A polêmica sobre a adoção da criptografia

criptografiaOs eventos terroristas que acontecerem no mundo recentemente levantaram novamente um debate a respeito da criptografia. Por um lado, há o governo solicitando que os dispositivos sejam menos protegidos por serviços codificados. Já do outro lado da moeda, as empresas de tecnologia defendem que seria muito perigoso se as pessoas utilizassem serviços sem qualquer tipo de criptografia para proteger suas informações.

A ironia da questão é que ambos os lados afirmam reivindicar a questão da segurança, tanto nacional como pessoal. Do ponto de vista do governo, há um senso comum. Ele precisa saber se alguém está planejando um ataque, ou, caso já tenha acontecido, ter acesso facilitado para provas e indícios que podem levar suspeitos aos tribunais. Para os governantes, a forte criptografia que as empresas estão implementando, a maioria desencadeada pelas denúncias de espionagem de Edward Snowden, tem prejudicado seus objetivos. Eles afirmam que a criptografia tem custado vidas.

A opinião das empresas de tecnologia é oposta ao dos governantes. Elas afirmam que, ao enfraquecer a criptografia, além do acesso fácil dado ao governo, diversos cibercriminosos iriam se aproveitar de várias brechas de segurança. É sabido que, se o governo tem uma chave especial para ter acesso a redes e dispositivos criptografados, será apenas uma questão de tempo para que criminosos também consigam o acesso. Este é o principal argumento utilizado pelo Conselho da Indústria de Tecnologia da Informação, que reúne diversas companhias como Twitter, Facebook, Google, Microsoft, Apple e Samsung.

“A criptografia é uma ferramenta de segurança que dependemos todos os dias para impedir os criminosos de acessar nossas contas bancárias, proteger nossos carros e aviões de serem tomados por hacks maliciosos e preservar nossa segurança. Enfraquecer a criptografia ou criar backdoors em dispositivos criptografados deixaria os usuários vulneráveis a bandidos, o que causaria sérios danos”, segundo informa um trecho da declaração do conselho das empresas.

Dito isto, alguns poderiam afirmar que a posição das entidades de tecnologia defendem seus serviços que, em muitos casos, precisam da privacidade para conseguir clientes. De qualquer forma, uma solução para essa questão não parece ser algo fácil de encontrar.

Agradecemos ao Davi, colaborador amigo do seu micro seguro, pela referência a essa notícia.

Fonte: Canaltech

Malwares são ataques terroristas

Kaspersky

Kaspersky afirma que malwares do futuro poderão provocar destruição física

Os malwares de computador podem representar ameaças tão grandes como ataques terroristas e em cerca de dez anos poderão provocar destruição física, disse na última Segunda-feira (21) o fundador e executivo-chefe da companhia de segurança tecnológica Kaspersky Lab, Eugene Kaspersky, durante a conferência DLD13, que está foi realizada em Munique, na Alemanha.

As tecnologias para internet evoluem a um ritmo muito rápido, assim como as “ameaças cibernéticas”, afirmou o especialista russo. As prisões nos Estados Unidos, por exemplo, estão conectados à rede e seria factível os réus conseguirem abrir as portas das penitenciárias por meio de seus celulares inteligentes, previu.

“O sistema é muito vulnerável e os programas cada vez mais sofisticados’, opinou. Se um criminoso comum é como uma bicicleta, malwares como o programa de espionagem ‘Outubro Vermelho”, recentemente descoberto, é como uma estação espacial, disse o analista.

As ameaças geradas por esses programas maliciosos modernos são comparáveis a ataques terroristas, acrescentou. O analista em malwares cibernéticos Mikko Hypponen, da empresa F-Secure Corporation, disse que no futuro as guerras também serão travadas a partir dos computadores, pois o potencial destruidor dos programas maliciosos é imenso e absolutamente comparável ao das armas tradicionais.

Segundo o especialista, “a guerra cibernética se dirige contra a infraestrutura”, por isso é totalmente factível que os malwares alterem o funcionamento de centrais energéticas e instalações industriais, com consequências imprevisíveis. “Antes de se disparar armas se optará por ataques cibernéticos contra o abastecimento elétrico e de água”, afirmou Hypponen.

Agradeço ao Davi e ao Lucas, amigos e colaboradores do Seu micro seguro, pela referência a esta notícia.

Fonte: G1