País líder em ciberataques no mundo é uma surpresa

Se alguém pergunta qual país lidera o ranking dos ciberataques do mundo, é bem provável que você responda China, Rússia, Estados Unidos ou Coreia do Norte, certo? Por incrível que pareça, porém, você está errado se acredita que a resposta é um desses quatro. De acordo com a Check Point Software Technologies, este país é a Singapura.

E segundo a empresa israelense que fez esse levantamento, o país do sudeste asiático alcançou este posto apenas duas semanas depois de chegar ao top 5 dos países que mais realizam esse tipo de ação. A grande questão, porém, é que nem todos os ataques identificados com origem de Singapura de fato têm a sua origem lá.

A explicação para isso, segundo a Check Point, é que o país é um importante hub por onde passa o fluxo da internet de vários outros países da região. Essa situação torna comum que Singapura figure sempre entre as principais origens de ataques virtuais do mundo e por vezes venha a ocupar essa posição inglória no ranking.

Para evitar grandes problemas devido à sua importância comercial e tecnológica, o país asiático vem levantando inúmeras defesas para se proteger. O país já conta com uma agência governamental especializada em segurança digital e, neste ano, o governo criou uma força específica para proteger as redes das Forças Armadas de Singapura de ataques virtuais.

Fonte: Tecmundo

 

Cuidados importantes que os pais precisam ter nas redes sociais

redes-sociaisEnquanto eu crescia, meus pais me envergonhavam com frequência na frente de futuras ex-namoradas e amigos ao mostrar fotos de quando eu era pequeno.

Naqueles tempos, fotos espontâneas, caretas e atos bobos aleatórios eram capturados em toda sua esquisitice. Cuidadosamente guardadas pelos pais, compondo o álbum de fotos para ser compartilhado a qualquer momento.

Atualmente, estamos conectados à web o tempo todo e nossas fotos são instantaneamente compartilhadas. Os grandes álbuns do passado também foram digitalizados.

Como um profissional de social media (e pai) que passa muito tempo nas redes sociais, me surpreendo com o quanto as pessoas se esforçam para parecerem mais legais online e como temos material para atormentar nossos filhos no futuro.

No fim, as mídias sociais tornaram mais fácil o compartilhamento de nossas vidas, momentos e memórias com nossa rede de amigos. O lado negativo é que com esse compartilhamento facilitado, nós não pensamos por um segundo com quem estamos de fato fazendo isso.

1. Não deixe seu perfil público

Levante a mão quem quer aquele cara bizarro do fim da rua vendo as fotos da sua filha. Ninguém, certo?

No entanto, se seu perfil do Facebook ou Instagram está público, você está convidando todo mundo na internet. Deixar seu perfil público não é só uma estupidez, mas também uma irresponsabilidade.

O nível de privacidade em redes sociais é opção pessoal. Ajuste suas opções de modo a oferecer acesso unicamente para aqueles com quem realmente tem uma conexão. Também pode alterar a privacidade de cada publicação de modo a gerenciar o que cada pessoa pode ver e tome cuidado extra com seus filhos.

Enquanto fotos vergonhosas podiam ser usadas contra nós em grupos limitados, fotos atuais podem ser usadas contra nossos filhos no futuro por qualquer um que esteja na nossa rede de amigos.

Claro que aceitamos os termos desse serviço, mas e nossos filhos? Como pais (bem como amigos e parentes), precisamos analisar o que publicamos por uma perspectiva mais ampla, parando de publicar conteúdos que podem voltar para assombrar nossos filhos no futuro. Por isso, destacamos especialmente estas seis coisas.

2. Não compartilhe fotos do filho de alguém

Uma das minhas maiores cismas é quando pessoas tiram fotos em grupo e as compartilham nas redes sociais. Os pais tem o direito de saber quem pode ver e comentar as fotos de seus filhos. Se preferem manter os filhos fora das redes sociais (como muitos colegas), é o direito deles como pais, não seu.

Pessoalmente, me incomoda bastante quando um familiar publica fotos dos meus filhos e alguém que não conheço comenta. Sinceramente – não conheço você, por que está comentando na foto dos meus filhos? Inclusive já conversei com alguns familiares e até postei comentários bruscos direcionados a pessoas que disseram algo que julguei fora da linha.

Vivemos em um mundo estranho; nunca pode-se ter certeza das intenções de uma pessoa ou de suas situações pessoais. Você realmente quer ser a pessoa que dá a dica da localização de uma família que está se escondendo de um familiar abusivo?

3. Não crie um perfil para o seu filho

Tive de excluir uma mulher do Facebook. A razão foi que ela criou um perfil para seu filho e o marcava constantemente em seus posts. Existe uma razão pela qual você precisa ter uma idade mínima para criar um perfil na maior rede social do mundo.

Fora toda a questão da segurança, as crianças deviam decidir se elas querem ou não fornecer suas informações para um aglomerado publicitário.

4. Mantenha privados os banhos de seus filhos

Por mais que seus filhos façam coisas bonitinhas enquanto tomam banho na banheirinha, é algo que deve ser mantido no espaço privado.

Você não quer pessoas vendo suas partes íntimas. Seus filhos também não. Não é porque eles tem mini-partes que você deve expô-las ao mundo.

Existe gente realmente doentia pelo mundo que paga para ver esse tipo de foto. Como adultos responsáveis, devemos cuidar da privacidade de nossos filhos.

5. Não castigue nas redes sociais

Na Internet, já foi popular dar bronca em cachorros. As pessoas achavam engraçado e as publicações conseguiram tantas curtidas, compartilhamentos e comentários que alguns decidiram fazer o mesmo com seus filhos. Como forma de envergonhá-los publicamente por terem feito algo de errado, os pais postavam fotos das crianças segurando um cartaz ou sendo publicamente disciplinadas.

Algumas pessoas riam. Outras comentavam. Quem postou atingia o objetivo. Já a criança tinha sua travessura compartilhada com pessoas que talvez nunca conheça, o que implica incerteza na ocorrência ou não da vergonha do castigo.

Nenhuma lição foi ensinada. Esse vídeo se tornou viral nesse tópico, mas não pela razão que você imagina. Resume tudo muito bem.

6. Ciberbulllying

Enquanto eu crescia nos anos 80 e 90, havia valentões. Todo mundo sabia quem eram e que deviam ser evitados. Como a maioria das nossas atividades foram movidas para a internet, perdemos a humanidade que nos concedia um filtro antes de dizer certas coisas horríveis. Parece que não passamos uma semana sem ouvir sobre como ciberbullying levou alguém ao suicídio.

Assim como os valentões de antigamente, os de hoje se alimentam de medo e manipulação, aliado a mentalidade de grupo podem transformar em algo “legal” zoar o gordinho da rua.

Um colega de trabalho contou-me de uma situação na qual um executivo estava apresentando na escola do filho. Quando a tela do computador foi projetada, havia uma foto embaraçosa do filho como papel de parede, que fez com que os colegas de classe rissem.

Nesse ponto, dá para imaginar que essa apresentação se tornou algo diferente pra criança. Mesmo numa classe de no máximo 30 crianças, ainda machuca.

Como seres humanos em desenvolvimento, as crianças nem sempre tomam as melhores decisões. Se aquela foto estivesse online, o tormento e a vergonha seriam bem piores.

A lição aprendida pelo executivo é que devemos ter cuidado em oferecer munição para pessoas machucarem nossos filhos ou envergonhá-los no futuro, a não ser que você possa controlar a plateia -mas sendo sincero, não conseguimos controlar a internet.

Todo mundo tem o direito de escolher como criar seus filhos. Nosso pedido é que você pense sobre o futuro e a falta de segurança nas redes sociais.

Fonte: Kaspersky blog

Pais, prestem atenção aos games dos seus filhos

games_riscoParece que hoje em dia todas as coisas podem ser conectadas à Internet. Apesar dessa realidade já não ser novidade há algum tempo, novos dispositivos conectados surgem a cada dia. Será que os pais realmente sabem ou entendem quais aparelhos presentes em suas casas são habilitados para se conectar à Internet? E qual a implicação disso para a educação e bem estar de seus filhos?

Com uma média mundial de 5,7 equipamentos conectados por casa nos dias atuais (o que é mais do que a média de pessoas por casa), é importante prestar atenção à tecnologia a qual estamos submetendo nossos filhos. Isso inclui alguns dos aparelhos que nossos filhos mais amam (e que muitos pais odeiam) – sim, os videogames!

Em algum momento recente da história, grande parte das famílias colocou os consoles de games na lista de tecnologias de entretenimento em suas casas, geralmente sem considerar os conteúdos que podem ser acessados por esse aparelho ou o fato de que se trata de um dispositivo que pode ser conectado à Internet.

Vou contar minha própria experiência aqui – joguei recentemente o FIFA 2014 (indicado para maiores de três anos) com o meu filho, e enquanto esperávamos pelo carregamento do jogo começamos a ouvir a música de fundo. Fiquei surpreso ao perceber que a música continha linguagem inapropriada para menores de idade. Parecia apenas um inocente jogo de futebol, mas me chamou a atenção de uma forma totalmente diferente. Não é possível saber se a música foi colocada lá pelo jogo ou pelo console, mas nesse momento isso nem é o mais importante. Seria, sim, fundamental, que os responsáveis filtrassem esse tipo de conteúdo de acordo com a idade indicada para o jogo.

Claro que você pode, e deve, restringir certos aparelhos e acessos. Os fabricantes de jogos mais respeitados do mercado oferecem ferramentas de controle parental que você precisa conhecer e saber operar para manter seus filhos protegidos. Aqui está minha lista de configurações de segurança em quatro dos mais populares consoles à venda atualmente:

Sony PlayStation 4

O PS4 tem opções de configurações no menu principal, na linha superior. Ali, você verá a opção ‘Parental Controls’. Quando você ligar essas configurações ele te pedirá para atribuir um PIN de quatro dígitos para que você possa ativar as restrições instaladas. Se você tem filhos em idades diferentes, uma solução é configurar o ‘Sub-account Management’, que ativa diferentes níveis de restrições para cada um de seus filhos ou de grupos de idades. Mas na verdade, é mais fácil que todas as crianças dividam o mesmo perfil.

Sony PlayStation 3

O modelo mais antigo da Sony, o PS3, tem uma seleção de configurações (um pouco limitada, é verdade) em uma escala, mas ela faz apenas o trabalho básico. No menu principal você pode selecionar ‘Configurações’, e então ‘Configurações de Segurança’ e configurar o nível que você deseja definir. Você também pode desligar o navegador do PS3 se achar necessário – basta ativar isso no menu de configurações do próprio navegador.

Xbox One

A última versão do console da Microsoft tem suas características de segurança em um lugar semelhante: apenas siga as etapas ‘Configurações’, ‘Privacidade e segurança Online’ e então ‘Restrições de Conteúdo’. Aqui você poderá customizar os controles de segurança de acordo com o Entertainment Software Rating Board (ESRB) – o padrão de classificação da indústria para jogos – nas seguintes categorias: Primeira infância, todas as idades, todas as idades 10+, adolescentes, apenas adultos. O Xbox também oferece uma gama de configurações adicionais para que você possa ‘trancar’ certos aspectos dos jogos como compartilhamento de conteúdos, aplicativos, acesso a vídeos e trailers promocionais.

Xbox 360

O modelo mais antigo do Xbox tem opções mais limitadas de proteção, mas permite a configuração de acordo com as categorias (como descrito acima) pelo caminho ‘My Xbox’, ‘Configurações de família’.
Essas configurações podem te trazer um pouco mais de tranquilidade, mas fique atento: alguns jogos podem não ser reproduzidos após essas definições de restrições. Todos os jogos que têm indicação de idade acima da bloqueada não serão executados.

É importante que você esteja ciente do conteúdo que você está deixando seus filhos jogarem. A indicação de faixa etária é um guia tanto para você quanto para o seu filho. Embora você possa pensar que o conteúdo de um jogo é apropriado, na verdade você não sabe o que eles estão vivenciando de fato.

Meu conselho é: tome decisões bem embasadas, em vez de decisões baseadas na pressão que seus filhos irão fazer por jogar o game mais moderno do momento sem nenhuma restrição. Você, como pai, é responsável pela educação e proteção de seu filho, não seja negligente com isso, mesmo com o que pode parecer um simples lazer.

Agradeço ao Davi, amigo e colaborador do seu micro seguro, pela referência a essa matéria.

Fonte: AVG Winco

Tipo de ataque muda conforme o país

A cultura influencia diretamente na forma como interagimos na vida pessoal e no modelo de negócio das empresa e essa regra não é diferente quando o assunto é cibercrime. Raphael Labaca, especialista em educação e pesquisa do laboratório de segurança da Eset na América Latina, expõe os aspectos regionais dos ataques – ou, ao menos, tentativas de ataque – no mundo cibernético.

Sobre diversidade cultural, Labaca entende bem. Filho de uruguaios, o brasileiro (sim, brasileiro), já morou na Alemanha e está sediado, atualmente, na Argentina. Dividido entre os países, o jovem executivo vê, de perto, o movimento das ameaças no mundo. Sua visita em Outubro ao Brasil, por exemplo, ocorreu exatamente para a apresentação em universidades de métodos de segurança na web.

No caso da América Latina, Labaca explica que a principal dificuldade ainda é em relação à punição dos envolvidos. “A região não é muito exemplar”, comentou, explicando que o processo investigativo está mais apurado do que o punitivo, já que não há um código penal que tipifique cibercrime. A Câmara Federal brasileira, por exemplo, aprovou em maio último projeto de lei que tipifica crimes de internet, o Projeto de Lei 2793/11. O documento ainda precisa passar por outras instâncias, até chegar à sanção presidencial, para se tornar lei, mas já foi tido, por especialistas, como desatualizado.

Abaixo, a lista de “etiqueta” dos crimes cibernéticos, conforme a região:

Rússia: um crime muito comum na Rússia é o sequestro de computadores. Hackers invadem as máquinas e tomam seu domínio e exigem um pagamento em dinheiro para conceder à vítima uma senha que lhe permitirá fazer o login no PC e acessar novamente seus arquivos. “A senha é enviada por SMS”, explicou Labaca. Segundo o executivo, esse crime é comum naquela região por conta da interação entre os países após a extinção da União Soviética, em 1991.

China: a nação, conhecida por exportar toda a sorte de produtos com produções em alta escala, mantém, de certa forma, o comportamento quando o assunto é malware. “A China é um grande fabricante de malware, mas o curioso é que os ataques não são voltados, normalmente, para usuários chineses”, contou. O especialista explicou que o idioma é um dos motivadores deste movimento: quase que exclusivamente é preciso ser chinês, ou ao menos compreender o mandarim, para conseguir criar uma ameaça para esse público. Porém, basta saber inglês para atingir qualquer usuário do mundo, independentemente de sua localização. Os ataques em inglês, portanto, acabam por ser mais efetivos. “Isso não significa que não há ataques na China. Há sim, e muitos. Mas vemos essa particularidade por lá.” É importante lembrar, ainda, que a identificação da origem dos ataques se dá pelos servidores contaminados. E que, apesar de eles estarem na China, não significa que foram criados por chineses.

Brasil: a população com acesso a bancos no Brasil é maior do que o número total de habitantes de muitos países do continente. Por esse motivo, nada mais natural do que haver um grande número de ameaças voltadas especificamente para o setor bancário no País. Desta forma, um grande mercado para o cibercrime, no Brasil, é o financeiro. Ele pode vir de duas formas: via spam, onde o usuário recebe um e-mail, teoricamente de seu banco, pedindo que ele atualize diversas de suas informações cadastrais, sob risco, em caso negativo, de ter sua conta cancelada, ou via um cavalo de troia, um malware instalado dentro do computador que redireciona a URL quando a pessoa digita no browser o endereço do banco. Em ambos os casos, a pessoa é levada a um ambiente falso, mas idêntico ao seu bankline. Fica a dúvida: as pessoas ainda caem no golpe do e-mail do banco? “Não é porque algumas pessoas, especialmente as que lidam sempre com tecnologia, já conhecem essa ameaça, que todas conhecem. Existe no Brasil uma parcela muito grande da população que começa agora a entrar na internet”, lembrou Labaca.

Europa: muito comum nos países da Europa são os falsos antivírus. Conhecidos como Rogues, são gifs que aparecem no browser durante a navegação informando que seu computador esta infectado. O usuário aceita fazer uma verificação em sua máquina para entender qual o seu nível do problema. “É muito fácil de desconfiar dele: ele faz o ‘scan’ em sua máquina em um período muito rápido, cerca de 15 segundos. Impossível”, contou o analista. Após identificar, por exemplo, que 70% do computador está infectado, o sistema oferece ao usuário corrigi-los, mediante a compra de um serviço. O serviço, claro, não existe, e a pessoa paga por nada.

América Latina: ataques bancários também são algo comum na AL. Diferentemente dos casos direcionados do Brasil, que tem uma grande população, a facilidade aqui está na língua. Se um banco está presente em diversos países da região, com a língua espanhola como idioma oficial, fica fácil ter um retorno grande se o ataque for direcionado dentro desse perfil. Além disso, a criação de botnets (redes zumbis de computadores) a partir de pendrives infectados são ações extremamente comuns em países como Chile, Peru e Argentina. O Brasil foi analisado em separado porque, além de ser uma das maiores economias da região, é o único país da região que fala Português. E o domínio é uma das principais ferramentas dos ataques.

Estados Unidos: grande e plural, os Estados Unidos abrem espaço para todo tipo de ameaça. Cavalos de Troia, invasões financeiras, Rogues… toda sorte de ataque ocorre por lá. O motivo é o tamanho da economia e, claro, o alto uso da da internet pela população.

Labaca deixou claro que o fato de cada país despontar uma tendência mais comum de ataque não restringe o tipo de ocorrência. O malware as a service, por exemplo, que é a modalidade de pay per use para o aluguel de botnets com intenção de ataques de spam e DDOS (distributed denial-of-service). “Não é possível restringir, mas com certeza existe um comportamento mais comum”, finalizou.

Agradeço aos amigos e colaboradores do Seu micro seguro, Davi e Lucas, pela referência a esta notícia.

Fonte: itweb