Vem aí: aquela que irá tomar o lugar dos antivírus

A abordagem tradicional da luta contra malwares sempre foi reativa. Um novo ataque é lançado, infecta algumas empresas e os fornecedores de antivírus correm para emitir uma atualização. Algumas companhias conseguem obtê-la antes que o malware faça seu caminho, mas muitas não. Obviamente, esta não é uma situação ideal, pois os bons sempre estão perseguindo os bandidos.

Se você fosse Marty McFly poderia disparar o antigo capacitor de fluxo com 1,2 Gigawatts de energia, avançar no tempo e trazer as atualizações para você, então você estaria pronto para o WannaCry, o Qakbot ou o Zeus. Felizmente, há uma maneira mais real de parar os ataques antes que eles afetem qualquer pessoa: usando sistemas baseados em inteligência artificial (AI).

A empresa de segurança Cylance recentemente começou a mostrar o fato de que seus clientes estão protegidos das ameaças atuais, mesmo com modelos mais antigos. Eles têm chamado a abordagem de “Vantagem preditiva Cylance”. Apesar da Cylance ter cunhado tal abordagem, todos os fornecedores de segurança baseados em IA operaram de forma semelhante.

A IA como substituta dos antivírus

Hoje, a IA e a aprendizagem de máquinas estão sendo usadas para alimentar mais coisas em nossas vidas do que estamos conscientes. A Amazon sabe o que as pessoas querem comprar, veículos autônomos podem distinguir a diferença entre uma árvore e uma pessoa, e as análises de vídeos podem escolher um terrorista fora da multidão – tudo alavancando o aprendizado da máquina. A razão pela qual precisamos confiar em uma IA em vez de pessoas é devido as enormes quantidades de dados que precisam ser processadas e da velocidade com que as máquinas podem analisar dados e conectar os pontos.

Combater malware não é diferente. Manter-se à frente dos criminosos não pode ser mais feito de forma manual. Exige procurar entre petabytes de dados bons e maus. Por exemplo, a Cylance analisou milhões de recursos em mais de bilhões de arquivos. Isso é possível hoje porque a nuvem fornece um poder de computação quase infinito. A empresa de cibersegurança alavanca mais de 40 mil núcleos na nuvem da Amazon (AWS) para executar seu modelo maciço e complexo e seu algoritmo que pode encolher o modelo para funcionar de forma autônoma em um PC ou laptop.

Um dos fatos menos conhecidos sobre malware é que geralmente é derivado do código existente e modificado um pouco para evadir a maioria das soluções baseadas em assinaturas. Cada tipo de malware deixa uma assinatura identificável, portanto, se dados suficientes forem coletados e analisados, os dados bons e os maus podem ser diferenciados.

Mais importante ainda, os sistemas baseados em IA podem proteger as empresas de ameaças futuras, executando um número quase infinito de simulações de malwares conhecidos, permitindo, efetivamente, que se preveja o malware antes de ter sido criado.

Para provar isso, o Cylance executou seu código contra o WannaCry e descobriu que a versão usada em novembro de 2015 teria bloqueado o ataque, quase 18 meses antes do lançamento do mesmo. Isso evitaria que alguma empresa tenha que ser o “paciente zero”, aquele que primeiro relata um problema. Outro exemplo: o modelo da Cylance em outubro de 2015 teria parado o ransomware Zcryptor, sete meses antes do lançamento do ataque.

É hora de as empresas levarem a luta aos cibercriminosos e mudar para um modelo de segurança baseado em IA que possa proteger a organização sem exigir que outras companhias sejam incluídas antes que o processo de remediação, sequer, possa começar.

Fonte: IDG Now!

HTML5 irá substituir o Flash: entenda os motivos

flash-vs-html5Como tendência própria do universo da tecnologia, as ferramentas são rapidamente substituídas. As fitas cassete deram lugar aos CDs, que, por sua vez, deram lugar aos arquivos digitais, pendrives e toda uma lista de rápida substituição tecnológica que veio ocorrendo nos últimos anos. O mesmo processo já ocorre com o HTML 5 que está tornando a linguagem Flash obsoleta.

Pauta de alguns anos para cá, a discussão sobre as duas linguagens é extensa entre desenvolvedores. Em 2010, Steve Jobs disse em uma carta que o HTML 5 seria o futuro e que o Flash já não era mais necessário – em defesa da Apple que não trabalha com o segundo em seus sistemas operacionais.

Independentemente da preferência de cada usuário, algumas implicações positivas do HTML 5 são inquestionáveis: vantagens em mobilidade e web semânticas. O crescimento da tecnologia mobile, o aumento da interatividade em vídeos – também por conta de anúncios – e a estrtura aberta do HTML 5 já indicam que este seja o caminho a ser trilhado.

Essas duas características foram determinantes para o sucesso do mercado mobile. Devido à incompatibilidade do iOS e de alguns aparelhos Android em relação à linguagem Flash, esta ficou fortemente vinculada a PCs, que também vêm em declínio nos últimos anos.

Alguns sites encontraram soluções para as limitações do Flash. Por exemplo, no videoclipe interativo Like a Rolling Stone, de Bob Dylan, lançado em novembro, usuários de computadores têm a experiência de imediato. Aqueles que acessam o vídeo em um Android recebem um teaser que os convida a ter a experiência completa em um desktop. Já os usuários de iOS são recomendados a baixarem um aplicativo que disponibiliza o vídeo – algo um tanto trabalhoso.

O Interactive Advertising Bureau prublicou recentemente uma carta aberta assinada por grandes marcas – AOL, Google, The New York Times, Forbes, entre outras – solicitando aos profissionais de marketing que implementassem o HTML 5 como padrão para anúncios em dispositivos móveis.

A insistência no uso do Flash por alguns se dá pela praticidade e costume de se produzir um conteúdo com esta linguagem. Segundo um artigo publicado na InfoWorld, construir um app em HTML 5 pode demorar mais do que o planejado em 59% dos casos e isso se dá pela necessidade de testes e correções para todas as plataformas.

Finalmente, mas não menos importante, o “super trunfo” do HTML 5 sobre o Flash é que os chamados SEOs, ou sistemas de busca, não podem pesquisar o conteúdo de dentro do Flash, que é um formato completamente fechado. Dessa forma, com a web semântica do HTML 5, as peças que formam o produto final podem se relacionar de maneira que os sistemas de busca possam encontrá-las.

Agradeço ao Davi, amigo e colaborador do seu micro seguro, pela referência a essa notícia.

Fonte: Canaltech