Criptomineradores estão tomando o lugar de ramsomwares

A Kaspersky fez uma previsão no final de 2017 que se concretizou neste ano: os criptomineradores roubaram o primeiro lugar dos ransomwares na lista de ameaças mais temidas entre consumidores e empresas.

“Podemos afirmar que os ransomware estão em declínio”, comentou a empresa. “Apesar de continuarem com seus impactos dramáticos e grande potencial de assustar as vítimas, que vão desde usuários domésticos manipulados por ameaças de arquivos ilícitos e constrangedores em seus computadores até empresas pressionadas a pagarem grandes valores para recuperar acesso a arquivos críticos”.

Alguém que usa secretamente seus recursos eletrônicos pode esconder suas intenções, mas não é possível agir em total sigilo

Segundo dados da Kaspersky, o número de usuários atacados por criptomalwares caiu quase pela metade, de 1,1 milhão em 2016/2017 para 751 mil em 2017/2018. Dessa maneira, os criptomineradores assumiram o lugar: o número de detecções subiu de 1,9 para 2,7 milhões, assim como a proporção de ameaças detectadas, de 3% para 4%.

“Enquanto o ransomware aparece e aterroriza suas vítimas, os criptomineradores fazem de tudo para ficarem escondidos — quanto mais tempo trabalharem, maiores os lucros dos criminosos — e, como resultado, as vítimas podem não notá-los por um tempo”, afirma a Kaspersky. “Se você quiser testar a mineração de criptomoedas, deve levar em conta o impacto. Alguém que usa secretamente seus recursos eletrônicos pode esconder suas intenções, mas não é possível agir em total sigilo. Um computador ou dispositivo móvel que esteja executando esse tipo de atividade pode refletir algumas mudanças sutis ou mais óbvias”.

Se você quiser saber quais são as mudanças que um criptominerador pode causar no seu PC ou smartphone, veja abaixo:

  • A capacidade de resposta do sistema vai ficar mais lenta — já que a memória, o processador e o adaptador gráfico do dispositivo estão atolados para completar as tarefas de mineração
  • As baterias vão acabar muito mais rápido do que antes e os dispositivos podem superaquecer
  • Se o dispositivo tem um plano de dados, os usuários vão ver esse uso disparar

Já para se proteger, melhores práticas:

  • Atualize regularmente o seu sistema operacional e todos os programas. Sugerimos que comece agora
  • Desconfie sempre dos anexos de e-mail. Antes de clicar para abrir um anexo ou seguir um link, reflita: é de alguém que você conhece e confia? É esperado? Está limpo? Passe o mouse sobre os links e anexos para ver como estão nomeados ou para onde realmente direcionam
  • Não instale programas de fontes desconhecidas. Podem conter, e frequentemente contêm, criptomineradores maliciosos
  • Utilize uma boa solução de segurança.
Fonte: Tecmundo

Blockchain não é tão seguro quanto se fala

Todas as discussões sobre blockchain parecem começar com uma variante da expressão “hyperledger seguro e distribuído”. Não me importo com o fato de ser um hyperledger – em outras palavras, uma lista cada vez maior de registros vinculados. E não tenho nenhum problema em descrevê-lo como distribuído – nesse caso, através de uma rede ponto a ponto comunicando-se sobre um protocolo que descreve como validar novos registros adicionados à cadeia.

Mas parece-me que estamos exagerando na descrição de Blockchain como “seguro”. Essa é uma exigência alta para qualquer sistema, que deve ser provada repetidas vezes em vários níveis, cenários, aplicativos e outros contextos. Seria mais preciso descrever a tecnologia como um hyperledger distribuído protegido criptograficamente . Essa definição deixa em aberto a questão crucial: se essa tática é suficiente para reduzir a vulnerabilidade a adulterações, roubo de senhas, negação de serviço por malware e outras ameaças.

Na verdade, você não precisa ir muito longe na literatura crescente de Blockchain antes que as vulnerabilidades de segurança saltem para você. Os problemas de segurança com Blockchain parecem formar uma cadeia própria, na qual os elos fracos começam a sobrecarregar os pontos fortes transmitidos pela dependência subjacente da tecnologia em criptografia de chave pública forte. Ao contemplar o fato de que mais riqueza armazenada no mundo e valor de troca comercial estão começando a girar em Blockchains, permissionados ou não, as vulnerabilidades de segurança dessa tecnologia começam a se tornar maiores.

O Blockchain é mais do que um banco de dados distribuído – é um sistema crescente de registro no qual a economia global confiará intimamente. Então, quão seguro é, na realidade? E quanto custo, tempo e problemas algum de nós estaria gastando para colocar nossas implementações de Blockchain em um formato seguro o suficiente antes que possamos justificar a colocação de ativos de missão crítica em um hiperlink distribuído?

O que é claro é que, mais frequentemente, os usuários são o elo mais fraco do Blockchain. Os atacantes continuarão a explorar as vulnerabilidades dos endpoints – em outras palavras, nossa incapacidade de proteger as identidades, chaves, credenciais e softwares Blockchain instalados em nossos PCs, telefones celulares e outros sistemas. Na prática, isso poderia nos expor a phishing, malware e outros vetores de ataque que deixam nossos ativos baseados em cadeia – como a criptomoeda – abertos para tomada.

Quando suporta transações comerciais complexas, o Blockchain geralmente executa o que é conhecido como “ contratos inteligentes”, o que pode representar uma séria vulnerabilidade de segurança. Os contratos inteligentes, que são escritos em um Blockchain, podem codificar negócios complexos, financeiros e legais . Se tiverem acesso às chaves de um administrador de um Blockchain permissionado, os criminosos poderão introduzir contratos inteligentes falsos que permitirão acesso clandestino a informações confidenciais, roubar chaves criptográficas, iniciar transferências de fundos não autorizadas e envolver-se em outros ataques aos ativos da empresa. .

A complexidade de um ecossistema Blockchain também é uma vulnerabilidade para a qual o usuário comum pode ser indiferente. Além de precisar proteger endpoints e os sistemas que gerenciam contratos inteligentes, você também precisará garantir a segurança dos processadores de pagamento de criptomoeda e das soluções que integram Blockchains em seus sistemas de aplicativos corporativos. Isso, por sua vez, exige uma verificação intensiva da confiabilidade dos fornecedores de sistemas Blockchain, que você pode ser desafiado a fazer, considerando o quanto poucos profissionais de TI têm experiência com essa tecnologia imatura.

Infelizmente, com os novos fornecedores de soluções Blockchain estão chegando todos os dias, muitos deles podem não ter um histórico, clientes de referência ou estudos de caso em que você possa confiar para determinar sua confiabilidade.

Mesmo com provedores estabelecidos, as soluções comerciais de Blockchain podem ser novas no mercado ou lançadas em versões alfa ou beta muito antes de estarem prontas para o horário nobre corporativo, portanto você corre o risco de executar seu Blockchain em código não testado, com bugs e inseguros ainda não provado em escala.

Além disso, existem muitos protocolos Blockchain, mecanismos de contratos inteligentes, gateways e trocas em implementações, com seus próprios bugs e vulnerabilidades de segurança. Sua empresa pode estar implementando Blockchains heterogêneos – permissionados ou não, internos e B2B – em silos que suportam diversos aplicativos. Você precisará solucionar as vulnerabilidades de cada ambiente isoladamente e, se tentar conectá-las entre si ou em um ecossistema maior de Big Data, atenuar quaisquer problemas de segurança que surjam em interações complexas entre esses ambientes.

Se um dos Blockchains em que você está participando for gerenciado por um consórcio , você precisará examinar detalhadamente os procedimentos operacionais dessa organização antes de confiar que está gerenciando o ambiente de ponta a ponta com segurança rígida. Como não há regulamentos universais aos quais esses consórcios devem obedecer, você terá que avaliar as práticas de segurança de cada consórcio separadamente, sem a garantia de que o nível de segurança de qualquer Blockchain seja diretamente comparável ao de outro. O anonimato que alguns consórcios permitem aos participantes do Blockchain pode fornecer cobertura para fraudes e dificultar que as autoridades identifiquem os criminosos.

Ainda mais preocupante é o fato de que as fazendas de mineração nas quais as Blockchains públicos são construídas estão hospedadas em todo o mundo. Embora isso possa dar ao Blockchain em questão algum grau de redundância e resiliência, também pode expô-lo a depredações de operadores obscuros que trapaceiam fraudulentamente participantes inconscientes do Blockchain através do que é chamado de “51 percent attack”. Se uma das partes ou um pool de conspiradores controla mais da metade dos nós de computação atualmente usados ​​para mineração em um determinado Blockchain, pode obter a “ proof of work” consensual necessária para escrever, de forma sub-reptícia, transações fraudulentas nessa cadeia às custas de outros participantes.

Essa ameaça é especialmente aguda quando um Blockchain está sendo iniciado, quando o número de nós de mineração é pequeno e, portanto, é mais fácil para um grupo individual ou em grupo adquirir pelo menos metade do poder de computação disponível. Pode tornar-se ainda mais grave à medida que as operações de mineração sejam transferidas para nações e regiões onde a energia elétrica é barata, a fiscalização regulatória inexistente e os criminosos e terroristas sejam abundantes.

Como a indústria de Blockchain abordará essas vulnerabilidades de maneira abrangente? Para começar, a Wikibon pediu à Linux Foundation para iniciar um projeto hyperledger dedicado a estabelecer uma estrutura aberta e flexível para proteger a segurança de ponta a ponta dos Blockchains, abrangendo terminais, gateways corporativos e assim por diante. A Wikibon também pede aos fornecedores de software corporativo que incorporem segurança sólida em seus aceleradores de implantação de Blockchain .

Não se deixe levar pelo hype utópico em torno Blockchain. Esses hyperledgers de código-fonte aberto são apenas mais segmentos nos ambientes de dados de nuvem híbrida nos quais mais empresas estão implantando aplicativos de missão crítica.

Você só deve implementar o Blockchain se tiver examinado suas vulnerabilidades, instituído as salvaguardas técnicas e processuais necessárias e determinado que o valor comercial potencial supera os riscos.

Fonte: IDGNow!

Apps para garantir maior privacidade e segurança no seu Android

Sugestões de aplicativos para garantir maior privacidade e segurança no seu Android:

-Gerencie as suas senhas

LastPass Password Manager

As senhas são os porteiros da sua vida digital – até o futuro próximo, pelo menos – e fica nas suas mãos garantir que elas estejam sempre bem armadas. O segredo? Deixe um gerenciador de senhas fazer o trabalho pesado. Um bom serviço de gerenciamento de senhas torna fácil criar e manter senhas fortes e únicas para quantos apps, sites e serviços você utilizar.

No Android, o LastPass é o melhor aplicativo para isso. Com um design muito bem pensado, o serviço é simples de usar e muito eficiente na tarefa de armazenar de forma segura as suas credenciais e permitir que você acesse qualquer serviço que exija uma senha ou código.

Uma vez que o LastPass aprender (ou criar) seus vários acessos, ele abrirá uma janela com informações de preenchimento automático sempre que for solicitado que você acesse um serviço – seja em um app ou website no seu navegador Android favorito. Tudo que você precisa fazer é colocar o dedo no leitor de impressão digital do smartphone, confirmar as credenciais que quer usar e é isso: o LastPass cuida do resto.

O LastPass também funciona bem no desktop e sincroniza de forma simples as suas informações entre diferentes plataformas e aparelhos (usando a sua própria criptografia na nuvem e nos aparelhos). Os seus recursos principais são gratuitos, enquanto que uma assinatura premium (por 24 dólares ao ano) te fornece alguns extras, como maior espaço de armazenamento para documentos e anotações, a habilidade de usar YubiKey e Sesame como métodos de autenticação de dois fatores, e a possibilidade de criar um plano de acesso de emergência para permitir que outra pessoa acesse a sua conta após um longo período de inatividade.

-Autenticação de dois fatores

Authy 2-Factor Authentication

Além de usar senhas fortes, a coisa mais inteligente que você pode fazer para manter as suas contas on-line seguras é usar a autenticação de dois fatores em todos os lugares em que ela estiver disponível.

Para quem não sabe, a autenticação de dois fatores exige que você tenha uma segunda forma para identificar informações – como um código gerado por um app no seu smartphone ou enviado via mensagem de texto – além da senha principal. Desta forma, o processo de invadir a sua conta torna-se significativamente mais difícil.

O melhor aplicativo para gerenciar a autenticação de dois fatores no Android é o Authy (gratuito). O programa da Twilio supera até mesmo o Google Authenticator com um design moderno e intuitivo que torna simples a tarefa de encontrar e copiar códigos para todas as suas contas que tenham a funcionalidade habilitada. A solução também possui recursos avançados como suporte para proteção via impressão digital e a possibilidade de configurar o Authy para funcionar em diversos aparelhos, incluindo até mesmo o seu computador.

-Proteja sua conexão

NordVPN

As VPNs (redes virtuais privadas) podem ser uma maneira efetiva de manter privadas e seguras as suas transmissões de dados baseadas no smartphone – especialmente quando você está usando redes públicas/abertas de Wi-Fi.

A sua melhor aposta para trabalhar em um ambiente do tipo é usar o próprio serviço de VPN da sua empresa, presumindo que ele tenha um aplicativo disponível. Caso não seja o caso, o NordVPN é uma das opções mais recomendadas no mercado.

O serviço consegue acessar 3 mil servidores em dezenas de países e promete criptografia de “grau militar” para todo o seu tráfego móvel. No entanto, é preciso abrir a carteira para isso. O preço padrão é 12 dólares ao mês, mas esse valor cai pela metade se você pagar um ano com antecedência. E, se preferir pagar por dois anos antecipadamente, cada mês sai por um pouco mais de 3 dólares.

Isso não quer dizer que não existam outros provedores de VPN para Android eficientes no mercado. Avaliar um app de VPN é algo incrivelmente complexo e difícil de fazer – e o número de variáveis envolvidas torna quase impossível oferecer uma recomendação incondicional.

Enquanto não temos um sistema padronizado para analisar efetivamente as VPNs e suas muitas camadas, a maioria dos especialistas em privacidade sugere escolher um serviço que seja amplamente bem avaliado e que seja oferecido por uma empresa de boa reputação.

-Criptografe os seus e-mails

ProtonMail

Quando você precisa saber que os seus e-mails não serão interceptados, o ProtonMail é o app que você quer usar. Fundado pelos cientistas da CERN (Organização Europeia para Pesquisas Nucleares), o aplicativo usa um método open-source de criptografia de ponta a ponta para manter as suas mensagens seguras contra possíveis espiões.

Não é preciso fornecer nenhuma informação pessoal, e a empresa diz que não mantém registros de endereços de IP ou qualquer outra coisa que possa te ligar com a sua conta. Na verdade, a companhia alega que nem mesmo os seus próprios funcionários poderiam acessar ou ler as suas mensagens se quisessem.

A melhor parte sobre toda a segurança do ProtonMail é que ele não exige quase nenhum esforço da sua parte: você simplesmente cria uma conta no serviço e começa a enviar e-mails. Caso esteja escrevendo para alguém com um endereço do ProtonMail, a criptografia é automática. Se precisar escrever para alguém com um endereço que não seja do ProtonMail, então basta tocar em um ícone na ferramenta de composição de mensagem para criar uma senha e uma dica; o destinatário receberá apenas essa informação e terá de usar a senha para conseguir ler o seu e-mail.

Além da segurança, o app do ProtonMail para Android também conta com um design clean e agradável de usar. O aplicativo possui pastas e indicações customizáveis e permite até que você defina gestos personalizados com o dedo para a sua caixa de entrada (deslizar para a esquerda em uma mensagem para marcá-la como lida, por exemplo, e para a direita para a arquivar ou apagar o e-mail).

E, sim, o serviço oferece uma opção para criar mensagens que se auto-destroem, caso seja necessário fazer isso em algum momento.

O ProtonMail é gratuito em seu nível mais básico, que inclui um endereço de e-mail, 500MB de armazenamento, e até 150 mensagens por dia. Os planos premium, com mais espaço de armazenamento, maior limite de mensagens diárias e outros recursos extras, começam em 59 dólares por ano.

-Criptografe suas mensagens e ligações

Signal Private Messenger

O Signal faz para as mensagens de texto o que o ProtonMail faz pelo e-mail: o serviço open-source permite que você se comunique de forma segura com os seus contatos, usando criptografia de ponta a ponta e sem que os seus dados sejam acessados ou armazenados em um servidor remoto.

O app também permite que você realize chamadas de voz e vídeo criptografadas com outros usuários do Signal.

Na superfície, o Signal se parece muito com qualquer app de mensagens do mercado: você pode encontrar pessoas a partir da sua lista de contatos padrão ou simplesmente digitar um número telefônico para iniciar uma conversa. Se a outra pessoa também usar o Signal, a conversa estará protegida – e você também verá a opção para iniciar uma chamada de voz ou de vídeo protegida. Caso o seu contato não tenha o Signal, você ainda poderá falar normalmente com ele, mas sempre com um aviso em destaque no campo de mensagens: “SMS Não Seguro”.

O Signal é gratuito e não é preciso criar uma conta para usá-lo. Apenas abra o app, insira e verifique o seu número telefônico e é isso: você está pronto para começar.

-Habilite a navegação privada no seu browser

Firefox Focus

O Firefox Focus fornece a experiência de navegação privada mais simples do Android. Basicamente você só precisa abrir o aplicativo e começar a navegar: nenhum histórico, cookie ou senhas são salvos, e o app bloqueia automaticamente rastreadores e anúncios pela web.

Quando encerrar o seu acesso com uma página, apenas toque no ícone flutuante de uma lata de lixo, localizado no canto da tela, e é isso: ela sumirá para sempre.

Caso você queira navegar pela web sem deixar nenhum rastro (pelo menos, no navegador), essa é de longe a maneira mais fácil para fazer isso. Vale notar que o Firefox Focus é gratuito.

Brave Browser

Para uma navegação privada em um ambiente mais tradicional de browser, o Brave é o caminho. O aplicativo gratuito – criado por um dos fundadores da Mozilla, a companhia por trás do Firefox – se parece muito com a versão do Google Chrome para Android.

A interface e os menus principais do Brave são quase idênticos aos do Chrome – mas os seus dados dessas áreas todas não serão sincronizados com a sua conta Google nem estarão disponíveis em outros aparelhos, como aconteceria no Chrome.

Além de uma base visual parecida com o Chrome, o Brave traz ainda uma variedade de ferramentas embutidas para bloquear anúncios, pop-ups, scripts e diferentes tipos de sistemas de rastreamento baseados em websites.

Ao contrário do Firefox Focus, no entanto, o Brave não opera em um modo incógnito permanentemente. Por isso, se você não quiser que o seu histórico, cookies, dados de sites e cache sejam salvos, terá de abrir manualmente as janelas de navegação privada (como acontece no Chrome) ou acessar as configurações do app para limpar esses dados sempre que necessário.

O Brave é menos um navegador puramente privado e mais um browser tradicional com recursos extras de privacidade – o que pode ser algo bom ou ruim, dependendo do que você busca.

-Adicione uma camada extra de criptografia onde for preciso

Solid Explorer File Manager

A maioria dos aparelhos Android já vem com uma criptografia habilitada de fábrica (é possível verificar isso na seção de Segurança, nas configurações de sistema do dispositivo), mas se você quiser uma camada extra de proteção para determinados arquivos ou pastas, o Solid Explorer faz isso muito bem.

Como um gerenciador de arquivos Android, o Solid Explorer te permite navegar e manipular arquivos no armazenamento local do smartphone, assim como em uma variedade de serviços de armazenamento na nuvem de terceiros – incluindo Dropbox, Google Drive e OneDrive – caso queira se conectar com eles. Quando tiver uma pasta ou arquivo que quiser proteger, basta encontra-lo e destacá-lo dentro do app para então selecionar a opção “Encrypt” no menu principal.

Depois disso, tudo que você precisa fazer é digitar uma senha, e opcionalmente ativar a autenticação via impressão digital, e o arquivo/pasta só poderá ser visualizado após essas credenciais serem inseridas no aparelho. O Solid Explorer pode ser usado de graça por duas semanas; depois disso, é preciso pagar 2 dólares para continuar usando o serviço.

Fonte: IDGNow!

Falha no Twitter expõe 330 milhões de usuários – o que fazer

O Twitter pediu nos últimos dias aos seus mais de 330 milhões de usuários que mudem suas senhas na rede social, depois que uma falha fez com que algumas delas fossem armazenadas em texto em seu sistema interno de computadores.

A rede social disse que consertou a falha e que uma investigação interna não encontrou senhas que foram roubadas ou usadas por pessoas de dentro, mas pediu a todos os usuários que considerem a mudança de suas senhas por cautela.

O blog da rede social não informou quantas senhas foram afetadas. Mas uma pessoa familiarizada com o assunto disse que o número era substancial e que eles foram expostos por vários meses.

O Twitter descobriu a falha há algumas semanas e informou reguladores, disse a pessoa, que não estava autorizada a discutir o assunto.

A empresa aconselhou os usuários a tomarem precauções para garantir que suas contas fiquem seguras, incluindo a alteração de senhas e a ativação do serviço de autenticação em dois fatores, para ajudar a impedir que contas sejam sequestradas.

A divulgação acontece no momento em que legisladores e reguladores de todo o mundo analisam a forma como as empresas armazenam e protegem os dados dos consumidores, depois de uma série de incidentes de segurança que surgiram em empresas como Equifax, Facebook e Uber.

A União Europeia deve começar a aplicar uma nova lei de privacidade restrita, conhecida como o Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR), que inclui altas taxas por violar seus termos.

A falha no Twitter está relacionada ao uso por parte da empresa de uma tecnologia conhecida como “hashing”, que mascara as senhas quando um usuário as digita, substituindo-as por números e letras, de acordo com o blog.

Um bug fez com que as senhas fossem escritas em um log interno do computador antes que o processo de hashing fosse concluído.

“Lamentamos muito que isso tenha acontecido. Reconhecemos e valorizamos a confiança depositada em você e estamos comprometidos em ganhar essa confiança todos os dias”, afirmou o Twitter em seu blog.

As ações do Twitter caíram 0,39% nesta quinta, cotadas a US$ 30,67.

Recomendações do Twitter

– Se você usa a mesma senha do Twitter em outros sites ou redes sociais deve trocá-la
– Use uma senha que você não usa em outros locais
– Ative a verificação do login. Também chamada de de autenticação de dois fatores
– Use um gerenciador de senha para garantir senhas fortes (não óbvias e que misturam letras, números e caracteres especiais)

Fonte: Folha

OneDrive oferece recursos novos de segurança

A Microsoft anunciou que o Office 365 já conta com novos recursos de segurança. Entre eles, arquivos que foram comprometidos por ataques de ransomware — como o WannaCry, que atingiu 300 mil PCs ano passado — serão recuperados. As novidades, contudo, servem apenas para os assinantes dos planos Home e Personal.

Outro recurso adicionado pela Microsoft é a verificação reforçada de documentos, arquivos gerais e links perigosos. Por isso, o Outlook.com agora conta com criptografia.

Um dado interessante do recurso de recuperação de arquivos é que ele também funciona com documentos apagados por engano, não só corrompidos ou roubados. Dessa maneira, o usuário pode recuperar dados por meio de uma linha do tempo.

As novidades

  • Notificação em celular caso a conta seja vítima de ataque
  • Links de compartilhamento com senha
  • Melhor controle no acesso aos documentos compartilhados
  • Outlook com criptografia de ponta a ponta — mensagens criptografadas não poderão
    ser encaminhadas
  • Word, Excel e PowerPoint com verificação de links avançada até o final do ano.
Fonte: Tecmundo

Google Play Protect melhora a segurança do Android

Google divulgou relatório anual de segurança do Android. Ferramenta Google Play Protect impediu que 1,6 bilhão de apps fossem baixados pelos usuários.

O uso de inteligência artificial para detectar aplicativos Android potencialmente maliciosos tem dado resultado, segundo o Google. A companhia divulgou recentemente seu estudo “Android Security 2017 Year In Review” e revelou que 60,3% dos apps que poderiam causar dor de cabeça aos usuários foram filtrados pelo Google Play Protect.

O serviço usa, entre outras técnicas, modelos de machine learning para conseguir detectar, além de possíveis malwares, conteúdos inapropriados para a plataforma. De acordo com o estudo, a ferramenta removeu 39 milhões de apps questionáveis e impediu que outros 1,6 bilhão de apps fossem baixados pelos usuários – e isso apenas em 2017.

Como funciona

O Play Protect está presente nos aparelhos Android a partir da versão 4.3, o que compreende cerca de 2 bilhões de dispositivos atualmente. A ferramenta revisa todos os dias mais de 50 bilhões de aplicativos e essa revisão automática – feita 24 horas por dia – levou a remoção dos milhares de apps que não entraram nos parâmetros de segurança do Google.

No mesmo relatório, o Google lembra que dispositivos Android que apenas utilizam aplicativos baixados da loja oficial Google Play estão mais seguros – no caso 9 vezes menos propensos a obterem um app potencialmente perigoso do que aqueles que recorrem a outros sites para encontrar apps.

A medida que os próprios modelos de machine learning do Google ficam mais sofisticados com o tempo, o Play Protect também aumenta sua capacidade e robustez para identificar ameaças. No relatório recente, em 2017 o Play Protect preveniu 74% das instalações de aplicativos que poderiam ser desastrosas. Esse número foi de 55% em 2016.

Fonte: IDGNow!

Recebeu arquivo HBPIX, é um malware?

E lá está você, navegando na internet tranquilamente, quando um download inesperado surge automaticamente em seu aparelho: o arquivo hbpix.bin. Embora com apenas 43 bytes de tamanho, este misterioso item vem se tornando bastante odiado pela internet – e temido por muitos que veem nele a possibilidade de se tratar de um malware.

Mas afinal, o que diabos é esse arquivo? A boa notícia é que não se trata de um vírus, segundo o consenso de diversos serviços anti-malware. A má notícia é que ele não está sendo utilizado de maneiras exatamente boas, mesmo que não seja um arquivo executável.

Antes de tudo, precisamos explicar que o HBPIX é, na verdade, um arquivo GIF de apenas duas cores contendo uma imagem em branco de 1×1 pixel, que pode ser aberto normalmente em qualquer editor de imagem. Qual seu uso nesse caso? A resposta é simples: ele é um web beacon.

Uma ferramenta comum, mas mal utilizada

Para aqueles que não conhecem o termo, nós explicamos. Um web beacon (também conhecido como web bug) é uma técnica usada por serviços para checar se um usuário acessou algum de seus conteúdos em sites ou emails. Isso, por sua vez, permite a eles não apenas monitorar o que você está lendo daquele conteúdo, como também saber seu perfil de usuário (interesses, pesquisas recentes, IP e afins).

Até aí, esse tipo de informação não é exatamente novidade, pois web beacons são bastante usados pela internet há tempos. O que está causando o download do HBPIX, no entanto, seria justamente a má implementação da ferramenta (que normalmente serviria apenas de framework de anúncios). Ou seja: até o momento, essas ocorrências são um simples acidente.

Cuidado ainda é necessário

Infelizmente, só porque o hbpix.bin não é malicioso, a um primeiro olhar, não quer dizer que isso não possa ser usado por pessoas mal intencionadas. Caso o arquivo esteja sendo usado por cibercriminosos e você abrí-lo acidentalmente, eles podem acabar conseguindo várias informações de seu sistema. Logo, é bom evitar.

Seja qual for o caso, o fato é que você aparentemente não precisa se preocupar tanto assim com o HBPIX. Mas, por precaução, o melhor é apagar ele de seus aparelhos sempre que o irritante download ocorrer e, como falamos antes, jamais tentar abrí-lo. Já para quem quiser evitar baixar os arquivos em si, a única opção é acessar as configurações do seu browser e desativar os downloads automáticos.

Fonte: Tecmundo