosto do ano passado, a escassez do IPv.4 se agravou no país, uma vez que houve um aumento significativo no consumo de domínios alocados, totalizados em 3.277.560. E a situação só tende a piorar, uma vez que a tendência é de crescimento contínuo, tanto em função da popularização do uso da internet no País, que ultrapassou, segundo o Ibope Media, os 100 milhões de usuários no primeiro trimestre de 2013, como em função do aumento do uso de jogos na rede e de dispositivos móveis como tablets e smartphones para acessar a web.

A A10 Networks adverte que – enquanto a maior parte do mundo utilizará a versão seis do protocolo da internet (IPv6) para o desenvolvimento de aplicativos, que são a base de todos os serviços na web – no Brasil, a maioria das organizações ainda usará a versão 4, o que vai gerar dificuldades para utilizar determinados recursos, lentidão, paradas repentinas, e até mesmo, haverá o risco de ficar sem acesso aos novos portais e serviços.

Isso porque, explica a empresa, para rodar em IPv6, todos os links da rede precisam utilizar esta versão do protocolo IP. A A10 Networks salienta ainda alguns pontos que ajudam a entender melhor o assunto: o IPv4 e o IPv6 não são compatíveis entre si; o IPv6 não foi projetado para ser um complemento do IPv4; para ter o IPv4 e o IPv6 na mesma estrutura são necessários ferramentas e mecanismos de coexistência e integração e existe um legado no IPv4 que não pode simplesmente ser deixado para trás.

Agradeço ao Davi, amigo e colaborador do seu micro seguro, pela referência a essa notícia.

Fonte: Convergência Digital