Baidu condenada, terá de indenizar PSafe

O Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu recentemente, por votação unânime, que a companhia de origem chinesa Baidu Brasil Internet Ltda. praticou concorrência desleal contra a empresa de cibersegurança PSafe Tecnologia S.A. O julgamento ocorreu no último dia 28 de fevereiro e manteve a decisão que já havia sido proferida pela 11ª Vara Cível da Justiça Estadual de São Paulo, no fim de 2016.

A sentença utilizou como base o laudo técnico elaborado por um perito da Universidade de São Paulo (USP). O perito concluiu que a Baidu programou intencionalmente seu aplicativo Du Speed Booster para emitir alertas tecnicamente falsos em relação ao principal produto da PSafe. Esses alertas indicavam ao usuário que o PSafe Total geraria alto risco e conteria vírus, recomendando a sua desinstalação.

A decisão do Tribunal de Justiça de SP seguiu o voto do desembargador relator do processo Cesar Ciampolini, e menciona que não consta no Brasil “caso julgado idêntico ao presente, de denigração no comércio da internet”.

O acórdão publicado pelo TJ/SP destacou que, “o comportamento deliberado da Baidu tinha o objetivo de influenciar os consumidores dos aplicativos das partes, denegrindo a imagem da PSafe e induzindo a desinstalação dos aplicativos”, o que caracteriza a concorrência desleal segundo art. 157, VI, da Constituição Federal.

Apesar de pouco conhecida no Brasil, a Baidu é uma das maiores empresas de internet do mundo, conhecida como a Google Chinesa, já que seu buscador é o mais popular no gigante país asiático onde são realizadas mais de um bilhão de buscas por mês.

“Nossa vitória é simbólica não apenas porque é justa, mas porque quando nos comparamos ao tamanho da nossa concorrente, essa era uma briga entre Davi e Golias”, ressaltou Daniel Fernandes, advogado da PSafe, em comunicado à imprensa.

A Baidu foi condenada a publicar mensagem de retratação pública em seus canais de comunicação na internet e redes sociais, e ao pagamento de indenização por danos materiais, morais, e lucros cessantes à PSafe.

Fonte: IDGNow!

PSafe diz adeus ao Windows

psafePegando muita gente de surpresa, a PSafe divulgou que está descontinuando seu suporte ao PSafe Total Windows, seu pacote de proteção para computadores com a plataforma da Microsoft. De acordo com a empresa, a decisão veio por conta de seu sucesso no sistema Android e, por esse motivo, a companhia resolveu “focar seus recursos e esforços em produtos mobile”.

Em um anúncio emitido para seus usuários, a PSafe informou a seus usuários e ressaltou que o suporte ao Total Windows deixará de existir a partir de 18 de fevereiro e não existirão mais atualizações depois dessa data. “Por isso, embora você possa continuar utilizando o PSafe Total Windows, ressaltamos que o seu computador estará desprotegido contra as ameaças mais recentes e o uso contínuo será de seu próprio risco”, pontua o alerta.

A própria companhia aconselha, dessa forma, que seus usuários desinstalem o software e migrem para outras opções, direcionando quaisquer dúvidas para seu site de ajuda.

Fonte: Tecmundo

Malware se passa por WhatsApp para roubar dados de cartão de crédito

whatsapp_malwareA PSafe, empresa especializada em segurança digital, identificou um novo malware capaz de simular ser o WhatsApp para Android para roubar informações de cartão de crédito dos usuários. O vírus, batizado de WhatsApp.CreditCardStealer, mostra uma tela falsa solicitando ao usuário que preencha informações do seu cartão de crédito.

O hacker, para iniciar o golpe, envia um e-mail para a vítima convidando para instalar o “Novo WhatsApp”, que conta com funções inéditas. Assim, ao acessar o link, o usuário é notificado com uma mensagem de erro e o aplicativo, então, some.

O WhatsApp verdadeiro, no caso, não é afetado. O vírus ainda é capaz de remover o ícone de atalho da Play Store e impedir que o usuário possa acessar a loja virtual, que tem como objetivo evitar a instalação de aplicativos de segurança ou antivírus que possam detectar o malware.

Para dificultar a identificação através de ferramentas de segurança que estão instaladas no aparelho, a praga se mantém inativa por cerca de quatro horas, e somente após o período solicita os dados de cartão de crédito da vítima. “Após esse período, o malware passa a executar seu real comportamento malicioso, solicitando as informações do cartão de crédito da vítima, o que dá a impressão de que esses dados são necessários para liberar novamente o acesso ao serviço da Google Play”, explica a PSafe.

Além dos dados do cartão serem enviados para os servidores hackers, o número de celular é cadastrado automaticamente em um serviço SMS pago, que acaba consumindo os créditos do aparelho, gerando assim, prejuízo.

A PSafe destaca que os usuários não devem baixar aplicativos de fontes que não sejam oficiais. Além disso, não devem clicar em links desconhecidos recebidos por e-mail ou SMS e desconfiar do excesso de solicitações de mensagens para acesso ao dispositivo. Para completar, é indicado manter um antivírus atualizado no aparelho para que possa identificar possíveis malwares.

Agradecemos ao Davi, colaborador amigo do seu micro seguro, pela referência a essa notícia.

Fonte: Oficina da Net

Baidu vai à Justiça de SP para acusar PSafe de concorrência desleal

psafeO Baidu denunciou a desenvolvedora de softwares PSafe na Justiça de São Paulo, nesta sexta-feira (14), por forjar informações sobre competidores e praticar concorrência desleal. Os desdobramentos do processo podem levar a empresa a sofrer multa superior a R$ 500 mil e ser obrigada a deixar a loja de apps Google Play.

O caso teve origem há duas semanas, quando a desenvolvedora do antivírus móvel PSafe Total, passou a enviar para sua base de usuários uma mensagem de alerta contra um app rival, o DU Speed Booster.

Segundo o Baidu, uma perícia revelou que todas as vezes em que um usuário do app PSafe total tenta instalar a aplicação rival, uma mensagem de alerta o adverte de que o DU Speed Booster é uma aplicação que pode “representar riscos” ao usuário por “pedir permissões excessivas” para fins possivelmente “maliciosos”.

Softwares de antivírus, por natureza, pedem muitas permissões a qualquer sistema operacional em que sejam executados, basicamente porque a função essencial de rastrear vírus exige que o motor de detecção realize checagens em diferentes diretórios. Por este motivo, pode ser compreensível que, por erro, um app gere alertas contra outro que, em tese, deveriam ser eliminados quando se percebe o equívoco. De acordo com perícia realizada a pedido do Baidu, no entanto, o alerta é intencional, e seguido por outras práticas desleais.

Um usuário do PSafe Total, por exemplo, que remova qualquer app de seu smartphone, logo recebe uma “sugestão” para excluir outros apps que, supostamente, são pouco usados. O Baidu descobriu que a recomendação sempre incentiva o usuário a excluir apps da empresa, como DU Speed Booster, DU Battery Saver e Baidu Browser. Estas opções já aparecem “ticadas” para remoção.

Durante um teste realizado pela perícia, um celular Android com vários apps do Baidu frequentemente utilizados e também PSafe Total instalados, teve o aplicativo Angry Birds removido. Na sequência, o PSafe Total recomenda que se excluam também os apps da Baidu e, de quebra, apresenta quantos MB seriam “liberados” da memória do dispositivo.

A ação movida pelo Baidu exige que a PSafe remova os falsos alertas, as sugestões de desinstalação baseadas em falsas premissas e se retrate junto a todos usuários impactados pelas informações desonestas e ofensivas por eles divulgados, além de indenização por perda e danos no valor inicial de R$ 500 mil. O pedido judicial solicita ainda que, de forma cautelar, o app PSafe Total seja removido da loja Google Play, a fim de cessar as perdas em curso contra os apps rivais.

Em nota, a PSafe afirmou não ter recebido qualquer notificação judicial sobre a denúncia e declarou que está à disposição das autoridades brasileiras para quaisquer esclarecimentos necessários: “É com indignação e estranheza que a companhia recebe os ataques feitos pela Baidu, tendo em vista que a Justiça já se posicionou favorável à PSafe em duas liminares por crime de concorrência desleal em um processo movido pela PSafe contra a Baidu no início deste ano”, explica a companhia.

Agradecemos ao Henrique-RJ e ao Paulo Sollo, colaboradores amigos do seu micro seguro, pela referência a essa notícia.

Fonte: Olhar Digital

Justiça obriga Baidu a retirar app da Google Play

disputaUma briga que acontece na China está ganhando um episódio brasileiro. A empresa PSafe anunciou hoje que conseguiu na justiça que o Baidu retire da loja de aplicativos do Google o app DU Speed Booster – que funciona como antivírus e melhora o desempenho do aparelho.

A PSafe alega que o app prejudica a imagem da empresa. O DU Speed Booster, após analisar o smartphone, sugere ao usuário que o PSafe coloca em risco o smartphone do usuário.

A suspensão foi pedida por um juiz da 11ª Vara Cível do Foro Central da Comarca de São Paulo. Ele afirma que o Baidu não cumpriu uma primeira decisão de que o app DU Speed Booster deveria ser regulado para não exibir mais que o PSafe é uma ameaça.

Ele ainda afirma que o Baidu deve inserir uma retratação dentro de seu aplicativo para que os usuários que desinstalar o app possam decidir se querem reinstalá-lo. Não cumprir a decisão pode resultar em uma multa de 100 mil reais por dia.

O app do Baidu, no entanto, ainda se encontra disponível para download. A empresa chinesa afirma que não recebeu nenhuma notificação oficial.

“O Baidu esclarece que seu app de segurança Du Speed Booster não impede que o usuário instale qualquer aplicação que desejar, conforme qualquer pessoa pode verificar ao testar nosso software”, explicou o Baidu em nota a EXAME.com.

“Du Speed Booster, no entanto, pode emitir alertas quando identificar que alguma aplicação está solicitando permissões em excesso para acessar dados pessoais do usuário ou partes sensíveis do sistema operacional.”

Antigos desafetos

Em dezembro de 2013, a PSafe recebeu um aporte de 30 milhões de reais de três fundos. Um deles é o Qihoo 360 Technology, da chinesa Qihoo.

A Qihoo e o Baidu são como inimigos na China, terra das duas empresas. As duas empresas disputam o mercado de buscas no país.

Os CEOs das duas empresas são antigos desafetos. O problema entre eles começou em 2002, de acordo com o site Tech In Asia. Uma diferença entre serviços foi decidida no tribunal na China.

O site afirma que após a decisão – que dava vitória ao Baidu – os dois CEOs quase saíram no tapa nas escadas da corte.

A briga judicial entre a PSafe (empresa que tem investimentos da Qihoo) e o Baidu (que agora atua oficialmente no Brasil) pode ser a primeira de uma longa lista de diferenças que foi trazida ao Brasil.

Agradecemos ao Alexandre por ter colaborado com a referência a essa notícia.

Fonte: Info