FBI alerta para perigoso malware russo

O FBI emitiu um alerta nos últimos dias contra nova ameaça que teria vindo da Rússia e afetado nada menos do que 500 mil roteadores em todo o mundo. O chamado VPNFilter tem como alvo os aparelhos de marcas populares, a exemplo do Linksys, MicroTik, Netgear e TP-Link. Os dispositivos de armazenamento conectados em rede QNA também estariam na lista.

“O VPNFilter é capaz de tornar inoperantes os pequenos roteadores de escritórios e grupos domésticos. O malware também pode coletar informações que passam pelo aparelho. A detecção e análise da atividade de rede do malware é complicada pelo uso de criptografia e redes atribuídas incorretamente”, diz o alerta. O malware pode roubar suas credenciais e “brickar” os produtos, tornando-os inoperantes.

O VPNFilter vem atuando desde 2016, contudo, os ataques se intensificaram de forma massiva nas duas últimas semanas, com origem na Ucrânia. “O ataque basicamente configura uma rede oculta para permitir a ofensiva em todo o mundo, a partir de uma postura que dificulta sua identificação”, afirmam os especialistas em segurança da Cisco.

A sofisticação leva o Departamento de Justiça dos Estados Unidos a crer que os autores sejam hackers russos e mais, que estariam ligados ao “APT28”, o codinome do setor de segurança para um grupo de hackers patrocinados pelo Estado, também conhecido como “Fancy Bear” e “Sofacy Group” — os mesmos acusados de conduzir ataques eleitorais eleitorais durante a corrida presidencial norte-americana em 2016.

Veja a lista e como resolver o problema

O pessoal da Cisco diz que, na maioria dos casos, apenas resetar o roteador pode afastar o malware. Mas isso pode não ser o suficiente porque o VPNFilter tem uma estrutura que é persistente e assim ele tem grandes chances de retornar. Além disso, é difícil saber se você está infectado. Para aumentar muito as chances de eliminá-lo, é preciso reiniciar o produto para as configurações iniciais de fábrica.

Feito isso, você precisará realizar todo o processo de entrada com nova senha criptografada, via navegador, e atualização de firmware. O uso de antivírus confiáveis para varredura no produto também pode ajudar. Segundo o FBI, não dá para saber ao certo a extensão do estrago e abaixo você pode conferir a lista dos dispositivos que foram identificados com infecção até agora:

  • Linksys E1200
  • Linksys E2500
  • Linksys WRVS4400N
  • Mikrotik RouterOS for Cloud Core Routers 1016
  • Mikrotik RouterOS for Cloud Core Routers 1036
  • Mikrotik RouterOS for Cloud Core Routers 1072
  • Netgear DGN2200
  • Netgear R6400
  • Netgear R7000
  • Netgear R8000
  • Netgear WNR1000
  • Netgear WNR2000
  • QNAP TS251
  • QNAP TS439 Pro
  • Outros dispositivos QNAP NAS rodando software QTS
  • TP-Link R600VPN
Fonte: Tecmundo

Medidas que podem melhorar o Wi-Fi na sua casa

asus_roteadorO Wi-Fi funciona basicamente como uma torre de rádio, distribuindo o sinal da internet através de ondas. Mas ao contrário de uma emissora, o alcance do sinal do Wi-Fi não é lá grande coisa e só atravessa curtas distâncias, o que prejudica seu funcionamento efetivo em toda a casa. Você já deve ter notado isso, não é mesmo?

Uma boa maneira de melhorar o sinal é com a instalação de um repetidor ou extensor de sinal. Este é um aparelho que serve para ampliar o alcance do modem e permite que mais equipamentos se conectem a ele.

Mas também existem alguns truque básicos, e que não gastam quase nada, capazes de ajudar o Wi-Fi a funcionar melhor! Confira a nossa lista.

1. Mantenha o roteador atualizado

A tecnologia muda a toda instante e quanto mais recente for o aparelho, melhor e mais bem equipado será o modem.

2. Localização

A gente sabe que esses equipamentos não são nenhuma referência de design e estilo, e que o melhor seria que eles não ficassem visíveis para não interferirem na nossa decoração, mas é importante que eles estejam localizados na parte central da casa ou pelo menos onde a internet é mais usada. Além disso, deixar o Wi-Fi em lugares altos ajuda muito na qualidade do sinal.

3. Outros eletrônicos

Como o Wi-Fi funciona com ondas eletromagnéticas, outros aparelhos eletrônicos podem interferir no sinal. Os micro-ondas e os telefones sem fio são os que mais atrapalham, por isso o melhor é evitar que esses equipamentos fiquem próximos para que não haja interferência.

4. Barreiras físicas

O Wi-Fi não tem uma potência muito grande, então qualquer bloqueio físico enfraquece o sinal. Paredes, lajes, tubulações, espelhos, concreto e, até mesmo, o aquário do seu peixinho vão interferir no seu sinal, por isso é preciso evitar aproximar o modem deles.

5. Apartamentos

Você compartilha a rede de Wi-Fi com seus vizinhos do prédio? Então, peça para que o distribuidor do Wi-Fi seja mantido no último andar para que todos tenham sinal. Mas isso não é muito recomendável para quem mora em prédios muito altos, já que o concreto enfraquece o sinal e assim os moradores dos andares mais baixos ficariam prejudicados.

6. Papel alumínio

Coloque um pouco de papel alumínio na parte de trás do aparelho para melhorar a distribuição do sinal. Apesar disso não ser comprovado cientificamente, é algo que muitos fazem e afirmam dar certo, uma vez que o papel irá refletir as ondas do Wi-Fi.

Fonte: Exame

Dicas para proteção do WiFi da sua casa

roteador_hardwareInstalar um roteador WiFi doméstico nem sempre foi tarefa fácil para o usuário comum. Para corrigir esse problema, provedores de Internet e fabricantes de roteadores implantaram botões e padrões que tornaram a conexão tão fácil quanto possível -mas no mercado de segurança sabemos que a associação com a “fácil” quer dizer problema.

Dicas

  1. Evite o assistente EZ (Easy/Fácil). Alguns roteadores prometem essencialmente uma instalação sem problemas: aperte um botão e se conecte. No entanto, quando você não sabe suas credenciais, não está no comando.
  2. Renomeie a rede WiFi. Falando rigorosamente, esse passo não torna sua rede mais segura, mas torna a situação para a rede como um todo bem melhor. Quando você precisar indicar o login a um convidado, não precisará lembrar se sua rede é NETGEAR58843 ou Linksys-u8i9o. No lugar disso você pode escolher um nome fácil de lembrar ou engraçado.
  3. Altere suas credenciais de login. Fabricantes de roteadores por vezes reusam credenciais padrão. Você pode verificar na Internet, por exemplo, alguns fabricantes, dependendo do modelo usam admin ou (vazio) para o login e admin ou (vazio) para a senha. Isso não é segredo de estado. Seu nome de administrador e senha devem sim ser segredos, então escolha outros. Você pode usar o password checker da Kaspersky Lab para garantir que sua senha é adequada.
  4. Garanta que a página de login do roteador não é acessível pela Internet. Roteadores normalmente possuem essa função de permitir ou não que as configurações sejam alteradas remotamente, pela Internet. Isso pode até ser útil em certas circunstâncias, mas também se trata de uma falha de segurança, então caso você não use, desabilite.
  5. Proteja-se com um protocolo de criptografia forte e uma senha. Essa é a parte mais importante. No passo 3, sugerimos mudar o login do roteador, que protege as opções do aparelho. Essa é a senha que você digita no seu computador. Agora você escolherá uma senha para a rede. Isso é o que você digitará em seu PC, Mac, smartphone, tablet ou outro dispositivo conectado para ter acesso. Você não quer que seus vizinhos ou transeuntes acessem sua rede. Pessoalmente, recomendo que se escolha uma criptografia WPA2. Você também pode usar uma frase passe, que é mais fácil de lembrar e mais complexa que uma palavra, desde que também seja difícil de se adivinhar.
  6. Proteja todas as redes WiFi. Na minha casa, não existe uma rede para convidados, porque minha rede doméstica é bem protegida. Mas se seu roteador tem suporte para uma rede para convidados e você quer criar uma, não é má ideia. Chame de algo como “MeuSuperWiFi-CONVIDADO”, e dê a ela uma senha e criptografia fortes também. A partir daí, você não terá de dar sua senha para ninguém.
  7. Proteja todos os seus dispositivos. Esteja você usando computador, tablet, smartphone, Kindle, ou qualquer outro dispositivo, proteja-o com uma senha forte. Não o forneça a ninguém.
Fonte: Kaspersky blog

Malware para Android infecta roteadores e redes WiFi via celular

malware_wifiEmbora a existência desses males seja, infelizmente, bastante comum nos aparelhos que rodam Android, um novo malware que ataca indiretamente esses celulares pode causar problemas aos usuários em uma escala muito maior do que a das ameaças atuais. Trata-se de um trojan conhecido como Switcher, que é descrito pelos pesquisadores do Kaspersky Lab como um programa que utiliza o smartphone como ponte para infectar e sequestrar roteadores wireless.

Sim, em vez de monitorar sua navegação na web ou ficar atento a operações financeiras feitas no seu dispositivo móvel, o malware aproveita a conexão do gadget a modens e roteadores – em qualquer ambiente – para tentar tomar controle desses equipamentos de distribuição de internet sem fio. O objetivo da ameaça? Mudar as configurações de DNS do aparelho para redirecionar o acesso de visitantes conectados a esses pontos de rede a páginas maliciosas.

O funcionamento do Switcher é bastante simples e depende tanto da atenção do usuário quanto da proteção dos periféricos para ter sucesso em seu ataque. Para fazer a infecção inicial no celular, o malware se disfarça como dois aplicativos chineses famosos: um que simula as ferramentas de busca do Baidu e outro que finge ser um serviço de compartilhamento e localização de hotspots WiFi. A partir de então, o intruso passa a fazer ataques de força bruta contra a interface de acesso web do roteador que o gadget estiver conectado.

Caso consiga vencer essa barreira, o programa muda automaticamente as duas entradas de DNS para servidores comprometidos, que começam a responder às requisições de acesso com links feitos sob medida para roubar grandes quantidades de informações do internauta. A “vantagem” desse método em cima dos sequestros de aparelhos tradicionais é que o controle sobre o roteador facilita a invasão a uma infinidade de usuários, principalmente em ambientes públicos ou corporativos – podendo atingir também PC e laptops na rede.

De olho na segurança

De acordo com o Kaspersky Lab, o recurso de DNS-hijacking do malware usa funções de JavaScript para tentar adivinhar o password do equipamento, tentando utilizar uma infinidade de combinações padrões de nome de usuário e senha desses produtos, indo desde admin:admin ao nada seguro admin:123456. Ainda que esse acervo básico possa pegar muitos pontos de calças curtas, os pesquisadores da empresa russa dizem que, após avaliar o trojan, ficou claro que ele mira principalmente dispositivos da TP-Link.

Como o trojan é relativamente recente, a Google ou a as fabricantes de roteadores ainda não se pronunciaram sobre o problema. Sendo assim, o mais indicado é que você só baixe aplicativos da loja oficial da Google, fique de olho no endereço de DNS do seu roteador e altere as configurações de usuário e senha regularmente – e sem termos ou palavras óbvias – para frustrar qualquer possível ataque.

Fonte: Tecmundo

Roteador hackeado: como evitar

asus_roteadorTecnicamente, ele não é um malware. Porém, leva um nome capaz de assustar. O chamado “vírus do roteador” aplica golpes de mestre, sem que o dono da máquina perceba, e “se instala” sorrateiro em um dispositivo crucial para a sua conexão com a Internet, porém totalmente vulnerável: o roteador Wi-Fi. Com o poder de mudar o endereço DNS e direcionar a navegação para sites falsos, os objetivos são vários e vão desde a exibição volumosa de anúncios, para lucrar com sistemas como Google Ads, até a instalação de softwares mal intencionados que roubam dados pessoais e bancários das vítimas.

Roteador pode ser infectado de duas maneiras

O golpe funciona com dois tipos de ataque. Um deles é remoto, sem interação com o dono do roteador. O computador nem precisa estar ligado e ninguém precisa clicar em nada. As mudanças ocorrem todas no dispositivo distribuidor de rede que, para funcionar, usa um software, o firmware, cheio de falhas.

“As pessoas não imaginam como uma mudança tão pequena pode afetar sua vida”, alerta Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky Lab, que detalhou os dois tipos de golpe.

O segundo tipo, é um ataque feito pela Internet e envolve interação. O usuário recebe um e-mail com um tema qualquer, com um link para um site. Muitas vezes, são usadas imagens de diferentes formatos de arquivo para executar os scripts em mensagens de e-mail. Exatamente por isso, grande parte das caixas de mensagem não abrem figuras de origens desconhecidas por padrão.

Na hora em que o internauta clica nesta URL (esteja em um foto ou em um texto), uma série de scripts entram em ação e dão um comando para alterar o DNS do roteador que usa senhas padrão, aquelas que já vem configuradas. Muita gente ainda faz isso, não troca a senha que vem da operadora por uma senha forte.

O script tenta adivinhar o login de rede e mudar o DNS do roteador do computador. Caso o usuário tenha trocado a senha padrão, vem aí mais uma etapa. A vítima recebe um e-mail, clica no link, e o script tenta adivinhar a senha e não consegue. É aí que abre uma janelinha pop-up pedindo a senha do roteador. Se o usuário “entregar”, será infectado e terá o seu DNS alterado, redirecionando os sites.

O que acontece com uma rede Wi-Fi infectada?

Com a mudança do DNS, o roteador vai direcionar toda a navegação de Internet para sites que o criminoso controla. Isso significa que não será notado nenhum vírus ativo no computador. Ele impacta em todos os dispositivo conectados, inclusive seu celular, conectado ao mesmo dispositivo de rede.

“Não fica nenhum vírus ativo na máquina. Por isso, tecnicamente, não classificamos isso como um malware”, explica Assolini.

O antivírus tem recursos que podem detectar a mudança de DNS, mas especialmente quando o usuário vai acessar sites de banco, pagamentos e conta online, que contam com uma camada a mais de proteção. Não existe, porém, um sintoma gritante e universal. O sinal mais confiável de que o usuário está com problema é que o cadeado de segurança de sites https desaparece. O DNS encaminha a navegação para um site falso, sem segurança, e rouba seus dados do banco, do e-mail, do que quiser.

Outro sintoma é a lentidão na navegação, pois você está compartilhando uma rede com várias outras vítimas. Em alguns ataques, o criminoso consegue evitar isso, sem deixar o computador lento. Quando há uma estrutura maior, o criminoso consegue administra

r muita gente na mesma rede sem impacto.

Por que alguém faria isso?

Tudo depende do objetivo do criminoso. O golpe pode envolver banners de publicidade, ads e links maliciosos. Como resultado, o usuário vai começar a ver propagandas demais nos sites em que visita, em páginas que tradicionalmente não tem propagandas, como o Wikipédia, que vive de doações.

Além de roubar os dados financeiros e causar prejuízos às vítimas, golpistas aproveitam recursos como o AdSense, criam sites falsos cheios de propaganda, e lucram com os cliques que você dá neles.

É fácil perceber quando o foco é lucrar com anúncios. Normalmente, a propaganda aparece torta na versão desktop. Ou, no celular, o dono do aparelho começa a ver sites com propaganda versão desktop e não móvel. Smart TVs, videogames, tudo fica vulnerável se for um dispositivo conectado.

“É tão silencioso e tão fatal que pode controlar a navegação de todos os dispositivos”, alerta Assolini, ao apontar que todos os dispositivos domésticos são, normalmente, conectados a um mesmo roteador.

Como evitar ou se livrar do vírus do roteador?

Lembram dos dois tipos de ataque citados no início do texto? Eles fazem toda a diferença. No primeiro tipo, o criminoso está explorando alguma vulnerabilidade e só há um jeito de resolver, atualizando o firmware do roteador. As atualizações trazem correções de bugs e falhas de segurança.

Entretanto, a atualização do firmware não é muito usual, nem muito fácil. Se for mal feita, pode transformar o roteador em um tijolo e o dispositivo não vai mais funcionar em rede, com perda total. A primeira coisa a fazer sem pensar em firmware, é trocar o dispositivo de rede por um novo.

No segundo caso, em que houve interação do usuário (tente se lembrar de algo), basta que o usuário troque a senha. Na hora que estiver navegando, caso um pop-up peça login e password, não se deve arriscar. O visual da tela é parecido com o do Windows, não lembra um navegador ou sites.

Ainda segundo especialistas, um bom programa antivírus consegue alertar quando houver algo de errado. Quando o usuário entrar em um site falso de banco, o antivírus vai relatar e vai proibir o acesso ao site.
Nenhum sistema vai, porém, impedir isso de acontecer com o roteador doméstico.

Fernando Mercês, pesquisador da Trend Micro, deu ainda algumas dicas importantes. O especialista recomenda, além de um bom antivírus, usar plugins de browser que controlem a execução de scripts, como o No-Script. Outra sugestão do especialista é a troca do IP do modem/roteador para um IP “não padrão”, que pode demandar a presença de um técnico para que tudo ocorra sem problemas.

Esse tipo de ataque afeta qualquer sistema operacional: Mac OS, Windows, Linux, Android, iOS, Windows Phone, BlackBerry, todos eles. Também não é possível instalar um antivírus no roteador, ainda, e todos os dispositivos de redes tem falhas. Alguns fabricantes se preocupam mais, outros não tem o mesmo cuidado. Dos que se importam, recebem o alerta da falha de fazem a correção do firmware. Nem sempre, porém, os usuários ficam sabendo delas ou sabem executá-las de forma segura e adequada.

“Na dúvida, procure sempre os grandes nomes, os mais importantes. Evite adquirir marcas desconhecidas e muito baratas”, conclui Assolini, dando a dica para o consumidor. Ainda de acordo com o especialista, “marcas grandes” costumam se preocupar mais com esse risco.

Agradecemos ao Davi, colaborador amigo do seu micro seguro, pela referência a essa matéria,

Fonte: Techtudo

Como proteger seu modem/roteador de ataques online

ModemOs ataques online e a cibersegurança são dos temas mais abordados, atualmente, quando se fala de Internet. Os perigos estão por todo o lado e é imprescindível que o utilizador esteja atento e informado para se conseguir proteger.

Equipamentos de rede como modems e roteadores são um dos alvos dos cibercriminosos, como forma de roubarem senhas, contas bancárias, números de cartões de crédito, desviar a ligação dos utilizadores domésticos para servidores maliciosos, entre outras.

Assim, a Kaspersky Lab deixa 10 dicas para proteger o seu modem/router de ataques online!

Segundo um estudo de Fabio Assolini, mesmo que o nosso computador esteja limpo e protegido por um bom antimalware, não está livre de ataques online e pode muito bem ser um alvo fácil.
Assim, o analista sénior da Kaspersky Lab, elaborou uma lista com 10 dicas para proteger os seus dispositivos seguros e evitar estes ataques online.

1 – Mude a password por omissão

Os routers e os modems costumam vir de fábrica com “passwords padrão” que facilmente se encontram na Internet. Mesmo quando o ISP faz a instalação do equipamento na residência ou na empresa, a password padrão de acesso ao painel de configuração é mantida, algo como “admin” ou “password”.

Assim, Assolini alerta:

“Recomendamos a troca desta password, pois é muito simples para um criminoso realizar um ataque web, acessar o painel do modem ou router e trocar as configurações.”

Desta forma, deve primiero encontrar a porta onde seu modem ou router está instalado. Abra a linha de comando na barra Iniciar do Windows e escreva “ipconfig”. Procure o endereço do “Gateway padrão”, que começará, normalmente, com “192.168…”. Depois digite este endereço na barra do browser, faça o login no painel com as credenciais padrão e procure a opção para mudar a password.

2 – Defina uma password e encriptação fortes no dispositivo

Ao mudar a password padrão do dispositivo é importantíssimo escolher uma que seja forte. Evite usar palavras, datas ou nomes que constem num dicionário. Crie uma password misturando números, letras e símbolos, com no mínimo oito caracteres.

Lembre-se: quanto mais fácil a password, maior a probabilidade de algum vizinho ou alguém mal-intencionado se ligar ao seu dispositivo.
Outra dica importante é escolher a encriptação correcta da rede WiFi. O padrão mais seguro actualmente é o WPA2-PSK. Evite WPA ou WEP, que são padrões antigos e podem ser facilmente ultrapassados.

3 – Nunca escreve a sua password do router numa página web

Os cibercriminosos podem atacar o seu router ou modem e mudar as suas configurações através de um simples ataque web. Basta simplesmente visitar um site popular que tenha sido comprometido.

Se algum site solicitar a senha de acesso ao seu router ou modem, nunca revele o seu login. Nessas condições, basta clicar em cancelar que o ataque será neutralizado.

4 – Altere o DNS do seu ISP

Como sabemos, infelizmente, já houve vários incidentes de redirecionamentos maliciosos envolvendo os servidores DNS legítimos dos fornecedores de internet. Nesses ataques, os cibercriminosos sequestram os DNSs do fornecedor e usam-nos por um período de tempo para direcionar os utilizadores para páginas falsas de bancos ou que instalam malware. A maneira mais fácil de evitar este ataque é usar um servidor DNS diferente do seu fornecedor. Existem serviços DNS alternativos mais fiáveis, como o Google DNS (8.8.8.8) e o OpenDNS (208.67.222.222).

Esta alteração pode ser realizada de duas maneiras:

1) Configurar as propriedades de ligação à internet de cada dispositivo ligado

2) Alterar as opções do modem ou router. Neste caso, procure no painel de controlo a opção DNS, apague os DNSs do seu fornecedor e insira um endereço mais fiável.

5 – Mude os IPs padrão

Modems e roteador costumam ser instalados com endereços IPs bastante conhecidos (ex.192.168.0.1; 192.168.1.1 ou 192.168.1.100).

Evite usar esses IPs no seu router devendo escolher um outro da mesma gama.

6 – Atualize o firmware do router ou modem

São poucos os utilizadores que se lembram de atualizar o firmware dos dispositivos de rede. Essas atualizações corrigem falhas de segurança. Geralmente, no site do fabricante pode fazer o download gratuito, conforme o modelo do aparelho.

Porém, para fazê-lo, é necessário extremo cuidado, pois uma atualização errada pode fazer com que o equipamento pare de funcionar. Se não souber como fazer, não faça! E solicite ajuda do seu fornecedor de internet ou de um técnico de confiança.

7 – Desative serviços desnecessários e configure corretamente

O seu roteador ou modem possuem serviços de acesso remoto ou outras tecnologias que raramente são usados e que podem ser desactivados para sua segurança. São eles:

Gestão remota e outros serviços: o painel de configuração do seu modem ou router pode ser quase sempre acedido apenas localmente (LAN), mas isso nem sempre ocorre. Alguns fabricantes disponibilizam a função de gestão remota. Assegure-se de que o painel não está acessível via web. Na maioria dos casos, para desativar esse recurso, deve procurar a opção específica nas configurações, digitando o endereço 0.0.0.0. Também é prudente desativar os protocolos SSH ou Telnet e os serviços UPnP (Universal Plug and Play) e o DLNA (Digital Living Network Alliance).
Broadcast SSID: como regra, um router ou modem transmitem o seu ID publicamente, deixando a sua rede visível. Isto pode ser mudado no painel de configuração. Ao desactivar o broadcast SSID, no entanto, a sua rede deixará de estar visível, e será necessário informar o nome da rede sempre que um novo dispositivo se tentar ligar a ela.

8 – Atenção ao HTTPS

Quando um modem ou router são atacados e outros servidores DNS são configurados nos dispositivos, é comum que os redirecionamentos maliciosos sejam feitos para páginas falsas que não apresentam o cadeado de segurança, nem as ligações exibam o “HTTPS”, indicando a ausência de uma ligação segura (SSL).

Nunca faça login numa página dessas e evite usar sites de bancos ou fazer compras online até que o problema seja resolvido e um cadeado seja exibido na página.

9 – Use um bom programa anti-malware

Os programas antimalware modernos costumam trazer proteções extras para ligações não fiáveis, mesmo as de redes Wi-Fi extremamente perigosas e vulneráveis. Algumas soluções de segurança possuem um módulo que protege essas ligações em redes Wi-Fi problemáticas e o SafeMoney (Pagamento Seguro), que garante o acesso seguro a sites de bancos e compras online, evitando ataques de Mitm (Man-in-the-middle), que ocorrem quando o cibercriminoso realiza os redirecionamentos maliciosos.

10 – Se nada disto resolver…

Se mesmo com todos estes cuidados forem detectados comportamentos anômalos durante a navegação, como redirecionamentos para páginas falsas, solicite ao seu fornecedor uma alteração do equipamento. A operadora tem o dever de trocar o equipamento caso o problema persista.

Agradecemos ao Davi, colaborador amigo do seu micro seguro, pela referência a essa matéria.

Fonte: pplware

É bom desligar o seu roteador quando não estiver em sua casa

roteador_hardwareEstamos em pleno 2015 e parece que muita gente ainda leva segurança online na brincadeira. Gente, este é um assunto importante. Deixar sua Wi-Fi ligada 24 horas por dia, 7 dias por semana é uma ostentação cibernética que pode acabar em tragédia.

Isso porquê ao deixar a sua internet ligada você também mantém exposta a sua conexão: “ah, mas a minha Wi-Fi tem senha”, muitos irão dizer. Ao que eu respondo: qual senha? 0123456789? Geralmente, a resposta é positiva seguida do “como você sabe?”; e quando é negativa eu ouço algo do tipo: “ah nem sei a minha senha foi dada pela marca de roteador que comprei…”

De acordo com um recente estudo feito pela Avast Software, a grande maioria dos brasileiros possui senhas de acesso ao roteador que podem ser facilmente quebradas por um hacker. Algumas, como a de cima citada, são as que os hackers tentam de imediato. Basta um CtrlC/CtrlV para quebrá-la e acessar todos os dados do usuário. Outras, como o endereço da rua, data de aniversário também são bem fáceis de serem descobertas. E, ao deixar a sua internet ligada 24/7, além de gastar energia extra, ainda dá ao criminoso tempo suficiente para invadir seu roteador e preparar ataques não só a você, mas a outros computadores, como os que serão conectados ao seu roteador no futuro.

Foi assim que um grupo de hackers conhecido como Lizard Squad invadiu os servidores do Xbox e do PlayStation no Natal passado: através de roteadores domésticos. Portanto, se você acha que só instalar um antivírus em seu PC resolverá a sua vida, então é melhor começar a mudar de ideia, pois os riscos a sua segurança são a cada dia bem reais e nem um pouco virtuais.

Agradecemos ao Davi, colaborador amigo do seu micro seguro, pela referência a essa matéria.

Fonte: Avast blog