WeChat é um perigo: fuja dele!

O que muita gente já suspeitava finalmente foi confirmado no finalzinho desta semana: um dos principais mensageiros instantâneos da China repassa mesmo os seus dados para o governo do país. A descoberta foi feita graças a uma atualização dos termos de privacidade do WeChat.

De acordo com o portal The Next Web, a nova versão do documento deixa claro que o aplicativo pode “reter, preservar e divulgar suas informações pessoas por um longo período de tempo” por conta de uma série de fatores.

Com isso, o serviço pode expor nome, contatos, email e até localização do usuário com terceiros: para cumprir ordens judiciais ou colaborar com pedidos do governo; sempre que a empresa acreditar que alguma lei ou regulação local tiver sido quebrada; e com o objetivo de proteger os direitos e a segurança da empresa, de parceiros ou dos próprios clientes do app.

A suspeita é que, até agora, a Tencent – dona do WeChat – já fazia esse tipo de papel mesmo sem alertar aos internautas, basicamente passando por cima da privacidade alheia para auxiliar as autoridades chinesas na sua luta por manter a internet do país cada vez mais fechada e controlada.

Fica a dica

Enquanto na China os usuários não têm muitas alternativas ao programa, quem mora em outras localidades pelo mundo e se preocupa para a segurança dos seus dados pode preferir a utilização de outros mensageiros no celular.

Fonte: Tecmundo

Camuflado em apps, malware infectou milhões de Androids

Mais uma vez, uma enorme quantidade de donos de Androids foi afetada por softwares maliciosos escondidos na Google Play Store. De acordo com pesquisadores e especialistas da agência Check Point, entre 1 milhão e 4,2 milhões de downloads do malware foram realizados diretamente na loja oficial da Google.

No total, mais de 50 apps infectados já foram removidos da Play Store. Este malware, que está sendo chamado de ExpensiveWall, é apenas uma variação de outros arquivos maliciosos já vistos anteriormente. Desta vez, o nome foi dado em “homenagem” ao tipo de golpe aplicado às vítimas.

Modo de ação

Escondido em apps gratuitos (para downloads de papeis de parede, além de softwares de edição de imagens e vídeos), o ExpensiveWall faz com que os dispositivos afetados se conectem a serviços pagos ou então sejam responsáveis pelo envio de mensagens falsas — tudo isso às custas da vítima, é claro.

Reprodução/Check Point

De acordo com a CheckPoint, a Google foi notificada sobre o ExpensiveWall no começo de agosto. Logo em seguida, os apps foram removidos da Play Store. Porém, há a denúncia de que mais apps falsos com a mesma finalidade continuem sendo disseminados pela loja, ultrapassando até mesmo as fronteiras do “Play Protect”.

Ainda segundo a mesma fonte, é possível que os celulares que realizaram os downloads dos apps infectados ainda estejam vulneráveis, mesmo que os aplicativos tenham sido excluídos.

Fonte: Tecmundo

Falha expõe dados de 143 milhões de usuários nos EUA

Uma falha de segurança resultou no possível vazamento de dados de mais de 143 milhões de pessoas nos Estados Unidos. O problema ocorreu na Equifax, uma das maiores companhias de serviço de proteção ao crédito do país, espécie de SPC/Serasa de lá. De acordo com a própria empresa, os dados expostos incluem número de seguro social e de carteira de motorista e também a data de nascimento dos consumidores.

O problema foi identificado no dia 29 de julho deste ano e, de acordo com a Equifax, foi explorado por criminosos desde a metade de maio a fim de obter acesso a determinados arquivos. E a falha resultou em uma situação ainda mais grave para uma porção menor de pessoas: 209 mil números de cartões de crédito e dados de identificação pessoal de 182 mil pessoas também foram vazados.

Ainda de acordo com a Equifax, o problema pode ter ultrapassado as fronteiras dos Estados Unidos e possivelmente alguns consumidores do Reino Unido e do Canadá também correm risco de terem seus dados expostos.

Maior vazamento de dados sensíveis da história

Após este que é o maior vazamento de dados sensíveis da história, atingindo quase 50% da população total dos Estados Unidos, a Equifax divulgou um comunicado pedindo desculpas aos consumidores. A companhia, que detém dados de mais de 820 milhões de consumidores de vários países, afirmou ter contratado uma empresa de segurança para investigar o vazamento e também que vai levar o caso para a Justiça.

Fonte: Tecmundo

Brasileiros: altamente preocupados com sua segurança na rede

Os brasileiros relataram um alto nível de preocupação com roubo de identidade e fraude bancária, com 72% dos entrevistados indicando séria apreensão, de acordo com o Unisys Security Index, que pesquisou consumidores no mês de abril de 2017 em 13 países ao redor do mundo. O estudo global avalia o comportamento de pessoas em uma ampla gama de questões relacionadas à segurança.

Os níveis mais altos de preocupação relatados pelos brasileiros estão nas áreas de roubo de identidade e fraude bancária, com 72% dos participantes apontando uma séria apreensão (entre “muito” e “extremamente”) sobre as duas questões. A maioria das pessoas (69%) também indicou temer ataques de hackers e vírus cibernéticos.

Grande parte dos entrevistados também estavam muito preocupados com a segurança das transações online (62%), segurança pessoal (61%), capacidade de cumprir com as obrigações financeiras (52%), segurança nacional (52%), além da preocupação com desastres e epidemias (51%).

A pesquisa também identificou uma queda notável na preocupação com a Segurança Nacional, com 52% das pessoas seriamente preocupadas, na comparação com as 80% registradas na última edição do estudo Unisys Security Index, realizado em 2014.

No Brasil, o índice total é 189 pontos em uma escala de 0 a 300, considerado um alto nível de preocupação e apenas dois pontos acima do índice brasileiro de 2014. No mesmo período, os números para México e Colômbia aumentaram 13 e 18 pontos respectivamente. O resultado dos Estados Unidos teve um aumento de 46 pontos; do Reino Unido, 41 pontos; da Austrália, 51 pontos e da Holanda, 59 pontos. Mundialmente, o índice aumentou 30 pontos, saltando de 143 para 173.

O estudo também revela que os níveis de preocupação com a segurança dos brasileiros são maiores entre mulheres e adultos de 25 a 34 anos, este último na comparação com aqueles com mais de 55 anos. Além disso, os que têm menor renda são mais preocupados com segurança do que aqueles com maior poder aquisitivo.

Leonardo Carissimi, diretor de Soluções de Segurança da Unisys na América Latina, explica que atualmente trabalhar apenas não prevenção de segurança não é mais suficiente, uma vez que sempre surgem ataques imprevisíveis.

Por isso ele recomenda às empresas adotarem a tática de detectar e responder e trabalhar com cyber treath intelligence, predição, micro-segmentação e biometria para proteção das informações. “Prevenir é importante, mas não é mais suficiente para garantir a continuidade dos negócios”, diz.

Security Index: 10 anos

A Unisys Corporation lançou o Unisys Security Index em 2007 para oferecer uma estatística robusta e uma análise contínua sobre o tema. O índice abrange a mudança de atitudes, ao longo do tempo, sobre oito áreas de segurança em quatro categorias: segurança nacional e desastres/epidemias, para o índice da Segurança Nacional; fraudes bancárias e obrigações financeiras, para Segurança Financeira; cyber vírus/hackers e transações online, para a Segurança na Internet; e no índice de Segurança Pessoal, o roubo de identidade e segurança pessoal.

A Unisys Security Index 2017 é baseada em entrevistas online realizadas entre 6 e 18 de abril de 2017, com uma amostra representativa de cada nacionalidade de mais de 1.000 participantes adultos dos seguintes países: Argentina, Austrália, Bélgica, Brasil, Colômbia, Alemanha, Malásia, México, Holanda, Filipinas, Reino Unido e Estados Unidos. Em cada índice nacional, a margem de erro é de 3.1%, para mais ou para menos, em um nível de confiança de 95% no índice geral, esse valor é de 0.9%.

Fonte: ti inside

WhatsApp pode não estar protegendo totalmente os seus dados

Se você tem um smartphone, é bem provável que tenha o WhatsApp instalado. O aplicativo adicionou nos últimos meses a encriptação de ponta a ponta como camada extra (e necessária) para a segurança de seus usuários. Contudo, algumas indicações vazadas na internet mostram que o WhatsApp não está protegendo a sua privacidade de maneira completa: endereços privados de IP são visíveis para servidores externos.

Outros sites ainda sabem quem você é (o IP é o ‘endereço’ do seu dispositivo) e o horário que acessa o link.

Isso significa que o protocolo fica visível em servidores que não são do WhatsApp. Assim que você compartilha links de outros sites dentro do aplicativo, os servidores e os bots do WhatsApp agem para garantir a integridade dos dados referentes ao link — isso para garantir se o domínio não é falso ou malicioso. Caso você se lembre, quando um link é compartilhado, um “preview” da página é mostrado na tela de conversa, com uma imagem e o título de uma matéria, por exemplo.

O problema acontece nesta tarefa — também chamada de ping, baseado no protocolo ICMP. Ao partir para um domínio fora do WhatsApp, é necessária uma conexão que inclui o IP do usuário. Então, os sites estão conseguindo enxergar este IP privado. Ou seja: servidores de outros sites ainda sabem quem você é (o IP é o ‘endereço’ do seu dispositivo) e o horário que acessa o link.

Fonte: Tecmundo

Site expõe publicamente dados privativos de usuários

O quanto preocupado você ficaria se o seu telefone, e-mail e endereço pudessem ser consultados por qualquer pessoa na internet? Pois é esse tipo de informação que o site Telefone.Ninja oferece gratuitamente a qualquer um que fizer uma pesquisa em sua base de dados.

Para consultar os dados basta digitar o nome completo da pessoa. Apesar de ser gratuito, o site permite um número limitado de buscas. Após dez pesquisas, ele informa que o usuário estourou seu limite de buscas gratuitas. “Por favor, aguarde alguns dias para ter seu acesso liberado novamente”, informa o Telefone.Ninja.

Será que a divulgação desse tipo de informação pode ser considerada um crime? Depende da base de dados utilizada, segundo Renato Opice Blum, professor-coordenador do curso direito digital do Insper.

“Se o site utilizou dados públicos, não é crime. A informação sobre endereço, por exemplo, pode ser consultada no cartório, é um dado público”, afirma Opice Blum.

Por outro lado, se a base de dados não for pública, pode haver indícios de crime. “Com as informações disponíveis, não é possível afirmar que existe uma ilegalidade. Hoje, as pessoas deixam informações pessoais em diversos formulários”, diz o especialista.

Uma coisa é certa: os dados informados estão desatualizados. Opice Blum consultou seus próprios dados no site. “Foi informado um endereço antigo e um telefone que não uso mais.”

Outro indício de que as informações estão velhas é que os telefones divulgados estão com oito dígitos. “Hoje, a maioria dos telefones tem nove dígitos”, afirma Fabio Assolini, analista de segurança na Kaspersky Lab.

Ele pesquisou o Telefone.Ninja para verificar se o site estava sendo usado para contaminar o computador ou celular das pessoas que fizessem pesquisa nele. “O site não possui nenhum script malicioso, nada que possa infectar o computador.”

Assolini descobriu também que o site está hospedado em Budapeste, na Hungria. “Isso acontece porque dificulta um pedido para tirar o site do ar. Se ele estivesse hospedado no Brasil, ficaria mais fácil derrubá-lo.”

Segundo ele, o dono do Telefone.Ninja possui outros domínios de pesquisa de dados: o CPF Ninja e o CNPJ Ninja. “O CPF Ninja não está em operação, mas o CNPJ Ninja está no ar.”

Assolini diz que o Telefone.Ninja não é o único site que expõe dados pessoais das pessoas. O Tudo Sobre Todos chegou a ser alvo de investigação do Ministério Público em 2015. “Esse site continua no ar. É só fazer uma busca. A diferença entre o Telefone.Ninja e o Tudo Sobre Todos é que o primeiro é de graça e outro cobra.”

Se o Telefone.Ninja não cobra, como ganha dinheiro então? Assolini afirma que é pela venda de anúncios. “Quanto mais pessoas entrarem no site, mais o site vai ganhar. Nada impede que no futuro ele passe a cobrar pela pesquisa de dados.”

Investigação

Para o procurador da Justiça do Núcleo de Suporte a Investigação de Delitos Cibernéticos do Ministério Público de São Paulo, Paulo Marco Ferreira Lima, uma investigação pode ser aberta sobre o caso, pois o servidor comete “crimes comuns”, apesar da carapuça cibernética.

“As informações dos bancos de dados foram obtidas por meio de hackeamento ou via um insider [alguém de dentro das empresas que possuía os dados] ou ainda por spam”, afirma Lima.

Essa conduta, segundo ele, classificaria a existência de crimes previstos no Código Penal, como o de receptação, por exemplo. “Essas informações foram obtidas de alguma forma, então receptação ou outros crimes normais que podem ser investigados aí”, conta.

Para Lima, é necessário atenção sobre criminosos que se utilizam das redes para cometer delitos.

“O Marco Civil da Internet diz que cada pessoa é responsável por aquilo que posta e o servidor não. Mas, minha opinião, é que prevalece o Código Civil, pois existe uma responsabilidade objetiva aí”, afirma ele.

“Quando você contrata uma empresa de encanadores, e aí um encanador estraga o encanamento ao invés de concertar, quem você processa é a agência, não o encanador”, exemplifica. “É por aí que podemos tipificar esses crimes”, completa o procurador.

Outro lado

Procurada por e-mail, o site Telefone.Ninja não respondeu ao pedido de informações da reportagem.

Em seu site, a empresa informa que obteve os dados por meio do cadastro de operadoras de telefonia. O site informa ainda que o consumidor que quiser ter seus dados excluídos da base de dados deve entrar em contato com sua operadora.

“Para garantir a exclusão definitiva de suas informações você deve entrar em contato com sua operadora e solicitar a não-divulgação de seus dados”, diz o site.

O SindiTelebrasil (Sindicato das Empresas de Telefonia) informa que não repassa os dados de seus clientes. “Ressaltamos ainda que, diferentemente de outras empresas, as prestadoras de serviços de telecomunicações não exploram comercialmente os dados de seus usuários, tanto na sua utilização como contrapartida à prestação de serviços quanto na comercialização direta dos mesmos a terceiros.”

Segundo a entidade, as prestadoras de serviços de telecomunicações atendem a todas determinações legais vigentes, como as constantes na Lei Geral de Telecomunicações e no Marco Civil da Internet.

Agradecemos ao Celso, colaborador amigo do seu micro seguro, pela referência a essa notícia.

Fonte: Veja

Apps Android trocam dados pessoais sem o seu conhecimento

Aplicativos para smartphones e tablets Android podem conspirar contra você. Uma análise de mais de 100 mil apps populares na Google Play Store mostrou que eles podem trocar suas informações pessoais sem sua permissão.

Segundo pesquisadores da Universidade Virginia Tech, o Google analisa a segurança dos aplicativos de sua loja de maneira individual. Por isso, não pode notar quando uma brecha de segurança pode permitir o acesso indevido de dados liberados para outros apps.

Os aplicativos que fazem essa troca de informações são os que parecem mais inocentes, como aqueles para mudar o papel de parede do smartphone, liberar novos emojis ou mudar o toque do aparelho. No total, 23.495 pares de apps que colaboram maliciosamente foram encontrados.

“A má notícia é que encontramos apps que podem trocar informações indiscriminadamente. A boa notícia é que essa colaboração conspiratória ainda é muito pequena”, afirmou a pesquisadora Daphne Yao, da Virginia Tech.

Segundo os especialistas ouvidos pelo New Scientist, a descoberta é um passo importante no combate ao malware no Android, que agora é a principal plataforma de acesso à internet no mundo — deixando o Windows para trás.

Fonte: Exame