Navegadores da Microsoft ladeira abaixo

Caso mantenha resultados recentes, empresa de Redmond deverá ter participação de um dígito no segmento de browsers em 2020, quando Windows 7 será aposentado.

A Microsoft pode estar a caminho de virar passado no segmento de navegadores, segundo os dados mais recentes da empresa de análises Net Applications.

Levantamento publicado nesta quinta-feira, 1/3, pela companhia mostram que a participação do Internet Explorer foi de 13,5% em fevereiro. Para chegar a esse número, o browser registrou um aumento significativo de 1,7 ponto percentual em relação ao mês anterior.

Mas, mesmo com esse crescimento, o futuro não parece muito animador para a Microsoft quando o assunto são navegadores. Basta lembrar que em junho de 2015, pouco antes do lançamento do Windows 10 e do seu browser nativo, o Edge, o IE respondia por 54% dos navegadores pelo mundo – e quase 60% entre os donos de PCs Windows.

No mês passado, a fatia do IE entre todos os PCs Windows do mundo foi de 15,4%, o que significa que menos de uma a cada seis máquinas Windows usam o navegador para acessar a Internet.

Vale notar ainda que o IE está com o tempo contado. Já designado como um navegador legado no Windows 10, onde foi relegado pelas empresas a renderizar sites internos estagnados e web apps que não foram atualizados, o IE deixará de ser suportado pelo Windows 7 em janeiro de 2020, quando o sistema será oficialmente aposentado. Os usuários ainda poderão rodar o IE – e o Windows 7 – depois disso, mas farão isso por sua própria conta e risco, uma vez que nenhum dos dois, navegador e sistema, receberão novos updates de segurança.

Como o IE responde pela maior parte da participação combinada dos navegadores da Microsoft, e com a fraca presença do Edge entre os usuários do Windows 10, a Microsoft vem encarando uma queda dramática em sua participação no segmento.

No mês passado, o Edge registrou um recorde negativo entre as máquinas Windows 10 – com uma fatia de apenas 11,7%, o que representou uma queda de quase dois pontos percentuais em relação ao mês anterior.

Quando a Microsoft aposentar o Windows 7, e para efeitos práticos, o IE também, o Windows 10 deverá ter uma participação de 63,6% entre todos as versões do Windows no mercado, presumindo que o seu crescimento siga a mesma linha registrada no ano passado. Caso o Edge não consiga aumentar de forma significativa seu ritmo até lá – e tudo indica que não fará isso – então a participação ativa da Microsoft entre os navegadores será de apenas um dígito, talvez na casa dos 6%.

(Por “ativa”, a Computerworld quer dizer navegadores que ainda contam com suporte; certamente ainda teremos usuários rodando o IE após a aposentadoria do Windows 7, mesmo sem updates de segurança. E o IE no Windows 8.1 será uma contribuição quase inexistente para a fatia de usuários, uma vez que esse sistema deverá ter menos de 5% de mercado em janeiro de 2020.)

Para efeito de comparação, essa participação estimada de 6% do Edge em 2020 será apenas pouco mais da metade do Mozilla Firefox – outro navegador que já esteve, e agora novamente, em dificuldade.

Os resultados dos outros browsers em fevereiro foram variados. Apesar de ainda liderar com o folga, o Google Chrome perdeu 0,8 de ponto percentual no mês passado, fechando fevereiro com 60,6% de participação no mercado. Já o Firefox fechou o mês com 10,9%, enquanto que o Safari, da Apple, registrou 4,3%.

A Apple, assim como a Microsoft, viu o seu navegador principal perder espaço na sua própria plataforma. Em fevereiro, aproximadamente 44% de todos os Macs rodavam o Safari como o navegador principal, bem menos do que o 66% registrados pelo browser há menos de três anos. O Chrome provavelmente absorveu a maior parte desses “desertores”, como aconteceu com o Windows e o IE no mesmo período.

Fonte: IDG Now!

Windows Phone: menos de 1% do mercado. Será o fim?

windows_phoneSem novos aparelhos Lumia, plataforma da Microsoft despencou no último ano. Android ampliou liderança no setor, enquanto Apple viu iPhone perder espaço.

O Windows Phone parece cada vez mais uma carta fora do baralho no mercado de smartphones. Isso porque o sistema mobile da Microsoft para celulares inteligentes viu sua participação no mercado cair para menos de 1% no último trimestre, segundo a Gartner.

De acordo com dados recentes da consultoria, foram vendidos apenas 2,4 milhões de de smartphones com Windows Phone no primeiro trimestre de 2016, ou 0,7% do mercado total – uma queda impressionante de 73% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram comercializados 8,6 milhões de dispositivos com a plataforma.

A principal razão para essa significativa é a falta de novos aparelhos Lumia. Além disso, a empresa de Redmond revelou recentemente que vendeu a sua divisão dos celulares básicos (feature phones) para uma subsidiária da Foxconn por cerca de 350 milhões de dólares.

Vendas sobem

Enquanto isso, as vendas gerais de smartphones cresceram quase 4% pelo mundo nos três primeiros meses de 2016.

O Android ampliou seu domínio no segmento com um total de 293,7 milhões de smartphones vendidos no período, o que lhe deixou com 84,1% de participação no mercado contra 78,8% no mesmo trimestre do ano passado. Já o iOS, da Apple, viu suas vendas e participação no setor caírem de 60,1 milhões de unidades e 17,9% para 51,6 milhões de unidades e 14,8%, respectivamente.

A Samsung continua na ponta entre as fabricantes, com 81,1 milhões de unidades vendidas e 23,2% do mercado, seguida pela Apple com os mesmos números citados acima. Três fabricantes chinesas completam o Top 5: Huawei (8,3%), Oppo (4,6%) e Xiaomi (4,3%).

Fonte: IDG Now!

Preço de kits de malware para Android despenca no mercado negro

android_virusO custo de aquisição de ferramentas que facilitam os crimes virtuais está cada vez menor no mercado negro. Para adquirir um conjunto de kits de malware, instrumento usado desde o acesso a dispositivos Android à invasão de websites corporativos, os cibercriminosos desembolsam um valor inferior a US$ 4,2 mil, aproximadamente R$ 9,3 mil. Este valor fica ainda mais discrepante quando se faz uma comparação com os danos provocados por eles, já que o custo de uma violação pode ultrapassar US$ 3,5 mihões, cerca de R$ 9 milhões.

Um exemplo é o Neutrino Bot. Trata-se de um kit de malware que permite infectar um grande número de computadores e criar uma botnet para derrubar websites corporativos por ataques de negação de serviço (DDoS). Esse Kit, muito usado em ataques contra bancos, empresas de serviços públicos e sistemas críticos de governo, pode ser encontrado por menos de US$ 200.
Também no mercado negro, o Betabot, um kit de Trojan para acesso remoto, é facilmente adquirido por US$ 500. Com o uso dessa ferramenta, os criminosos conseguem também infectar um grande número de computadores para realizar ataques DDoS, E assim roubar dados sensíveis, como senhas e credenciais de acesso.

Por US$ 500 é possível ainda adquirir o Jolly Roger, um potente malware especializado em roubo de credenciais. Outra ferramenta muito utilizada em ataques contra empresas e órgãos de governo em diversas partes do mundo.

Para infectar dispositivos móveis, os cibercriminosos só precisam desembolsar cerca de US$ 1 mil, a fim de adquirir o Stoned Cat Bot. Ele permite acessar remotamente dispositivos Android, tornando possível o envio de mensagens de texto e e-mails em nome da vítima sem que ela perceba, além de dar acesso a todos os dados do telefone.

Se os criminosos quiserem criptografar o celular da vítima e pedir um valor de resgate para que este volte ao normal, prática que tem acontecido muito nos últimos meses, eles precisam desembolsar cerca de US$ 2 mil. Este é o custo para obter o MPLocker.
Os dados fazem parte de uma pesquisa realizada pela Trustwave, especializada em soluções e serviços de segurança da informação. O levantamento mostrou que há uma tendência de baixa entre os preços praticados pelo submundo do crime cibernético para a venda de seus kits de malware (usados em golpes financeiros, fraudes e roubo de dados sensíveis das empresas).
De acordo com Thiago Musa, Gerente da Equipe de Inteligência sobre Ameaças da Trustwave para a América Latina, a proliferação desses tipos de ameaças, através da aquisição de kits prontos, permite um avanço cada vez mais rápido do crime cibernético, exigindo maiores cuidados e controles de risco por parte das empresas, principalmente em relação a malwares.

“As empresas precisam se precaver com tecnologias anti-malware, como é o caso de gateways capazes de detectar e bloquear essas ameaças em tempo real, e verificar se por trás deles existe massa crítica humana e capacidade para garantir que esta tecnologia está continuamente atualizada e funcionando de forma adequada. Esta é a melhor forma de se estar um passo à frente dos criminosos” afirma Musa.

Agradeço ao Davi, amigo e colaborador do seu micro seguro, pela referência a essa notícia.

Fonte: Convergência Digital

Facebook irá perder 80% de seus usuários em alguns anos, será?

facebook_acessoUm modelo de análise epidemiológica foi aplicada por pesquisadores da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, para prever o comportamento de usuários de redes sociais. Os responsáveis pelo estudo usaram um modelo matemático de taxas de infecção e cura e chegaram à conclusão que o Facebook deve perder 80% de seus usuários nos próximos anos, seguindo um destino semelhante ao do MySpace.

Na pesquisa, a adoção de uma nova rede social é semelhante ao adoecimento, enquanto a cura é vista como o momento em que o usuário deixa de usar um serviço, seja por deletar seu perfil ou simplesmente interrompendo os acessos. Os sintomas são comparados às críticas feitas a novas funções do site ou ao grupo de pessoas e estilo de postagens que podem ser encontradas por lá.

A equação, então, é alimentada com dados e informações encontradas pela internet, vindas de notícias ou comunicados oficiais da rede social. O resultado foi a conclusão de que o Facebook passa hoje por seu pico de utilização e já começa a entrar em declínio, com uma queda no número de usuários que pode atingir 20% até dezembro de 2014.

Os números negativos continuam daí em diante, com a perda de mais e mais usuários até 2017, quando a rede social contará com 80% menos utilizadores em relação ao que é visto hoje. Os pesquisadores, claro, admitem que se trata apenas de teoria, mas como mostra o caso do MySpace, os números não mentem.

Agradeço ao Lucas, amigo e colaborador do seu micro seguro, pela referência a essa notícia.

Fonte: Canaltech